sábado, 9 de junho de 2012

Herdeira da Sedução - Kim Lawrence

Título Original:
Sophie´s Seduction
Copyright © 2010 by Harlequin Books S.A.

Protagonistas:
Marco Speranza e Sophie Balfour

Sinopse:


Ela terá de se render à sedução!

Todas as garotas Balfour eram brilhantes, glamourosas e estonteantes... menos Sophie. Convencida de que não passava de uma mulher melancólica e sem graça, evitava a todo custo aparecer. Mas seu pai já estava farto de seu comportamento introvertido e a colocou para trabalhar com Marco Speranza, um siciliano tão poderoso quanto atraente. Sophie sabia que jamais atrairia a atenção dele, porém Marco não pensava do mesmo modo. A cada instante juntos, ele preparava suas teias de sedução. Será que Marco teria outras intenções?


Resenha:

A-do-rei! Estou super na dúvida entre o livro da Mia - Herdeira do Escândalo -  ou este, para o melhor livro da série até agora, mas acho que ainda prefiro este! Estou super inclinada a dar Perfeito para ele. Gente, eu me diverti, com o jeito do Marco, que gostava da Sophie e não admitia, como 98% dos nossos mocinhos, mas eu gostei ainda mais das tiradas espirituosas entre os dois. O jeito com que ele se preocupa com ela, não entendendo como ela pode se achar o patinho feio da família, tendo um corpo que ele julga irresistível e um rosto tão angelical. Adorei o modo com que ele reluta tanto em se envolver com ela, mas ao mesmo tempo, não consegue sair de perto dela, com ciúmes dos homens que se aproximam. E os mal-entendidos, então? Até os mal-entendidos entre eles são engraçados! Não me deu raiva. Eu dei altas risadas do modo como os dois fugiam dos sentimentos. Achei um livro leve, engraçado e muito fofo. Muito Bom!


                   *** Série Noivas Balfour ***

4-    Herdeira da Sedução – Kim Lawrence
5-    Herdeira da Lição- Kate Hewitt
6-    Herdeira do Segredo- Carole Mortimer
7-    Herdeira do Infortúnio- Sarah Morgan

Pontos Altos:

"Ela o encarava com os olhos no mesmo nível, ciente que o suave burburinho da sala havia amainado. Era como se quando ele estava presente não houvesse espaço em sua mente para mais ninguém.Sophie pôs de lado aquele pensamento extravagante.
— Foi um dia longo, mas estou bem agora. Consegui até usar minha própria escova de dentes essa manhã, e minhas próprias roupas. Não consegui acreditar que encontraram minha bagagem tão rápido.
As sobrancelhas de Marco se levantaram quando concordou.— Incrível.
— Suponho que você não sabe nada sobre isso?
Seu olhar de revolta inocente era tão falso que, apesar de si mesma, ela riu.
— Bem, sou grata e estou terrivelmente impressionada com sua influência.
— Achei que precisaria de mais do que isto para impressionar uma garota Balfour — ela se encolheu ao ouvir isso, e Marco se perguntou em qual nervo haveria tocado.
— Meu nome é Sophie — disse, séria. Não conseguiu se conter e continuou. — Você me deu o negócio simplesmente porque sou uma Balfour?"


" — Escute, acalme-se... não é preciso ficar tão zangado.
O som de rosnado que saiu dos lábios entreabertos sugeriu que seu conselho caíra em ouvidos moucos. Incapaz de desviar o olhar do nervo que pulsava no rosto fino, estendeu a mão para uma das lanternas extras que estavam empilhadas sobre uma caixa virada.
Marco estava tentando, com toda a força de vontade, se acalmar. Sabia que sua reação era exagerada, mas ela parecia tão pequena e delicada e o pensamento do que poderia ter acontecido a ela o sufocava Estava também exausto de lutar constantemente contra o impulso quase incontrolável de toma-la nos braços.
Sophie estendeu a lanterna para ele, a mão ligeiramente trêmula. Seria demitida? Ele entrecerrou os olhos e passou a mão nos cabelos, desarrumando-os ainda mais.
A qualidade explosiva que sempre sentira nele sob a fachada educada não estava mais escondida.
— Escute, não é tão ruim quanto parece. Tudo o que precisa é um pouco de imaginação, sr. Speranza, e verá...
As narinas de Marco se moveram enquanto ele respirava, ultrajado. - Não me falta imaginação. — Ela ainda lhe fornecia uma imagem do corpo dela quebrado e caído no piso de mármore. — E não me chame de sr. Speranza! — Com a explosão, o controle desapareceu. — O que achava que estava fazendo? Nunca ouviu falar sobre regulamentos de segurança e de saúde, não sabe o que é bom-senso?
O olhar de Sophie se dirigiu para o andaime.- Oh, quer dizer o andaime? Oh, tenho uma ótima cabeça para alturas! — Enquanto ele continuava a olhar, furioso, ela acrescentou, rapidamente: — mas não violarei mais nenhum regulamento, se isto o incomoda. Da próxima vez, esperarei até que mais alguém esteja por perto e usarei o cinto de segurança.
— Não haverá uma próxima vez."

" Olhou para sua boca, os lábios cor de framboesa, e pensou, não, não uma distração... uma obsessão e, como tal, era ilógico combatê-la. Um homem sempre ansiava pelo proibido e o fruto proibido logo perdia sua atração.— Dio mio! — A voz era crua e áspera. — Quero você. Ela parou de respirar.
O ar zumbia de expectativa elétrica; a tensão entre eles era tão forte como os músculos rijos que se moviam no pescoço dele. Emoldurou lhe o rosto entre as mãos e escorregou os dedos entre os cabelos macios. O contato despertou as terminações nervosas de Sophie, fazendo todo o seu corpo pulsar de desejo. Os joelhos perderam a força e ela se segurou na camisa dele.
— Isto não... está acontecendo.
A mão dele desceu pelas costas dela, puxando-a para ele, e ela não tentou impedi-lo. Por que não está fazendo nada? Por que não lhe diz que este é um comportamento inadequado para um empregador?Não devia ter aceitado chamá-lo pelo primeiro nome; tudo começara a dar errado a partir daí.
— Sr. Speranza — disse, a voz rachada.
Ele arquejou, incrédulo, e abaixou a cabeça o suficiente para ela sentir o calor de seu hálito, doce e fragrante, em sua pele. Quando falou, ela reagiu tão violentamente à voz dele, um sussurro na garganta, como se fosse uma carícia.
— Srta. Balfour — disse ele, conseguindo tornar o nome dela uma carícia e, ao mesmo tempo, um deboche. —Você me perguntou por que eu vim. "
" — Problemas? — perguntou Marco quando entrou no estúdio e a encontrou, a testa franzida, observando um mapa com cores de código.Ele viera diretamente do escritório. Na verdade, voltar diretamente do escritório se tornara uma norma nos últimos dias; passava a maior parte do tempo no palazzo e até mesmo trabalhava lá ocasionalmente, quando não havia homens com martelos derrubando alguma coisa.
— Não, realmente — soltou a caneta e se levantou, mas não correu para os braços dele. Marco percebeu e não gostou. — A novidade é que Amber ligou hoje e mencionou que há uma vaga na Purnells... a maior e mais importante firma de design de interiores do país.
— E o país é a Inglaterra.
Ela adotou uma expressão alegre que não demonstrava que seu coração estava se partindo. Apaixonar-se por Marco tinha sido inevitável. Nem mesmo tentara lutar; apenas dissera a si mesma que poderia viver no aqui e agora e deixar que o futuro cuidasse de si mesmo.
Bem, o futuro chegara e estava tomada por um enorme e sombrio desespero ao pensamento de jamais vê-lo de novo.
— Onde mais eu procuraria emprego? — O telefonema de Amber a obrigara a pensar na realidade. — Estava imaginando... foi ideia de Amber... se você se importaria se eu desse seu nome como referência. Afinal, tenho muito a lhe agradecer. Antes eu jamais seria nem mesmo considerada para um trabalho como o que realizei aqui; você fez minha carreira. — Algumas semanas antes, isto era tudo com que sonhara; agora, o conhecimento a deixava indiferente. — Se eu puder — acrescentou numa nota de auto depreciação — repetir o desempenho com o próximo cliente...
 — Você pretende dormir com o próximo cliente?
Ela se encolheu como se ele a tivesse espancado.Havia poucas coisas piores do que ser seduzida por Marco Speranza e então se apaixonar totalmente pelo homem. Ergueu o queixo, tentando manter o orgulho intacto.
— Não foi por isto que me deu o emprego?
— Não, eu lhe dei o emprego porque achei que você tinha potencial.
Sem se deixar enganar pelo tom agradável de conversa profissional, Sophie percebeu uma raiva inexplicável em sua linguagem corporal enquanto ele andava até a escrivaninha. Pegou o bloco de anotações que estava sobre ela.
Os brilhantes olhos verdes se mantiveram presos à suave frescura juvenil do rosto de Sophie enquanto passava as páginas preenchidas por sua letra bonita.
— Colocou em uma de suas listas... "voltar para casa e arranjar um amante" ou talvez amantes!
Como imaginara que passaria a vida comparando cada homem com Marco e, inevitavelmente, ficando desapontada, a acusação raivosa lhe pareceu particularmente irônica.
Mas por que ele estava com tanta raiva? perguntou-se, dirigindo um olhar severo para o rosto fino de Marco.— E se tiver colocado? — Ficou de queixo caído enquanto observava Marco rasgar o bloco em quatro pedaços e jogá-los sobre o ombro.
— Tente alguma coisa espontânea — aconselhou — estou cansado de suas listas.
Sophie observou os pedaços de papel flutuarem até o chão e sentiu o rubor lhe tomar o rosto. "

" — Acho que nosso relacionamento está um pouco distante do que existe entre um empregador e uma empregada.— Empregador e empregada com benefícios?
Marco bateu com os dedos na mesa antes de afastar a cadeira e se levantar. Os músculos se moviam em sua mandíbula enquanto lutava para controlar a impaciência.
— Não foi isto que quis dizer.
— Dormi com você — disse ela, a voz dura enquanto dobrava a cabeça para trás para olhar para ele. — Bem, todos cometemos erros, mas no lado das vantagens...
A voz sedosa de Marco a interrompeu.— Oh, então há um lado com vantagens? Estava começando a duvidar.
— Esta noite foi um sucesso.
Ele estalou os dedos, descartando a festa.— Para o inferno com esta noite.
Sophie lhe lançou um olhar cheio de ódio.
— Passei pelo inferno para tornar esta noite perfeita para você — a voz era trêmula.
— Perfeita — disse, furioso —, não incluiria você passar a noite inteira flertando com todos os homens no salão... exibindo seu corpo — acrescentou, um pulso no pescoço batendo enquanto os olhos brilhantes lhe percorriam o corpo.
Sophie fechou a boca.— Exibindo! — repetiu.
— Este vestido onde alguém a colocou. — Os olhos se ergueram dos contornos trêmulos dos seios dela e repousaram, críticos no rosto dela. — E esta coisa no seu rosto não é você.
Pouco tempo antes ela teria ficado arrasada com os comentários depreciativos, mas, embora doessem, descobriu que agora tinha confiança em si mesma e ergueu o queixo.
— Você disse que gostava do meu vestido.
— Mudei de ideia. "

" — Nunca fui tão insultada na minha vida.Ele ficou calado e piscou; as narinas estremeceram e ele inalou com força, prendendo-a com seu profundo olhar verde.
— Algumas mulheres não considerariam um insulto um pedido meu de casamento.
— Bem, case-se com elas porque eu não me casaria com você nem se fosse o último homem da face da Terra!
— Posso perguntar por que a ideia lhe causa tanta repugnância?
— Porque não sou a mulher prática que pensa que sou. Só porque não sou alguma modelo magricela com pernas que vão até os ombros, isto não significa que não tenho sentimentos. — Incapaz de reprimir as emoções que lhe enchiam o peito, deixou escapar a declaração explosiva. — Mas, o mais importante de tudo, é que não posso me casar com você, Marco, porque estou apaixonada.
— Apaixonada?
— Sim. — Tarde demais agora para se retratar, mas ainda podia se salvar da total humilhação.
As feições clássicas pareciam ter sido esculpidas em pedra quando ele balançou a cabeça escura.
— Não, não está.
Desconcertada pela reação dele, Sophie se levantou, a ação um pouco prejudicada pela saia comprida.
— Por quê? Não tenho o direito de me apaixonar?
— Se você teve alguma paixonite infantil por um homem... — disse ele, pensando que o descobriria e garantiria que não tiraria vantagem da inocência confiante de Sophie.
Como você tirou?— Não é infantil. — Os olhos grandes e muito abertos e impossivelmente azuis brilharam com a mesma convicção calma que havia em sua voz quando completou: — E não é uma paixonite. Jamais amarei outro homem. — Nunca acreditara naquela coisa de alma gêmea até descobrir a dela.
— Bem, eu lhe desejo toda a felicidade — rosnou, ciente de que, se fosse um homem mais nobre e altruísta poderia estar dizendo a verdade.
— Não serei feliz. — O que não fazia dela uma pessoa única. Não havia nada de especial nela que lhe desse o direito de ter um final feliz. O mundo estava cheio de pessoas infelizes e ela seria apenas mais uma dos tristes perdedores da vida.
— Ele ama outra pessoa.
Marco se sentiu tão abalado como se tivesse levado um soco. Balançou a cabeça em completa rejeição, as mãos penduradas nas laterais do corpo, fechadas em punhos tão rijos que os nós dos dedos ficaram brancos enquanto resistia ao impulso de perguntar o nome daquele imbecil.
— Não — disse com calma. Ela era dele, o destino deles era ficarem juntos, será que não percebia? Por que só agora descobria a verdade?
— O que quer dizer, não? "

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2 comentários:

Unknown disse...

Olá, boa noite.

Adorei o teu blog. Está muito lindo. Parabéns!

Tenho um blog de poesia romântica, onde escrevo os meus poemas e prosas. Alguns dos poemas que publico no blog, são do meu livro de poesia: «O Que O Meu Coração Diz».

Gostaria de fazer Parceria com o teu blog.

Como poderemos ser Parceiras?

Fico a aguardar uma resposta sua.

Um bom fim-de-semana.

Beijos,

Cris Henriques

Blog: http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com/

PROFESSORA LOURDES DUARTE disse...

Oi! LUCIANA, seu blog está lindo!! diferente e com boas leituras. Gostei e estou participando, sou BU tem pouco tempo,mas estou amando. Estou levando o teu selinho, convido você a fazer uma visitinha ao meu e se gostar participe e cole no seu blog o meu selinho, se gostar é claro.Abraços sucesso.

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