sexta-feira, 13 de abril de 2012

Amor na Grécia, Paixão em Paris - Anjo Secreto - Catherine Spencer

Título Original:
The Greek Millionaire´s Secret Child
Copyright © 2009 by Catherine Spencer Books Limited

Protagonistas:
Nikolaos Leonidas e Emily Tyler

Sinopse:

Amor na Grécia...

A enfermeira Emily Tyler fora para a Grécia com boas intenções, mas
Nikolaos Leonidas via nela apenas uma aproveitadora de olho na fortuna de sua família. Seu plano era expor a “bela frágil”, e um fim de semana de champanhe e sedução em seu iate daria conta do recado. No entanto, quando Emily prova sua integridade já é tarde demais: ela está apaixonada pelo impiedoso grego. No entanto, seu estilo de vida irresponsável a deixa cautelosa, especialmente agora que espera seu filho...



Resenha:


Eu achei um livro intenso. Forte. Acho que eu consegui sentir exatamente o que a Emily sentiu, porque é uma estória bem verossímil. O fato de  Niko trabalhar ajudando refugiados de países em guerra, ou pessoas com fome de países da África me causou, assim como na própria Emily, uma sensação de ambiguidade. Por um lado, isso o torna um ser humano melhor, uma pessoa capaz de sair de sua casa, para lutar por uma causa como essa, mas ao mesmo tempo, um certo tipo de egoísmo, pois ele não era capaz de deixar essa profissão para ficar com ela. E ela de certa forma, não se sente confortável, apesar de ficar sempre muito preocupada, em pedi-lo para parar. Pois, se sentiria egoísta, já que tantas pessoas dependem de pessoas como ele. Então você lê o livro, com essa sensação, de torcer pelo casal, mas ao mesmo tempo, sabendo que para os dois ficar juntos, é necessário que ele pare com essas viagens. E nos sentimos egoístas também de torcer. É estranho, mas comigo foi exatamente assim. Outra parte importante do livro, e talvez, eu tenha achado mais emocionante que o próprio romance, foi a relação conturbada de Nikos com seu pai, Pavlos. Os dois se agrediam todo tempo, Nikos achando que o pai o culpava pela morte da mãe e o pai , por Nikos ser rebelde, achando que ele o odiava. Os diálogos entre os dois são sempre muitos pesados, mas conseguimos detectar o sentimento. Na cena final entre os dois, meus olhos se encheram de lágrimas. Muito lindo! Créditos para Nikos, Emily e Pavlos.


Ponto Alto:



O alívio durou pouco. Na quinta-feira ele estava irritado por ficar confinado na cama e insistiu que se movimentar seria a melhor forma de recuperar sua força. Na sexta, ele desceu para tomar café, e só precisou disso para que as hostilidades com seu pai fossem retomadas. E, como sempre, ela se viu no meio.

— O que está fazendo aqui embaixo? — disse Pavlos, ao vê-lo.

— Tenho coisa melhor a fazer do que ficar deitado na cama o dia todo, velho.
— O quê, por exemplo? — Emily interviu, temendo saber a resposta.
— Negócios inacabados — respondeu ele.
— Se o que se refere é voltar à África e tomar mais tiros, pode esquecer.
— Não me diga o que fazer, Emily. Você não é minha guardiã.
— Não, sou a mulher que o ama.
— Tolice maior ainda — interferiu Pavlos —, porque você tem uma rival invejosa, querida. O nome dela é morte. Ele flerta com ela constantemente, e já faz isso há anos.
— Pré sto diavolo — vá para o diabo, velho! — respondeu Niko. — Não sabe nada quanto aos meus motivos e muito menos sobre o meu relacionamento com Emily.
— Eu sei que ela merece um homem disposto a lhe dar mais do que você jamais dará.
— Alguém como você, eu imagino?
— Ao menos, ela não ficaria andando de um lado para o outro sem saber onde estou.
— Porque mal consegue chegar à porta da frente sozinho.
Eles pareciam dois leões brigando pelo domínio de um adversário mais jovem, e aquilo a enojava.
— Eu poderia estrangular vocês dois! — ela explodiu. — São tão cheios de orgulho que nem conseguem ver o que estão fazendo, um ao outro. Ou talvez consigam, mas não ligam.
— Fique fora disso, Emily — Niko a alertou. — Isso é entre ele e eu.
— Não ficarei! — disse ela, tão zangada que quase bateu o pé. — Pelo amor de Deus, Pavlos é seu pai e você é seu único filho. Vocês são os únicos familiares um do outro e já passou da hora de deixarem essa disputa de lado e fazerem as pazes. Eu faria, se estivesse no lugar de vocês.
— Mas não está — disse Niko, com tanta frieza que ela estremeceu —, então, vamos combinar em deixar assim. O que eu e você fazemos no quarto é uma coisa, mas você não me vê interferindo em sua vida o restante do tempo. Eu agradeceria se me concedesse a mesma cortesia.
Se ele a tivesse esbofeteado, ela não teria ficado mais chocada.
— Achei que tínhamos mais do que o que acontece no quarto.
Ele pareceu tão arrasado quanto ela se sentia.
— Temos — murmurou ele, passando a mão pelos cabelos. — Eu a amo, e você sabe disso.
Um dia, ela acreditou que essas três palavras eram a única coisa necessária para que um homem e uma mulher fizessem com que o relacionamento desse certo, mas ela estava errada. Elas não significam nada se vierem envolvidas em ressentimento e estragam o que pode ter sido bonito.
— Talvez ame — disse ela, secamente —, mas não o suficiente.

***

Ela havia testemunhado a morte em todos os seus disfarces, mas embora se achasse preparada, ficou chocada quando viu Pavlos. Ele estava deitado junto aos travesseiros, tão frágil e encolhido que uma leve brisa poderia levá-lo. Seu rosto estava pálido, os olhos fechados, e se não fosse pelo leve movimento de seu peito, ele poderia estar morto.
— Segure-a para mim, um segundo, pode ser? — ela sussurrou, entregando Helen a Damaris, e se aproximou da cama. — Olá, querido — disse ela, baixinho.
Ele abriu os olhos.
— Você veio — disse ele, com a voz numa pálida imitação do que havia sido.
— É claro.
— Você é uma boa garota.
Contendo uma onda de mágoa, ela pegou Helen de Damaris e a deitou nos braços dele.
— Eu trouxe alguém comigo — disse ela. — Diga olá para sua neta, Pavlos.
Ele olhou Helen, que o encarava com seus olhinhos azuis imensos. E disse, numa voz quase inaudível.
— Ela é filha de Niko?
— Sim.
As lágrimas rolaram pelo rosto dele.
— Nunca pensei em ver esse dia. Yiasu, kali egoni. Olá, minha pequenina.
— O nome dela é Helen.
— Um belo nome grego. — O ar ficou preso nos pulmões dele. — Um belo nome para uma linda criança.
— Achei que você aprovaria.
Ele desviou os olhos de Helen.
— Como deixaria de aprovar? Ela tem meu sangue e você, como mãe. Conte-me sobre ela.
— Amanhã — disse ela, vendo que ele estava se cansando rápido. — Agora, Pavlos, tente dormir um pouco.
Ele procurou a mão dela.
— O sono virá em breve, garota. Nós sabemos que não acordarei. Fale comigo enquanto ainda tenho tempo. Quero saber tudo.
— Fique com ele — murmurou Damaris, pegando Helen novamente nos braços. — Eu tomarei conta da pequenina.
— Leve Giorgios com você, quando sair — disse Pavlos. — Seu rosto de pesar está me cansando.
— Pobre homem — disse Emily, quando eles ficaram sozinhos. — Ele o ama tanto, Pavlos, e tudo isso... — Ela apontou para o balão de oxigênio e a parafernália hospitalar que havia no quarto. — Isso provavelmente o amedronta.
— Eu sei e o pouparia de ver isso, se pudesse. Para mim, ele tem sido mais filho do que Niko jamais foi.
— Niko também o ama.
— Poupe-me das trivialidades, garota! Eu estou morrendo. Se ele se importasse comigo, por que seria o único a não estar aqui, agora?
Os passos que vinham do corredor pararam junto à porta aberta.
— Mas eu estou aqui — disse Niko. — Vim assim que soube.

Classificação:





4 comentários:

Elis Miranda disse...

Uau! Quero ler logo!
Beijossssssssssssssssssssssss

Grê disse...

Lu, mais uma vez li seu comentário e fui ler o livro... adorei tb... muito lindinho... *-* adorei a dica!

Aris disse...

Passei para desejar uma boa semana :-)
Bj, Aris.
http://arismeire.blogspot.com.br/

thaila oliveira disse...

gregos + bebês= a eu piro!!!!!!!!!!!!!! Esse vou anotar pra comprar no sebo!!!

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