quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sensação e Prazer - A Escolhida - Abby Green

Título original:
Chosen as the Frenchman´s Bride
Copyright © 2006 by Abby Green

Protagonistas:
Xavier Salgado-Lézille e Jane Vaughan

Sinopse:

Os dias mais felizes da vida de Jane Vaughan foram vividos ao lado de Xavier Salgado-Lézille. Alto, moreno e rico, ele jamais foi rejeitado por uma mulher. E seria muito difícil Jane resistir a um convite para passar o feriado no chateau dele. Inexperiente e muito apaixonada, Jane se decepciona ao saber que o amor não faz parte dos planos de Xavier... Além de tudo, descobre que os breves momentos que passaram juntos resultaram em uma gravidez inesperada. E agora que Xavier sabe que Jane será mãe de seu Filho, ele irá reivindicar seu herdeiro. E Jane terá de se tornar sua esposa!


Resenha:

Não posso dizer que este livro seja aquele livro inesquecível! Ele até tem uma narrativa um pouco cansativa, às vezes, mas, no geral, eu gostei. Achei o Xavier um charme! E ciumento! Adoro mocinhos ciumentos! Ciumento até de um bebê! hahahaha.. Ele não é arrogante, sabe, ele é até bem romântico, mas a tonta da nossa mocinha, como sempre, dá ouvidos a quem não deve e acaba confundindo tudo. Tá certo que ele era mulherengo e tals, mas era solteiro e muito rico. Com certeza, pegou algumas piriguetes pelo caminho, mas demonstrou estar bem interessado na Jane, mas a tonta, preferiu acreditar na piriguete-mor e secretária dele. Tudo bem, também não achei que a piriguete-mor tenha dito nada demais, achei mais que a Jane tenha feito um tsunami num copo de d´agua, mas é sempre assim. Me cativou ver o sofrimento de Xavier com toda a confusão armada, bebê não planejado e amor não correspondido.

Jane é uma turista de féria numa ilha francesa que colide acidentalmente com o nosso todo-poderoso dona da ilha Xavier numa rua. De imediato, ocorre aqueeeela atração, mas cada um segue seu caminho. Dias depois, eles voltam a se encontrar, e apesar de Jane tentar fugir, ele é realmente seu destino e os dois acabam ficando juntos. Ele convida Jane para passar a semana em seu castelo na ilha e ela aceita. Começa então, um romance bem ardente entre os dois. Até que a já mencionada piriguete entra em ação e vai encher a cabeça da nossa heroína. E ela vai embora, mas mal sabe que está esperando um bebê. Ao contatar Xavier para contar sobre a gravidez ele a convence a se casar com ele e aí, é que eu comecei, realmente, a gostar da história. Créditos para Xavier. Um charme como flerte, como amante, como marido e como pai. Para Jane, não, porque, sinceramente, até agora não entendi porque ela estava tãããão relutante.

Pontos Altos:


— Você nem imagina o que acabei de descobrir.
— O quê? — perguntou Jane curiosa.
— Aquele homem maravilhoso de hoje cedo... bem, não olhe agora, mas ele está atrás de você no outro lado da piscina e está olhando nesta direção.
Imediatamente Jane empertigou-se na cadeira e começou a ofegar. Esforçou-se para não virar-se, mas Sherry olhou, e então franziu o cenho.
— Pena... ele foi embora. Oh, tudo bem... de qualquer modo, espere até ouvir o que descobri da boca de Tilly Brown. Ele é o dono da ilha na qual estivemos hoje. É bilionário. Chama-se Xavier Salgado-Lézille e é proprietário desse complexo também. Dá para acreditar? Pensar que o vimos e não sabíamos.
Jane permaneceu ali atônita enquanto Sherry tagarelava. Aquilo fazia sentido agora... a presença dele, a autoridade que comandava. Devia ter assumido que ela era uma hóspede do hotel. A reação dele diante de sua recusa não a surpreendia agora. Poucas mulheres deveriam dispensá-lo.
— E a melhor coisa — continuou Sherry animada —, é que ele é solteiro. Um playboy notório, incapaz de compromisso, dizem... eles o chamam de Príncipe da Escuridão, porque ele é tão bronzeado e...
— Vocês não deveriam escutar tais fofocas — disse uma voz profunda.

Ambas olharam para cima e viram o objeto de sua conversa ao lado da mesa. O epítome de riqueza, opulência e sofisticação num smoking impecável. 


***


Naquela noite Jane tentou relaxar, mas era impossível. Seu corpo inteiro parecia ter recebido uma injeção de alguma energia vital. Quando voltara ao apartamento, vestira um agasalho esportivo de moletom. Xavier estava no país, e pelo tempo que permanecesse em Londres, ela não descansaria. Esperava que ele a deixasse em paz. A campainha tocou. Não podia ser... podia? Nervosa, foi abrir a porta.

— Dominic. — Jane deu um suspiro de alívio, mas também sentiu uma ponta de decepção. O irmão de Lisa estava parado na soleira. Ela não o vira desde que voltara, e tinha evitado seus telefonemas persistentes. — Entre... o que está fazendo aqui?
Ele era tímido, e depois que Jane fechou a porta, falou sem fitar-lhe os olhos diretamente:
— Ouça, não vou fazer rodeios. Lisa contou-me sobre... sua gravidez. — O rosto sardento de Jane corou, mas ela não o interrompeu. — O negócio é, Jane... bem, você sabe como me sinto em relação a você. Vim para dizer eu quero apoiá-la, e que se quiser, eu me casarei com você.
Ela sentiu um aperto na garganta.
— Oh, Dominic... isto é tão encantador. Estou muito lisonjeada pela sua oferta, mas a verdade é...
A campainha tocou novamente. Jane murmurou uma desculpa e foi abri-la. Era Xavier. A respiração dela ficou presa nos pulmões e seu corpo reagiu de imediato, as pernas tremendo. Esquecera-se completamente de Dominic até que o ouviu atrás de si.
— Jane, querida, você está bem? Conhece este homem?
Ela voltou de seu devaneio.
— Sim.
Jane deixou Xavier entrar no pequeno hall.
— Dominic, este é Xavier Salgado-Lézille. Xavier, este é Dominic Miller... um velho amigo meu.
Os homens entreolharam-se com profunda desconfiança. Jane sabia que tinha de ser sincera com Dominic e tirá-lo do sofrimento. Olhou para Xavier e gesticulou para que ele a esperasse na sala de estar. Conduzindo Dominic para mais perto da porta, explicou:
— Xavier é o pai do meu bebê... e não seria justo aceitar sua oferta... — a voz era gentil — porque não estou apaixonada por você.
— Está apaixonada por ele?
Jane assentiu em silêncio.
— Ele está apaixonado por você?
Ela meneou a cabeça.
— Mas tomará conta de mim e do bebê, se eu quiser. Sei disso. Você não precisa se preocupar comigo.
Ela deu-lhe um beijo no rosto, fazendo-o corar novamente.
— Tem certeza que está bem? Posso ficar se quiser.
Jane meneou a cabeça, ignorando sua pulsação rápida. Dominic não era competição para Xavier. Assim que ele saiu, ela se dirigiu à sala de estar e deu um profundo suspiro antes de entrar. Xavier estava andando no pequeno espaço, tolhendo-a com seu tamanho e presença.
— Quem é ele?
Ela não gostou do tom de voz possessivo, e do efeito que ele lhe causava.
— Ele é irmão de minha melhor amiga.
— O que ele queria?
— Não é da sua conta. — Jane sentou-se para disfarçar o tremor nas pernas, então se contradisse. — Na verdade, ele me pediu em casamento.
— Você disse sim... Jane, querida? — A voz de Xavier era ferina. Ela olhou para cima. Seu coração contraiu-se diante do modo zombeteiro que ele repetiu o apreço amigável de Dominic.
— O que você tem com isso? Posso casar-me com quem eu quiser.
Ele puxou-a contra seu peito tão rapidamente que Jane não teve tempo de protestar antes que a boca de Xavier descesse sobre a sua e lhe tomasse os lábios. Depois de um segundo de choque, ela estava como alguém morrendo de sede que encontrara água no deserto. Rodeou-o pelo pescoço e suas línguas se encontraram numa dança febril. O tempo pareceu parar. Ela estava em casa. Então ele afastou-a.
— É da minha conta, sim. Você está carregando meu bebê... e não me diga que reage dessa maneira com todo mundo.
Os olhos azuis chocados encontraram os verdes faiscantes.
— Esta é a razão pela qual, se você casar-se com alguém, será comigo. Ninguém mais.


***

Ele ficou mirando o fogo por um minuto, antes de voltar-se para ela, com o semblante tão sério e distante que a amedrontou um pouco.
— Diga-me, Jane, a minha visão lhe causa tanto desgosto que não pode olhar para mim sem que seu corpo fique tenso?
— Claro que não... como pode dizer isso?
— Porque desde que nos casamos, você tem estado tensa e rígida como está agora, com esse olhar gelado nos olhos. Oh, eu sei o que a faz relaxar. — Ele riu abertamente. — Ambos sabemos como fazer a tensão desaparecer. Mas então, depois que fazemos amor, você se fecha totalmente, mal podendo esperar que eu me afaste.
Jane empalideceu diante das palavras, lembrando-se vividamente da noite na cobertura quando tinha sido ele que escapara da cama o mais depressa possível.
— Isso me parece ser mútuo. — Ela não pôde disfarçar a amargura na voz. A qual ele notou, dando um suspiro audível.
— Estive pensando o dia inteiro sobre nós. E não somente hoje, se for honesto. É algo que tento evitar pensar. — Xavier olhou para o fogo por um momento antes de voltar-se para ela. — Há uma coisa que gostaria de explicar, todavia.
— Continue.
Ele enfiou as mãos no bolso.
— Meus pais não foram felizes no casamento. Minha mãe morreu quando eu tinha cinco anos, mas fui usado como um fantoche na hostilidade deles antes disso. Esta é a razão pela qual meu pai nunca se casou novamente; ele foi amargo a vida inteira e descontou isso em mim. — Ele suspirou. — Todos pensaram que ele nunca casou de novo porque amava muito minha mãe, mas foi o oposto. E... estou com medo que eu possa ver a mesma coisa acontecendo conosco, Jane. Esta manhã, estávamos nos digladiando um com o outro, exatamente como eles costumavam fazer.
Jane escutou as palavras, vagamente lembrando-se de que todas as vezes que mencionava o pai dele, Xavier procurava mudar de assunto. Aquilo fazia sentido agora.
— Não criarei um filho nessa situação novamente... portanto, estou preparado para lhe dar o divórcio, se quiser. Pelo menos, se nos separarmos, poderemos ser capazes de manter o respeito um pelo outro.
Ela parou de respirar.
— O que... o que você quer dizer?
— Acho que ambos sabemos que este casamento não está funcionando. Você entrou nele com o mais claro dos motivos e intenções... e eu aproveitei-me disso. A herança é assegurada pelo nosso casamento. Eu não deveria tê-la trazido de volta para cá.
O mundo parecia estar desmoronando à volta de Jane. A voz de Xavier continuou machucando-lhe o coração:
— Acredite-me, estou tentado a fazer a coisa covardemente, cedendo à nossa atração física, a continuar como se nada estivesse errado. Pensei que isso pudesse dar certo... mas não deu. Estamos ficando amargos e isso envenenará qualquer chance de um relacionamento civilizado.
Xavier está falando que a atração deles era a única coisa que pensou que poderia ter funcionado... e mesmo isso não era suficiente agora.
— Eu posso estabelecê-la aonde você quiser. Se preferir ficar aqui, irei para o continente. Cuidarei de suas necessidades... Apenas perguntei se quer ficar no castelo, no caso de você pensar em ficar na França, de modo que eu tenha mais acesso ao... nosso filho.
Ele parecia tão frio, tão racional. Ela esforçou-se para ficar de pó novamente, não querendo que ele visse a devastação no seu rosto, no seu corpo. Bem, agora sabia. Inconscientemente, Xavier lhe fizera o favor de permitir que ela conservasse a dignidade intacta. Jamais saberia o quanto ela o amava. Olhou para cima, focalizando um ponto ao longe, as linhas do rosto rígidas. Ele se aproximou e Jane afastou-se.
— Jane? Você não pode dizer que é feliz... não é mais a mesma pessoa que conheci no verão.
Ele também não era.
— Não... não sou feliz.
Pelo menos, aquela era uma meia verdade. Eles se olharam como estranhos.
— Você queria me dizer algo?
Ela o olhou, então teve de conter a risada histérica que ameaçava sair de sua boca.
— Você acreditaria que era para pedir o divórcio, também?
Ele suspirou.
— Sim. Acreditaria. Pelos menos, parece que concordamos em alguma coisa.
Jane virou-se cegamente e caminhou para fora da sala.
— Jane, espere. Devemos conversar sobre isso agora... sobre o que vamos fazer.
Ela voltou-se com imenso esforço, já à porta, seu rosto pálido, os olhos, imensas poças azuis.
— Estou muito cansada. Gostaria de me deitar um pouco.
— Dormirei no quarto de hóspedes esta noite.

Isso foi tudo que ela ouviu enquanto atravessava o hall, desejosa de ir para algum lugar privativo onde pudesse ficar sozinha com sua dor. 


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