quarta-feira, 13 de julho de 2011

Forte como a Paixão - Helen Bianchin

Título Original:
Public Marriage, Private Secrets
Copyright © 2010 by Helen Bianchin

Protagonistas:
Raul Velez-Saldana e Gianna Velez-Saldana

Sinopse:

De volta para seu marido! 

Quatro anos atrás, Gianna se casou às pressas com o homem que ela amava: Raúl Velez-Saldaña, o pai de seu bebê. Tragicamente, sua gravidez não durou, tampouco o casamento, pois ao descobrir a infidelidade de Raúl, Gianna o abandonou. Mas o espanhol que havia roubado seu coração voltara! Para Raúl, seu casamento com Gianna tinha sido apenas adiado. E ele exigia sua esposa de volta! Em público, eles eram o perfeito casal da alta sociedade. Porém, entre quatro paredes, os segredos do passado ainda os assombravam, ao mesmo tempo em que seu desejo continuava forte como sempre…


Resenha:

Livro fofo! Gostei bastante! Achei diferente, os modos do Raul. Normalmente, mocinhos arrogantes usam de chantagens para ter, novamente, suas ex-mulheres ao seu lado. Inclusive, os mocinhos da Helen. Mas, dessa vez, ela usou uma abordagem diferente, que também  deu super certo! Só não entendi a parte que colocaram o Rio dentro da Argentina. Mas tudo bem!

Gianna é casada com Raul, mas depois de uma suposta traição, ela decide deixar a Espanha e retorna para a Austrália. Apesar da insistência de Raul em afirmar que é inocente, ela permanece firme e eles permanecem separados. Quatro anos depois, com a notícia de que sua mãe está em estado terminal, Raul vai à Austrália e pede a Gianna que atenda um dos últimos desejos de sua mãe e vá passar algum tempo com ela, antes que aconteça o pior. E Gianna, por amor a senhora que sempre a apoiou e esteve do seu lado, aceita. Mas, para Raul, essa é a oportunidade que ele vê de tentar reconquistar sua esposa e mantê-la permanentemente do seu lado. Gostei da forma como Raul deixa que Gianna sozinha tenha o interesse de descobrir toda verdade. Gostei do fato de ele não a pressionar por uma reconciliação e sim a faz desejar se reconciliar. Créditos para Raul, que é um cavalheiro. Para Teresa, que é uma senhorinha muito fofa. E créditos para Gianna, que apesar de tudo, demonstrou muita coragem e personalidade. Ah! E créditos para a prima de Raul, Cristina. Gostei muito do jeito dela, e fiquei achando que talvez possa haver um livro contando a história dela com o tal jogador do Real Madrid. Será um brasileiro? hahahaha..

Pontos Altos:

Ele estava incrível, vestindo um terno preto impecavelmente cortado, uma camisa de linho branco e uma gravata borboleta preta. Maravilhoso, ela completou. O tom de pele dele, a estrutura larga e bem-esculpida dos ossos que destacavam um queixo forte, a boca generosa e sensual, e olhos escuros como o pecado. Atraente de uma fôrma mais rude, ao invés de tradicionalmente bonito. Poderoso, intensamente primitivo. Ela o havia visto em ação, fazendo acordos... e testemunhara como ele era implacável, sua habilidade impressionante de conseguir exatamente o que queria.
 O que trazia de volta a pergunta: por que, depois de ele a ter seguido e ela o rejeitar, ele não havia pedido o divórcio? A menos que fosse conveniente para ele continuar parecendo casado.
Por que motivo?, ela persistiu, e desistiu, porque aquilo era complexo demais para analisar em detalhes... pelo menos agora.
— Raul — uma voz profunda, com um sotaque pesado, o cumprimentou —, é bom ver você.
Gianna se voltou e viu um homem parecido com Raul em altura e idade, cujas feições rudes e olhos escuros astutos e focados o categorizavam como um provável parceiro de negócios.
— Rafael. — A resposta foi brusca, expressando mais polidez do que amizade, e ela viu o olhar de Raul se endurecer, enquanto o outro homem desviava sua atenção para ela.
— Você não vai me apresentar à moça?
Ela reconheceu o tipo: esperto e um tanto arrogante, seguro sobre seu efeito sobre as mulheres, e contente em jogar o jogo da sedução.
— Não.
Os olhos de Rafael brilharam com um humor malicioso.
— Especial, hein? — Ele olhou para ela de forma inquisitiva. — Posso ver por quê. — O sorriso dele tinha um calor capaz de derreter gelo. — Pelo menos, diga-me o seu nome.
Ela teve vontade de rir com a abordagem descarada dele.
— Gianna.
— Velez-Saldana — Raul completou, com um tom de voz que apenas um tolo ignoraria.
— Uma parente?
— Minha mulher.
— Ah. — A compreensão foi rápida e acompanhada de um sorriso astuto. — Não é de surpreender que você a guarde tão bem.
— Sem dúvida.

***

Os intervalos bem-calculados entre os atos permitiram ao público ir ao vestíbulo, e era ali que a elite da sociedade se reunia e cumprimentava os amigos.

— Raul.
Gianna se virou para checar se o ronronar feminino combinava com a mulher que o emitira.
Perfeitamente.
Magra como uma modelo, magnificamente vestida e usando jóias lindas, com um belo cabelo escuro penteado de forma deliberadamente casual e olhos escuros e sensuais que expressavam uma intenção velada.
— Rafaela. — O cumprimento dele tinha uma educação afável, mas pouco além.
— Você deveria ter me contado que viria ao teatro hoje. Eu poderia ter arranjado as coisas para que sentássemos juntos.
— Nós viemos como convidados dos meus primos.
— Nós, querido?
Oh, por favor, vamos esquecer o joguinho da pessoa invisível, Gianna pensou ao dar um sorriso educado.
— Gianna.
— Outra prima, querido?
— Minha mulher.
Os olhos de Rafaela lampejaram momentaneamente, mas, para lhe dar o crédito, ela se recuperou bem rápido.
— O casamento acabou, si?
— Nunca dei a entender que tivesse acabado. — A voz dele tinha a suavidade da seda, como a lâmina de uma faca muito afiada passando por um tecido delicado, com a ameaça de dano sempre presente.
— Mas eu pensei... — Rafaela arriscou delicadamente.
— Isto não é algo que eu goste de discutir.
Gianna suportou bem a observação da outra mulher. Ela até mesmo conseguiu dar um sorriso conciliatório, enquanto Rafaela se despedia graciosamente.
— Uma das suas muitas conquistas?
— Uma conhecida.
— Aposto que existem muitas. — Era uma afirmação, não uma pergunta. — É por isso que você usa a aliança de casamento? Para afastá-las, ou para desafiá-las?
Por um momento, ela não pensou que ele pretendia responder, e então ele disse suavemente:
— Eu não tirei a aliança do meu dedo desde o dia em que você a colocou nele.

***

Não hesite, uma voz silenciosa lhe disse. Aperte a campainha... e espere.

Por um momento ansioso, ela imaginou se ele estaria mesmo em casa... talvez tivesse decidido ir jantar fora. Mas então, ali estava ele, de pé na porta larga, o cabelo escuro em desalinho, como se ele tivesse passado as mãos por entre os fios repetidamente. Vestindo uma calça preta e uma camisa de algodão branco folgada, desabotoada quase até a cintura, ele parecia um pirata — de ar solene, quase melancólico, e seus olhos procuraram os dela.
— Eu não peguei o voo. — Nada como afirmar o óbvio, ela decidiu, com certo ceticismo.
Raul inclinou a cabeça.
— Foi o que o piloto me disse. Eu estava revirando o inferno, tentando rastrear os seus movimentos.
Oh, céus, ela não tinha pensado nisso.
— Eu pretendia viajar — ela disse com uma honestidade natural.
— O que a deteve?
Por um momento, ela simplesmente absorveu a presença de Raul... a essência de quem ele realmente era, por sob a fachada sofisticada... o homem que ela amava mais do que tudo.
Uma palavra, apenas uma.
— Você.
— Partir foi uma decisão sua.
— E foi errada — ela disse simplesmente, e viu os olhos dele escurecerem.

Classificação:


Um comentário:

Amanda e Elidiane disse...

Ótima resenha!! Tô precisando ler uns livros Paixão *-*
Quero um espanhol desse pra mim. Rsrs!!
Bjs
Elidiane'

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