terça-feira, 26 de julho de 2011

Prova de Amor - India Grey

Título Original:
Spanish Aritocrat, Forced Bride
Copyright © India Grey 2009

Protagonistas:
Tristan Romero de Losada Montalvo e Lily Alexander

Sinopse:


O infame playboy Tristan Romero conheceu Lily em um ostentoso baile, e predeterminou arrogantemente que ela acordaria na manhã seguinte em meio aos lençóis de grife dele! Incapaz de resistir ao perigoso bilionário, Lily sabia que Tristan estava oferecendo apenas uma noite. Mas logo em seguida ela se descobriu grávida... O dever aristocrático de Tristan exigia que ele tomasse Lily como sua esposa. No entanto, a vergonha de Lily de aceitar uma proposta sem amor ficou ainda maior quando per­cebeu que, tornando-se esposa do espanhol, teria de sa­tisfazer todas as necessidades dele...


Resenha:

Então! Posso pensar em várias palavras que definam este livro: Emocionante, arrepiante, apaixonante... entre outras. Acho que nunca li um romance de banca que me emocionasse tanto! E olha que já li muuuuuitos! Muitos mesmo! Surpresa: Um Bebê, da Raye Morgan chegou bem perto, mas não foi como esse, que por várias vezes fiquei toda arrepiada e com lágrimas nos olhos. É lindo demais! Tá certo, que eu não escondo de minguém que adooooro quando a mocinha sofre bastante (haja visto, meu gosto por novelas mexicanas), mas com a Lily é demais, gente! A bichinha resolve ter uma noite inesquecível e acaba que vai pagar pelo resto da vida por isso. Tudo bem, que a partir de uma parte do caminho, as coisas ficam mais fáceis, quando o Tristan assume seu amor, mas o que aconteceu com ela é o tipo de coisa que se carrega para sempre. Eu não quero falar muito, para não dar spoilers e estragar a emoção do livro, mas eu SUPER RECOMENDO!

Lily e Tristan se conhecem numa festa na casa do melhor amigo dele e noivo da melhor amiga dela. Aquele tipo de festas que o povo daria a vida para ser convidado, sabe? Só la creme de la creme é convidado? A Nata? Então, bem assim. Tristan e Lily mal se vêem e têm aquele tipo de atração de quando um homem lindo vê uma linda mulher e vice versa. Teve uma frase que ele disse que eu achei bem divertida. Assim que eles se vêem pela primeira vez, ela está no celular marcando os detalhes de uma viagem que fará no dia seguinte, daí ela diz algo como: Ah tá! Amanhã, as 8:30 no aeroporto. E ele passa por ela dizendo algo do tipo: Quando acordarmos, eu lembro você. hahahaha.. Adoro homens com boas sacadas! Mas então, o fato é que por causa de uma pomba ferida e não me perguntem como, eles acabam juntos no quarto de uma torre e acabam passando a noite juntos, mas não sem antes ele deixar bem claro que seria apenas uma noite. Ela aceita e no dia seguinte vai embora. E como miséria poruca é bobagem, ela acaba descobrindo que engravidou naquela noite. Mas as misérias de Lily estão apenas no começo, além de quando reencontrá-lo ele fingir que não a conhece, ele de imediato de recusa a reconhecer a criança. Mas antes de vocês caírem de ódio, viradas no samurai para cima do Tristan é bom saber que ele teve uma infância que o traumatizou, assim como aos irmãos, tanto que um deles acabou até mesmo se matando e que o livro também mostra bastante as coisas do ponto de vista dele. Então, dá para gente entender, pelo menos um pouco as ações dele.

Ponto Alto (um deles):

Ela levantou os olhos e percebeu por quê: na mesa principal, Tristan se le­vantara. Ela teve a sensação de estar num elevador que despencava. Ele estava lindo e elegante, mas aparentava uma severidade que Lily desconhecia. Os olhos azuis in­tensos eram os mesmos, o rosto perfeito, o queixo firme, mas ele perdera o ar de playboy decadente e malicioso que tinha ao conhecê-la no verão passado, quando saíra do helicóptero e a beijara sem cerimônia.

—  Como sou espanhol, não estou habituado ao papel de "bestman", de padrinho... — O seu sotaque grave e áspero fez as mulheres suspirarem. Lily olhou para o jar­dim: o seu corpo devastado se arrepiara de um jeito que ela pensara ter esquecido. — Quando Tom me convidou, relutei por saber que ele era muito melhor que eu. — Os convidados riram e Tristan prosseguiu.
Ele tinha todos na palma da mão, pensou Lily dolorosamente. Seria impos­sível permanecer imune à combinação de inteligência e de charme. — Mas, quando ele me mandou um livro cha­mado "O guia completo do padrinho", descobri que não era tão difícil quanto cumprir outros deveres. — Mais risos. Deveres. Lily fechou os olhos para esconder a dor. — Existem muitos — continuou Tristan, mostrando o li­vro. — Mas recentemente eu aprendi que fazer algo por dever nem sempre é o melhor caminho... — Cada palavra era mais uma volta do parafuso.
Não bastara ele ter aca­bado com o seu último laivo de esperança, Lily pensou, mas ainda precisava fazê-la sofrer em público? Tristan  sorriu para Tom e colocou o livro sobre a mesa.
— Obri­gado pela lembrança, Tom, mas vou fazer as coisas do meu jeito.  
Do lado de fora da tenda, o sol se punha por detrás das árvores, colorindo o céu de carmim.
No meio do lago, a torre se erguia escura e sombria, e suas jane­las refletiam o tom avermelhado, parecendo incendiar-se.
Tristan continuava a falar sobre a perfeição do dia. Lily começou a sentir uma pressão nos ouvidos.
 — Quem dera... — como um casamento deve ser... — A voz dele lhe chegava de muito longe. — Champanhe e rosas, belas roupas e lindas damas de honra... — Ao redor de Lily, as pessoas sorriam encantadas.
Ninguém poderia imagi­nar que o casamento perfeito e adequado que o padri­nho descrevia era exatamente o contrário do seu próprio casamento apressado e escondido com uma mulher que ele não amava. — É feito de amigos, de família, de ale­gria, música e diversão. — Ele parou pensativo, como se não soubesse como prosseguir. Todos esperavam. O sol a tudo envolvera com um brilho rosado, completando o clima de magia. — Isto é celebrar um casamento. — Casar é algo bem diferente. — A voz de Tristan soou resignada. — Casar é compartilhar, dialogar, fazer concessões.
— É ser honesto, é estar presente.
Basta! A garganta de Lily se fechou e os seus olhos pareceram se encher de areia. Ela se levantou e saiu dis­cretamente para o jardim. O orvalho caía e a grama esta­va úmida. Os saltos altos afundavam no solo macio, e ela parou para tirar os sapatos, antes de se afastar cambale­ando, cega pelas lágrimas. A voz de Tristan a seguia e lhe enchia a cabeça, envolvendo-a numa incessante tortura.
— Lily...
Ela parou assustada, ao perceber que ele estava atrás dela, mas logo recomeçou a andar depressa, na direção do lago.
— Deixe-me em paz, Tristan. — Volte para o seu público extasiado. — Acho que já escutei o bastante.
— Escutou? — Acho que não.
Lily se voltou para encará-lo com uma raiva que não se sentia mais disposta a disfarçar ou esconder.
—  Como pôde? — ela perguntou asperamente. — Como teve coragem de levantar diante de todas aquelas pessoas e falar sobre compartilhar, dialogar, fazer con­cessões? — Pelo amor de Deus!
— Como pôde dizer aquilo na minha frente! — Ela levantara a voz e as lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ela começou a socá-lo, extra­vasando a revolta que tanto contivera. — Eu nunca lhe pedi nada, Tristan! — Não pedi para ser sua esposa; não pedi para morar num país estranho e para ser deixada sozinha durante dias, enquanto você sumia... — Ela deu uma gargalhada feroz.
— Deus! — Eu nem perguntava para onde você ia. — Nada pedi, e foi exatamente isto que rece­bi! — Lily continuava a socá-lo, e Tristan não se mexe­ra, mas nessa altura ele a pegou pelos pulsos.
—  O que você quer? — ele perguntou em voz baixa e desesperada. — O que você quer Lily?
Ela ficou quieta de repente. Estavam a centímetros de distância e o perfume de Tristan lhe trazia lembranças que deixavam o seu corpo quente, úmido e cheio de de­sejo.
Quero tudo que quase tivemos. Quero o impossível. Quero você.
—  Só quero alguma consideração — ela respondeu em voz rouca, tentando recuperar a raiva que acabara perder. — Quero não escutar você falando sobre o que faz um casamento dar certo, quando o nosso não passou de solidão e de sofrimento. — Ela disfarçou o tremor da voz com uma gargalhada irônica. — Pode parecer estú­pido, mas eu queria tudo o que você disse: compartilhar, conversar... Mais que tudo, eu queria o nosso filho. — Eu queria tanto a nossa filha... — Ela soltou um soluço aba­fado e Tristan a abraçou, beijando-a demoradamente por entre as lágrimas, num beijo alimentado pelo desespero, pela tristeza e pela culpa.
Ela se sentia culpada porque, depois do tanto que perdera, tudo que desejava era um momento de esquecimento, era poder voltar a ser a pes­soa cheia de amor que sempre fora, e não a mulher va­zia, revoltada e devastada pelo luto. Ela agarrou Tristan pelos cabelos e o beijou com a ferocidade da raiva.
Ele a levantou nos braços e carregou-a através do jardim, apertando-a contra o peito.
Lily não levantou os olhos, nem descolou a boca dos seus lábios por um momen­to.
Sabia onde ele a levava, antes de ouvir a madeira de a ponte ranger. Ela sentiu o seu coração maltratado gritar no peito, enquanto ele a levava para o lugar onde tudo começara: a torre.
Foi como se o tempo voltasse atrás. Tudo estava do jeito que ela se recordava. A luz do crepúsculo entrava pelas janelas, o tom avermelhado por detrás das árvo­res, a cama no centro do quarto... Tudo. Com exce­ção deles dois.
A lenta languidez com que haviam se acariciado desaparecera, substituída pelo desespero de movimentos rápidos é desajeitados. Tristan fechara a porta com um pontapé e a colocara no chão.
Lily se encostou à porta e o puxou com uma selvageria que o deixou espantado.
— Lily...
Ela não queria gentileza. Não agüentaria. A sua docilidade morrera junto com o bebê.
A ternura lhe fora arrancada pela cirurgia. Só queria esquecer.
— Não — ela disse, agarrando-se à camisa de Tris­tan.  — Não fale. — Não precisa se preocupar, Tristan. — Não quero amor ou ternura. — Não quero mais final feliz. — Só me faça esquecer, certo? — ela disse num tom cortante e ríspido, rasgando-lhe a camisa, arqueando o corpo e arranhando-o com as unhas.
Tristan levantou-lhe a saia e rasgou-lhe a calcinha, possuindo-a com um movimen­to firme que a fez dar um grito de triunfo, mas, a cada movimento que ele fazia, embora o seu coração cansado cantasse e o fogo se espalhasse pelos cantos mais recôn­ditos do seu corpo. Lily sentia recrudescer a revolta e a tristeza. Ela fechou os olhos e se agarrou aos ombros de Tristan.
Ele a abraçava, a transportava... Lily se sen­tiu despedaçar, gritou e jogou a cabeça para trás, baten­do contra a porta, entregando-se à sensação de êxtase, mas logo depois se sentiu jogada de volta à realidade e o sangue congelou em suas veias.

Classificação:


Um comentário:

Mireliinha disse...

GENTE, esse livro deve ser beeem bom!
AMEI sua resenha!

beeeijos,
Mi
Inteiramente Diva

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