terça-feira, 22 de março de 2011

A Noite dos Amantes - Sandra Field

Título Original: 
His One Night Mistress
Copyright © by Sandra Field

Protagonistas:
Seth Talbot e Lia D´Angeli

Sinopse:

Sensação! Amantes por uma noite...


Lia Sabia que o bilionário Seth podia destruir sua brilhante carreira. Mas, mesmo assim, cedeu à tentação. Afinal, seria apenas por uma noite!

Revelação! Ele a quer de volta...

Oito anos depois, eles se reencontram por acaso. E Seth não se esqueceu daquela noite mágica. Agora, ele quer Lia em seus braços para sempre...não importa a que preço...


Resenha:

Então.. Sinceramente, não sei o que dizer.. Eu peguei este livro para ler, porque tinha lido umas críticas muito positivas a respeito dele, mas, de verdade, eu não achei essa Coca-Cola toda muita graça, haja visto que eu não consegui nem encontrar uma cena entre os protagonistas para colocar no "Ponto Alto"... Não sei.. achei que o mocinho só via a mocinha como uma máquina sexual. Mal ele chegava perto dela, ele só via sexo na frente dele. Nada contra. Adoro. Mas para um  romance, para mim, faltou romance. Bem, o lado positivo disso é que eles fizeram amor pelas capitais mais românticas da Europa. Achei massa! Paris, Viena, Praga.. Td de bom! hahahahaha.. Bem, vamos lá.. 
Lia é uma violinista de sucesso, que com sua recente fama, decide ir a uma festa a fantasia e se libertar por uma noite. Tipo, fazer o que bem quiser, com a proteção da máscara. Ela se fantasia de borboleta. Ao chegar na festa, a borboleta logo dá de cara com um bandido de estrada, Seth, e logo ao se olharem, rola aqueeeela atração. Eles vão para cama, mas com a condição de que ele não perguntasse seu nome e muito menos tirasse a sua máscara. Eles têm uma noite incrível, mas na madrugada, ela foge. Seth fica louco e a caça por todas as partes, mas Lia não deixa rastros, pois não quer ser encontrada. Mal sabia ela que engravidaria. Ela tenta entrar em contato com ele e como não obtem resposta, decide criar a filha sozinha. Oito anos depois, eles se reencontram. Logo de cara ela o reconhece, mas ele não, já que não sabia como era o rosto dela e muito menos seu nome. Mas, novamente rola a química e ele a quer. A essa altura, ela o odeia, porque acredita que ele não quis saber nada da gravidez dela. O que ela não sabia foi q a mãe dele foi quem interceptou as cartas que ela havia mandado. A mãe de Seth era uma praga, gente! Juro! Eu lia o livro e imaginava aquelas matriarcas muito bem arrumadas e maquiadas, mas ruim igual ao coisa ruim das novelas mexicanas. kkkkkkkkkk.. Por causa dela que ele é tão traumatizado. Quando ele descobre sobre a filha decide que tem q se casar com Lia, e apesar de ela sempre deixar bem claro q o ama, ele faz questão de dizer o tempo todo que não a ama e que nunca vai amá-la. Saco, isso! Créditos para a primeira noite deles, quando ela decide se libertar e para a fundação para crianças carentes que o Seth tem, que ajuda crianças da África e das favelas do Rio de Janeiro. Créditos também para a redenção da mãe dele. Ela o fez infeliz a vida inteira, mas é justamente ela que faz com que ele enxergue o que pode estar perdendo com tanto ressentimento. E créditos por Lia ser violinista. Tenho uma sobrinha postiça que é violinista e admiro mt quem consegue tocar violino. Acho lindo!

Ponto Alto:


— Mãe... Algum problema?
— Vai me convidar para entrar? Ou vai me deixar aqui esperando?
— Claro... Entre. Quer um pouco de café?
— Pelo amor de Deus, vista-se.
— Não a esperava. Sinta-se em casa. Desço já. Quando o filho voltou, Eleonore estava sentada.
Seth lhe serviu café. Eleonore bebeu um gole e colo­cou a xícara sobre a mesa. Parecia que não tinha nada a dizer. Então, ele comentou:
— Recebeu meu convite para o casamento?
— Sim, com a violinista. Pensei que fosse contra casamento.
— E sou. Marise quer que nos casemos... Então, vamos fazer isso.
Olhando pela janela, Eleonore perguntou:
— Seu pai vai estar lá?
Seth balançou a cabeça, positivamente.
— Ele e Marise são muito amigos.
— Você sabe. Ele me deixou. Nunca vai me per­doar. Aquela criança tantos anos atrás. E agora por ter mantido em segredo, por oito anos, a existência da neta.
— Poderia conhecer Marise, se quisesse.
— Nunca pensei que ele me deixaria!
O filho percebeu que a mãe envelhecera nas últi­mas semanas. Ou será que, simplesmente, perdera um pouco do formidável autocontrole?
— Foi uma surpresa para mim também — respon­deu ele.
Eleonore abaixou a cabeça e comentou:
— Sinto falta de Allan.
— Papai mudou. Nunca mais vai aceitar receber ordens suas de novo.
— Foi o que imaginei. Ainda não estou caduca.
— O que vai fazer?
— Estou com medo de ligar para Allan. Ele pode dizer que quer o divórcio.
— Papai me contou sobre a sua infância, como...
— Allan não tinha que lhe contar nada!
— Sim, ele tinha porque isso me ajudou a com­preendê-la. Não foi uma criança amada... não como deveria ter sido. Em vez disso, machucavam-na e a maltratavam. Desde então, passou a se proteger do amor. Recusava-se a dar a qualquer pessoa o que lhe tinha sido tão brutalmente negado.
Mas será que o filho não estava falando dele mes­mo? Durante anos, protegera-se da mesma forma.
— O amor é uma armadilha. Deixe-o entrar e ele destrói você — retrucou Eleonore.
— A falta de amor está destruindo você agora. Posso ver isso no seu rosto — comentou Seth.
— Como ousa falar comigo dessa forma? — ques­tionou a mãe, a voz trêmula.
— Ligue para o papai. Não acho que ele tenha dei­xado de amá-la... Por que não vê se estou certo?
— Se estiver errado, terei agido como uma tola.
— Se não entrar em contato com ele, então, agirá como uma covarde — disse ele e, mais uma vez, sa­bia que estava falando para si mesmo.
— Depois que fugi de casa, jurei que nunca mais sentiria medo de ninguém.
— Então, me prove isso.
O filho ligou para o pai e colocou a mãe ao telefo­ne. Em seguida, saiu da sala.

Ele também tinha que dar um telefonema. Precisava ligar para Lia. Embora não tivesse a menor idéia do que diria. Poderia começar com Me desculpe por permitir que o passado lhe desse ordens, por magoá-la.

Cinco minutos depois, Eleonore se juntou ao filho na cozinha. Seth fitava o jardim. A mãe comentou:
— Seu pai e eu vamos nos encontrar daqui a quin­ze minutos na escadaria do Metropolitan Museum. Vamos dar uma caminhada pelo Central Park. Depois iremos almoçar.
— Um encontro — disse Seth, malicioso.
— Acho que deveria lhe agradecer — Eleonore disse.
— Acho que sim. — Seth sorriu, pegou a mãe no colo rodopiou. O semblante da senhora Talbot estava mais iluminado.
— Divirta-se. Não se esqueça de dizer ao papai que eu o amo.
— Me ponha no chão!
A mãe parecia tão escandalizada, Seth começou a rir. E viu, com grande satisfação, que Eleonore esta­va escondendo um sorriso.
— Quer que eu chame um táxi? — perguntou ele.
— Devo caminhar. Anos atrás, seu pai costumava me dar uma rosa amarela todo mês, no dia do nosso aniversário de casamento. Vou comprar uma para ele, no caminho.
Seth beijou a mãe no rosto e comentou:
— Boa idéia.
— Fiz uma coisa terrível... Quero dizer, o aborto. Mas quando eu era uma garotinha, minha mãe ficou grávida diversas vezes seguidas, e cada gestação aca­bava com ela... Também não deveria nunca ter des­truído aquelas cartas. Errei muito.
Os olhos da senhora Talbot estavam molhados. Então, Seth disse:
— Às vezes, lágrimas são mais preciosas do que pedidos de desculpas, mãe.
Eleonore o fitou e comentou:
— Joguei fora uma boa parte da minha vida. Não faça o mesmo.
Em seguida, ela foi embora. O aviso de Eleonore era formidável pela simplicidade. Tudo o que Seth Talbot tinha a fazer era segui-lo.

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