quinta-feira, 31 de março de 2011

Sonhos de uma Noite - Anna Cleary

Título Original:
My Tall Dark Greek Boss
Copyright © 2007 by Anna Cleary

Protagonistas:
Samos Stilakos e Eleanor O´Dea

Sinopse:

Alto, moreno, lindo e grego...

O deslumbrante bilionário Samos Stilakos é o sonho de
muitas mulheres. E é bom que Ellie O'Dea saiba que várias já tiveram o prazer de realizar esse sonho...

Agora, ele será seu chefe...

Mas Sam é também o novo presidente da empresa em que Ellie trabalha! Embora a noite de paixão que compartilharam tenha sido avassaladora, Ellie precisa esquecê-lo, e rápido.

... ou seu amante?

Só que Sam tem outros planos para Ellie, e não aceitará um não como resposta! Afinal, ele é um homem que consegue o que quer, sempre pronto para enfrentar os maiores desafios... e, certamente, ela agora é um deles...

Resenha:

Ah, então! O livro é fofo! Eu adorei.. O Sam é grego mas não é daqueles mandões, sabe? Tem horas que dá vontade de bater nele, mas durante a maior parte do livro dá vontade de abraçá-lo. Eu peguei o livro para ler, pq li uma resenha do skoob, onde a menina dizia que não se empolgou muito com a sinopse da capa, mas que amou a história e isso me chamou atenção, justamente porque também não me empolguei muito com a sinopse, o que me faz pensar, quantos livros maravilhosos deixamos de ler, simplesmente porque alguém não tem o cuidado necessário na hora de escrever a sinopse. Aff! Mas, vamos lá...

Ellie é funcionária de um banco que está afundado, Sam possui uma empresa que estaria interessado em comprá-lo, mas necessita uma boa razão para isso. Durante, um baile de máscaras que é feito pelo banco para impressioná-lo, ele conhece Ellie e se encanta com ela. Eles passam a noite juntos, mas sob o juramento de que ele não tire sua máscara nem pergunte seu nome, (sensação de Deja Vu por Noite dos Amantes) e que jamais voltem a falar dessa noite, porque ela sabe quem ele é e que isso possa vir a ser um problema, caso ele realmente compre o banco e se torne seu chefe. Ellie preza muito a carreira, pois tem um objetivo em mente, objetivo esse que atrapalha bastante o andamento das coisas. O caso é que ele compra o banco e a torna secretária dele. No começo ela fica desconcertada e chateada, porque acha que ele não a reconheceu. Ellie é como eu, diz uma coisa, mas na verdade, deseja outra.. e fantasiaaaaa demaissss... hahahaha.. me identifiquei muito com ela.. Adorei a parte que ela fantasia que ele poderia ter comprado o banco só para ficar perto dela. Sou assim mesmo! Ela não disse o nome, nem tirou a máscara, mas adoraria que mesmo assim ele a tivesse reconhecido e quando se passam 26 dias, ela como secretária dele, trabalhando ao lado dele e ele não emite nenhum sinal, ela fica arrasada! Mas, ele havia prometido, né? Louca! Hahahaha.. A verdade é que sim, ele a reconhece e aí, começa uma historinha muito gostosinha de ler... Créditos para Sam, que é um fofo, para Ellie que é como eu, para Irene, a mãe de Sam, que dá um forcinha para o romance dos dois e até para Natalie, a ex-mulher dele. Recomendo!

Pontos Altos:


Sam perscrutou os rostos delas com tanta surpre­sa que Ellie teve dificuldade para não rir.

Como se estivesse totalmente indiferente ao efei­to que estava causando na tranqüilidade do filho, Irene continuou:
— Ellie, você não precisará permanecer ao meu lado o tempo todo. Devo ficar de papo com paren­tes por um bom tempo.
Sam lançou um olhar inquisitório para a mãe, mas ela continuou.
— Você deve conhecer alguém da sua idade com quem possa se divertir, não é, Sam? Há muito para se fazer lá.
Ellie deu uma risada incerta.
— Ficarei bem. Encontrarei algo para fazer quan­do você não estiver por perto.
Ela sentiu o olhar de Sam a perfurar. Os olhos dele estavam apertados, e o riso que deu foi mordaz.
— O que vai fazer, Eleanor? Pensa em levar um bom livro?
— Talvez. — Ela olhou tranqüilamente para ele, se recusando a deixá-lo debochar dela na frente da mãe. — Talvez não.
Irene olhou para os dois e disse com entusiasmo:
— Bem, não precisa se preocupar com o que Ellie vai fazer, pois você não estará lá. — Ela se virou para Ellie. — Michael, o noivo, é um ótimo velejador, como Sam, e acredito que alguns dos amigos dele do clube de vela estarão lá. O Palazzo Versace tem uma bela marina, então talvez você te­nha a oportunidade de velejar um pouco.
Sam franziu a testa.
— Velejar seria ruim para Eleanor. Ela não pode ficar queimada de sol.
— Besteira, Sam. Ela não precisa usar um mi­núsculo biquíni como algumas mulheres fazem, se quiser pode usar bloqueador solar. Tenho certeza de que ficará linda de biquíni.
Ellie sentiu o sangue subir às bochechas.
— Ainda há dúvidas quanto à eficácia dos bloqueadores solares. É melhor que Eleanor fique em lugares abrigados.
— Oh, bem. Se ela preferir, pode ficar no quarto e solicitar uma massagem. Ouvi falar que alguns dos profissionais são verdadeiros artistas com as mãos. Sei que ela achará muito relaxante.
Sem conseguir se controlar, Ellie olhou para Sam. A imagem das mãos bronzeadas dele veio em sua mente. Viu-as massageando seu corpo com conhecimento. Manuseando seus seios até o êxtase erótico. Explorando seus segredos. Viu a boca sexy dele capturando a dela.
— Ela não faria isso. Não iria querer um homem em seu quarto a manuseando com óleos essenciais, não é, Eleanor?
Ellie foi forçada a baixar os olhos. Sentiu uma onda de calor lhe envolver os seios.
— Talvez sim — disse ela, escondendo a con­fusão por trás do sorriso incerto. — Não descarto nenhuma hipótese. — Os olhos dele pareciam di­vertidos, mas havia um desafio sexual na profun­deza deles que provocou uma resposta intensa no corpo dela.


***


Uma mentira. Por que a mente fértil dela não criava uma alternativa? Ainda procurava o que di­zer quando seu ex-chefe, Stephen Fletcher, entrou. — Oi, pessoal — Fletcher disse, colocando a pasta sobre a mesa sem notar Sam do outro lado da sala. Depois ele sorriu e esticou as mãos. — Ellie, meu amor. Você está maravilhosa. — Ele a abraçou. — Ainda manda no banco?

— Fletcher.
A voz grave partiu o ar. Fletcher se afastou dela como se tivesse sido golpeado, e as conversas paralelas foram interrompidas de imediato. Todas as cabeças se viraram.
Samos Stilakos tomara sua posição. O terno ele­gante e a postura enfatizavam sua autoridade.
— Se não se importar de tirar as mãos da senhorita. O´Dea... — Ele falou com e alma, mas os olhos dele pareciam adagas. — Sentem-se. Por favor.
O semblante do pobre Fletcher desmoronou. Uma sensação de embaraço tomou conta do grupo. Sam assentiu com hostilidade para Ellie. — Eleanor, As portas.


***


— Você disse que gostava de secretárias com ini­ciativa. Devo ter entendido errado o que você quis dizer.
Os olhos dele pareciam gelo.
— Essa não é a questão. Estamos falando sobre quebra de confiança, não é, Eleanor?
O sangue subiu ao rosto dela.
— E há a questão do vestido. Desde quando você sente a necessidade de vir trabalhar vestida com ta­manha vulgaridade?
Ela arfou, mas ele prosseguiu impiedosamente.
— Posso não saber tudo sobre moda, mas é óbvio que esse vestido não é apropriado para o ambiente de trabalho. Por que não está de terno?
— Meu terno está no Porsche. Ele fez silêncio.
— No Porsche. — O espaço entre eles ferveu. Ela teve visões do sexo desesperado com sabor de maresia.
Os olhos dele se encheram de sombras, então se afastou.
— Seria um erro tentar tirar proveito do que aconteceu entre nós. Não quero uma secretária que anuncia seus atributos. Espero que minha secretária seja um exemplo de modéstia e elegância para o resto da equipe.
Ela ficou indignada. O belo vestido era modesto e elegante. Pensou no rombo em suas economias, em todas as privações que passaria, na espera, no sacrifício, e se rebelou.
—Este é um vestido caro com assinatura de uma estilista australiana famosa. É uma obra de arte. Tem até nome.
Ele se virou com um olhar irônico.
— É mesmo? Que nome é esse?
A pressão dela disparou, mas falou com tranqüi­lidade.
— Chama-se Flirty Noir.
— Perdoe-me. Uma prostituta francesa.
A ironia dele a magoou, mas ela manteve o con­trole.
— Outras pessoas gostam dela.
— Outras pessoas. Está falando de Fletcher. E o resto do fã-clube que não tirava os olhos de você. Eles não precisam ficar tão próximos assim.
Ela sentiu um calor subir à cabeça.
— É isso que você quer, não é? Mais proximidade.
Ele a puxou contra a mesa. Ela sentiu a intensi­dade quando ele cobriu sua boca contra a dele e a abraçou. Beijou-o com a mesma intensidade que ele e desabotoou-lhe a camisa e o cinto, incentivando-o a abaixar o zíper do vestido e a abrir o sutiã.
Ela ficou na borda da mesa com os joelhos afasta­dos, e ele puxou o vestido para expor os seios dela. Tremendo de desejo, ela ficou à beira do êxtase, com os mamilos doloridos e uma febre entre as coxas.
Sob a camisa aberta, o peito largo dele era insu­portavelmente sedutor. Impaciente, ela se reclinou para frente e lambeu o mamilo.
Um choque percorreu o corpo de Sam. As mãos dele apertaram os ombros dela e depois, com um es­forço descomunal, ele se afastou. Ela perdeu o equilí­brio e caiu ligeiramente para trás. Ele ficou de costas para ela com as mãos crispadas e os ombros tensos.
— Vista-se. — As palavras pareciam arrancadas dele. O desprezo a feriu com intensidade.
Uma onda de vergonha a dominou. Ela rearrumou as roupas com as mãos trêmulas. Como seu corpo a traíra daquele jeito? Como podia ter se mostrado tão pronta para se render?

***

— Bem, você é meu amor! — Ele olhou para ela surpreso. — Deve saber que amo você, Ellie. Me apaixonei por você na primeira noite, e como um tolo, a deixei partir. Mas não consegui esquecer você. Comprei uma porcaria de banco para tê-la por perto! Você é o amor da minha vida!

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