segunda-feira, 16 de maio de 2011

Flores das Trevas - Margaret Rome

Título Original:
Chateau of Flowers
Copyright © 1982 by Margaret Rome

Protagonistas:
Alain Treville e Fleur Maynard

Sinopse:


Caminhante desastrado, cego pela dor, Alain estava prestes a esmagar a flor da inocência, que Fleur oferecia com tanto amor…

Fleur tinha quase tudo para ser feliz: era jovem, apaixonada por Alain, seu marido, e morava num castelo na França, rodeado por campos cobertos de flores. Faltava-lhe, no entanto, o mais importante: o amor de Alain. Cego há alguns anos, vítima de uma série de operações que nunca davam em nada, Alain voltava seus olhos sem vida para Fleur, com desprezo. Amargurado, ele a acusava de ser uma mulher sem escrúpulos, uma aventureira interessada apenas em sua riqueza. Fleur não suportava mais aquela humilhação. Mas não tinha coragem de abandonar o homem que ainda amava, apesar de tudo.


Resenha:

Eu tenho que confessar que adoro livros, onde o mocinho tem algum tipo de deficiência e são insuportáveis por isso, maltratando a mocinha ou culpando-a até não poder mais. Já sei! Que crueldade, Luciana! Mas, não sei, gente! Eu gosto de histórias em qua a mocinha sofre. Mas, uma coisa tenho que dizer, não gosto de livros, onde a mocinha sofre porque é burra! Afffff.. Esses me dão uma canseira e eu tenho que terminar de ler praticamente amarrada. Como foi o caso desse! Eu não sei o que foi que não me cativou, exatamente. A história é boa, mas não senti emoção. Aquele aperto no peito, aquele friozinho no estômago. Nada! Faltou emoção! Tipo, como se não houvesse química entre os protagonistas.

Fleur é uma moça, filha do pároco de uma igreja de interior. De coração nobre, está sempre disposta ajudar os que necessitam e é esse coração tão bom que a levará direto para Alain, um paciente do hospital local (o que um conde francês está fazendo num hospital de uma cidadezinha pobre e perdida no interior da Inglaterra ainda é um mistério para mim). Um homem amargurado por conta de sua cegueira. Fleur vai ajudar Alain a superar sua amargura. Eles se casam, mas esse será um casamento cheio mal-entendidos. Alain irá descontar em Fleur todas as suas frustrações e acusá-la de só haver se casado com ele por conta de seu dinheiro. Coisa, que Fleur, muito tonta vai confirmar, apenas por orgulho, por achar que ele se casou com ela apenas para se vingar de Celestine, sua ex-noiva. Créditos para a Condessa e para Louis.

Ponto Alto:

Ele estava sozinho na biblioteca, sentado numa poltrona de couro em frente à janela, e um raio de sol descia direto sobre sua cabeça como uma lâmina prateada.
O vestido de algodão não a denunciou, quando passou pela porta entreaberta, e Fleur sentiu um peso enorme no coração ao ver Alain abrindo e fechando as mãos, imerso em pensamentos solitários.
— Alain! — Apesar de ter querido falar alto o nome dele, conseguiu apenas sussurrar. Mas ele a ouviu pois, de repente, suas mãos se imobilizaram. — Alain — tremia, enquanto se aproximava dele —, sinto terrivelmente o que aconteceu!
Ele se levantou, enorme perto dela.
— Já esteve com ela?
— Já — respondeu, meio engasgada. — Ela me reconheceu… sorriu… — E não conseguiu continuar.
O ar severo se atenuou um pouco, mas não o suficiente para um sorriso. Alain deu um passo meio incerto e bateu com o pé na perna da cadeira, quase perdendo o equilíbrio. Fleur inclinou-se para ajudá-lo, mas ele se endireitou, as mãos estendidas, procurando o encosto da cadeira. Fleur ficou chocada; era a primeira vez que ele demonstrava alguma falta de segurança. Parecia despido de toda a antiga arrogância que tanto incomodava Louis, mas que para ela sempre simbolizara a independência de Alain.
Não teve tempo de ficar pensando sobre a mudança ocorrida. Parecendo despreocupado, como se soubesse haver demonstrado fraqueza, disse:
— Fleur, por favor, sente-se. Acho que está na hora de conversarmos sobre o nosso futuro.
Ela sentiu o coração em pedaços ao ver o modo desanimado como Alain passava a mão pelos cabelos, parecendo indicar que perdera todas as batalhas. De repente, pareceu importante que ele soubesse como se arrependia da atitude que tomara. Queria dizer muita coisa, mas tudo o que conseguiu dizer por entre lábios que tremiam foi:
— Sinto muito, Alain! Sinto tanto…
Alan ficou pálido.
— Eu também sinto muito, Fleur. Sinto por tê-la levado a um casamento que só trouxe tristezas. Cometi um erro terrível, e só sinto não ser possível voltar atrás para poupá-la de mais amarguras…
O significado por trás das palavras era bastante claro e trouxe novo golpe para Fleur. Ele não precisava explicar mais nada. Não precisava falar de sua necessidade da presença de Celestine, depois dela ter testemunhado pessoalmente a intensidade do amor que sentia pela outra. Tinha que impedir que continuasse; senão, não agüentaria e se sentiria mais humilhada ainda, tendo que pedir a ele que não a mandasse embora.
— Não se preocupe comigo, Alain. Vou ficar aqui mais um pouco, até que sua mãe se recupere, mas depois…
— Obrigado. É muita bondade sua pensar assim, nas circunstâncias… — respondeu, grave. — Sei o que a sua presença aqui significa para ela. Por isso, não posso tentar dissuadi-la de ficar, mas… — A voz tornou-se hesitante, enquanto ele pesava com cuidado as palavras que iria dizer e que não continham nem desculpas nem remorsos. — Será que sua estada ficará mais fácil, se eu disser que pretendo me afastar por algum tempo?
— Provavelmente! — E o orgulho fez com que respondesse apenas isso.
Alain deu alguns passos, mas se virou de costas para ela.
— Será que não tem interesse nenhum em saber para onde vou? — perguntou, furioso, de repente.
Outra vez, como resposta, bastava uma palavra, e ainda bem, pois Fleur não teria forças para mais nenhuma. Tensa e sem hesitar, afirmou:
— Não! — E saiu correndo da sala, como se todos os demônios mundo a perseguissem.
Não precisava perguntar para onde ele ia. Celestine estava em Paris.
Para onde mais Alain poderia ir?

Classificação:


2 comentários:

k-rol disse...

ameeeeeeeeeeeeeei o seu blog! nome original o seu hein?
qnto ao post eu tbm gosto qndo a mocinha sofre o pão que o diabo amassou...mas eu gosto mais ainda quando ela dá o troco ao herói/"malvado" antes do final feliz kkkkkkkkk
parabens pelo blog e já sou sua seguidora desde já
xau

Luciana Miranda disse...

Hahahaha.. Obrigadaaaa!

Bjks!

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