segunda-feira, 4 de julho de 2011

Noiva & Inocente - Lucy Monroe

Título Original:
The Shy Bride
Copyright © 2010 by Lucy Monroe

Protagonistas:
Neo Stamos e Cassandra Baker

Sinopse:

Desde criança familiarizada com as luzes da ribalta, Cassandra timidamente encan­tava plateias noite após noite. Porém, quando seus pais morreram, ela mergulhou em seu próprio mundo. Uma vez por ano ela compartilha sua paixão pela música oferecendo au­las de piano em um leilão de caridade. Dessa vez, o vencedor é um magnata grego que pretende oferecer as aulas como presente a seu melhor amigo, o arrogante Neo Stamos. O novo aluno logo se vê desejando sua professora, e sabe que sua sedução precisará ser gentil, mas irresistível...


Resenha:

Um livro simples. É como consegui defini-lo. Muito diferente dos livros de homens gregos a que estamos acostumadas. Nada de arrogância ou prepotência, machismos ou chantagens. Neo não é nada disso. Aliás, me atrevo a dizer, que o fato de ele viver em Seattle, "americanizou" muito ele. Ele é tranquilo e, apesar de um pouco egocêntrico eu achei ele um cara legal, porque ele realmente se envolve com os problemas da Cass e se propõe a ajudá-la. E o modo como ele faz isso é bem fofo. Não é uma leitura inesquecível nem vai entrar para o seu ranking de melhores do ano, mas como diz uma amiga minha, é "lível".. hahahah.. É médio.

Cass é uma pianista que tem uma doença chamada "agorafobia" que é o medo de multidões. Por isso, ela, apesar de bem famosa, se torma muito reclusa, não saindo de casa para praticamente nada. Grande parte do culpado por la adquirir esta doença foi o seu pai que a obrigava a dar consertos desde de criança. Neo é um executivo workaholic que ganha de seu melhor amigo e sócio um ano de aulas de piano com a famosa pianista. Aulas essas que, Cass leiloou num evento de caridade. Com as aulas, eles se aproximam. Me irritou o excesso de uso da palavra "idiossicracias" no livro. Não sei a culpa é do tradutor ou do autor, mas achei desnecessários. Não fizeram aulas de redação, meu povo??? Não repita palaaaaavras, substitua por seus  sinônimos. Eu achei engraçado a insistência do Neo em dizer que eles era amigos e que tinham apenas uma "amizade colorida". Créditos para Zephyr. Aquele amigo que td homem deveria ter. Créditos para Cass que apesar de todos os seus problemas, tem  personalidade e é bem decidida.

Ponto Alto:

Cassandra se levantou e foi fechar a cortina, a seguir verificou se a porta estava bem fechada.
Depois voltou para a banqueta do piano. Não pediu que Neo se levantasse, portanto ele continuou sentado ao lado.
Ela começou a tocar uma música que Neo reconheceu de um de seus primeiros ál­buns. Era uma de suas favoritas, e permaneceu imóvel, enquanto Cassandra se exibia apenas para ele. Não era uma peça longa nem complicada, terminaria depressa demais, porém Neo guardaria na lembrança a emoção desse momento durante anos.
Ela o fitou de esguelha.
— Isso foi só para esquentar — anunciou.
Então tocaria mais uma. E de novo, apenas para ele. Os dedos ágeis dançaram so­bre as teclas, arrancando sons melodiosos do Steinway, e Neo soube que o novo CD se­ria um dos melhores.
Quando terminou, Cassandra o fitou sorrindo.
— Bonito, não?
Neo ignorava se ela se referia ao tema ou ao piano, mas respondeu para ambos:
— Sim. Obrigado.
Inclinou a cabeça para olhá-la, contendo a vontade de lhe dar um beijo.
Cassandra o fitou, os olhos cor de âmbar brilhando de alegria com a música e com algo mais que ele não conseguiu definir.
— De nada. Foi a primeira vez em muitos anos que toquei em um lugar diferente e gostei.
Não estavam exatamente em uma sala de espetáculos, mas Neo se sentiu orgulho­so por ela ter mantido sua parte no acordo.
— Você me faz sentir segura.
Essas palavras o deixaram boquiaberto. Cassandra enrubesceu e abaixou a cabeça.
— Não é hora de irmos almoçar?
— Sim. — Neo a fez erguer o rosto para fitá-la melhor. O momento era muito emo­cionante para ser ignorado. — Obrigado de novo.
— Eu...
— Raras vezes na minha vida me senti tão honrado como me sinto agora com sua confiança.
Cassandra suspirou.
— Vai me beijar outra vez?
— Não é uma boa ideia.
— Por quê?
— Somos amigos.
— E amigos não se beijam — concluiu ela.
Sorriu e afastou o queixo dos dedos de Neo, sem dúvida tentando quebrar o clima tenso entre os dois. Neo tratou de brincar:
— Nunca beijei Zephyr, e ele é meu amigo.
— Mentiroso.
Neo enrijeceu.
— Estou dizendo que nunca beijei um homem.
— E aquele hábito de dar beijos no rosto que os homens gregos têm? O que é?
Neo sentiu as faces quentes.
— Ora! Não tem nada a ver. É um cumprimento.
— Mas são beijos — insistiu Cassandra.
— Está enveredando por um caminho perigoso, pethi mou.
— Como disse?
— Pequenina.
Minha pequenina, mas isso ele guardou para si.
— Não sou assim tão pequena.
— Comparando comigo? — zombou Neo.
— Você que é grande demais.
— Pensei que grande demais fosse o meu ego.
— E quem disse isso? Uma de suas namoradas?
— Nunca tive namorada, mas, sim, mais de uma amante me disse que tenho um ego enorme.
— Posso imaginar.
— E costumo dizer a elas que mereço.
— Elas concordam?
— Naturalmente.
Cassandra mordeu o lábio para não rir, afastando o rosto com uma expressão que Neo começava a adorar. Gostava da timidez de Cassandra Baker. Imaginava se deveria lhe contar isso. Ela não precisava se apresentar em público para ter valor.
— Também nunca tive um namorado — murmurou ela, fazendo-o retornar ao mo­mento presente.
— Nunca?
Isso não deveria surpreendê-lo, mas foi o que aconteceu. Adivinhara que ela era vir­gem, mas que tivesse tido alguma pequena experiência.
— Não.
— Quantos anos tem?
— Vinte e nove. Sou mesmo um caso estranho, não?
— Por quê? — segurou-a pelos ombros e a fez encará-lo usando sua força de von­tade. Quando os olhos cor de âmbar o fitaram, disse. — Você é maravilhosa, mas o beijo dessa manhã foi seu primeiro?
— Bem, na verdade... sim.
Neo adorava isso.
— Se tivesse sabido antes, teria feito com que fosse especial.
— Foi especial para mim — murmurou ela.
— Poderia ter sido melhor.
— Como?
— Não posso explicar com palavras.
— Os romancistas conseguem.
— Sou um homem de negócios, não um escritor. Precisarei demonstrar.
— Aqui? — exclamou Cassandra.
— Sim.
E antes que ela pudesse protestar, cobriu-lhe os lábios com os seus.
Gentilmente. Com mais cuidado do que jamais beijara outra mulher. O conhecimento de que era o primeiro homem a fazer isso com Cassandra o descontrolava. Mas não se deixaria vencer pelo desejo.
Os lábios de Cassandra eram macios como nessa manhã, mas a ideia de que per­tenciam a ele e a mais ninguém acrescentava uma doçura que jamais julgara experimen­tar. Uma doçura muito real. Enlaçou-a com os braços, apertando-a contra si. Cassandra se encaixava muito bem ali. Bem demais, como se tivesse sido feita sob medida para seus braços.
Neo se recusou a pensar nessa sensação, preferindo gozar esse instante raro. Inva­diu-a com a língua, exigindo o que Cassandra nunca fizera antes. Enquanto isso seu corpo a exigia também de outras maneiras. Por sorte estava em um lugar quase público ou talvez não conseguisse resistir. Ser amigo de uma mulher estava sendo mais difícil do que imaginara.
Os dedos longos e delicados de Cassandra se enfiaram em seus cabelos, causando um curto-circuito em seus pensamentos. Ela respondeu ao beijo com uma sensualidade inata que, Neo bem sabia, atingiria o auge entre lençóis.
Cassandra nunca beijara outro homem, mas sabia exatamente como provocá-lo com sua língua também. Seus instintos femininos eram sólidos, fazendo-a gemer de leve e deixando-o em um estado de extrema excitação.

***

CASSANDRA ENTROU na cozinha esperando encontrar Neo às voltas com o chá, um momento tão doméstico, enternecedor. O que não esperava era ver o brilho feroz em seus olhos verdes e essa tensão que emanava de seu corpo.
— Tudo bem, Neo? — perguntou, refletindo se não deveria ter vestido a jaqueta de seu conjunto, e achando graça nesse pensamento.
Mas o modo como ele a olhava... Como se sua blusa branca fosse transparente as­sim como o sutiã de renda que usava por baixo.
Olhou para todos os lados, mas nem o balcão vazio da cozinha nem a pequena me­sa preparada para o chá lhe deram uma pista do motivo de Neo estar tão esquisito. Ele con­tinuava calado, mantinha as mãos fechadas como se estivesse evitando tocar em algo.
— Neo? Está começando a me preocupar.
— É desejo ou falta de oportunidade? — perguntou ele à queima-roupa e com a voz rouca.
— Creio que não sei do que está falando.
E era verdade.
— Sua virgindade.
— Minha vir... — Ela parou na metade da palavra. — O que quer dizer?
E por que estavam falando sobre isso? Ser virgem aos 29 anos não era um assunto que a agradava. Ele se aproximou em duas passadas.
— Sua inocência. Sente-se feliz com ela?
— Feliz? — Nenhuma mulher era feliz ao chegar aos trinta anos sem ter tido um namoradinho, muito menos um relacionamento sério. — Neo, não está fazendo sentido!
— É uma pergunta simples, pethi mou.
— Tenho certeza que sim, só que não entendi qual é a pergunta.
— Zee disse que talvez não seja virgem por opção, mas pelas circunstâncias.
— Que circunstâncias?
— Falta de oportunidade — esclareceu ele.
— Falou com Zephyr sobre minha vida sexual? — inquiriu ela, ofendida quando por fim compreendeu.
Neo a ignorou.
— Ausência de uma vida sexual. Se você tivesse uma, a minha seria muito mais fá­cil.
— Não vejo por quê.
Ele passou a mão pela sua nuca enquanto o olhar feroz a queimava.
— Não?
O calor de sua mão paralisou as cordas vocais de Cassandra. Isso não estava fa­zendo sentido. Não conseguia falar nem se mover.
— Não quero me aproveitar de você — murmurou ele, o polegar acariciando seu pescoço para cima e para baixo... enviando choques pelo corpo de Cassandra.
Por fim suas cordas vocais acordaram.
— Não pode andar por aí discutindo minha vida sexual com Zephyr.
— Não estava andando. Liguei para ele. Daqui mesmo.
— Sabe o que quero dizer.
— Sei que a desejo.
Essa informação foi muito estimulante, e ela perguntou com um fio de voz:
— Deseja?
— Muito.
— Mas, e a regra sobre amigos não se beijarem?
— Estou repensando.
— Daí ligou para Zephyr. — E haviam conversado sobre sua virgindade. — E ele disse...
— Que deveria deixá-la fazer as próprias escolhas. Que você é adulta.
— Zephyr tem razão. Detesto que tomem decisões por mim. Só que o problema aqui é que não tenho certeza sobre o que devo escolher.
— Fazer sexo comigo.
Agora estava claro.
— Em oposição à amizade sem sexo? — perguntou só para ter certeza.
— Precisamente.
— E depois que fizermos sexo?
— Permaneceremos amigos.
As amizades para ela nunca duravam, com ou sem sexo, mas esse provavelmente não era o momento de mencionar.
— Uma amizade colorida — simplificou.
— Creio que sim — replicou Neo em tom divertido. — Algumas cores serão diferen­tes. Como já disse, nunca tive uma amiga antes.
— Mas agora tem. E quer fazer amor... sexo.... comigo.
Ele sorriu, satisfeito.
— Exatamente.
— Mas nada além disso. Exceto a amizade?
A expressão de Neo se tornou preocu­pada.
— Não é justo com você.
— Por quê? Se é justo para você por que não é para mim?
O que a tornava tão especial?
— Não é cínica como eu. E temo que vá confundir nossa amizade com...
— Amor? — concluiu ela, percebendo que Neo se sentia desconfortável até com a palavra.
— Isso mesmo.
— E não é preciso dizer que você jamais cometeria esse erro.
— Jamais me apaixonei por nenhuma mulher com quem me deitei.
— É obvio, porque se tivesse se apaixonado não estaríamos tendo esta conversa.
Só em pensar nisso, Cassandra se magoou. Talvez estivesse correndo um risco maior do que imaginava.
— A verdade, Cassandra, é que não me julgo um homem emotivo.
— E acha que não é capaz de amar?
— Nunca amei ninguém, nem fui amado.
Cassandra sabia que não era verdade. A relação entre ele e Zephyr era uma forma de amor. Amavam-se como dois irmãos. Eram uma família. Não vivenciara isso, mas sa­bia como devia ser. Amor de família.
Quanto a ela, não conseguira o amor incondicional de seus pais nem conseguiria o de Neo. Jamais esperou ser amada. Ansiava por isso, mas não esperava. E há anos não se permitia pensar a respeito. Não remoía esse tipo de pensamento para evitar se mago­ar. Entretanto a ânsia de ser amada não a impediria de agarrar o que pudesse.
— Não espero que você me ame — disse com franqueza.

Classificação:


2 comentários:

k-rol disse...

oi!
particualarmente eu adoooooooooro as historias dessa autora mas essa série está me tirando do serio!desculpe quem acha o contrario mas definitivamente essa serie apesar das lindas capas não me entusiasmaram NEM UM POUCO!
desculpe não pude resistir em fazer esse comentario negativo!
xau

Luciana Miranda disse...

kkkkkkkkkkk.. Esteja a vontade, K-rol! Vivemos numa democraciaa!

Bjks!

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