quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ao Bel-Prazer - Trish Morey

Título Original:
His Mistress for A Million
Copyright © 2009 by Trish Morey

Protagonistas:
Andreas Xenides e Cleo Taylor

Sinopse:

Por um milhão de dólares: uma amante ao seu dispor!
Desempregada, sem casa e sem dinheiro: a humilde Cleo Taylor procura um trabalho apropriado. E ela não tem escolha senão considerar todas as boas ofertas…
Treinamento no local…não é necessário experiência...
Andreas Xenides procura mulher bonita para contrato de trabalho na luxuosa ilha de Santorini. Condição: ser sua amante por um mês. Salário: um milhão de dólares.




Resenha:


Ai, adorei! Grego mandão, arrogante e... fofo! Ai, meu Deus! Que combinação letal para os meus sentidos! Tá certo, que até dá umas pisadas na bola, mas na maioria das vezes, ele foi um fofo. Adorei o jeito como ele se interessa pela Cleo, mesmo antes de ela passar pela transformação imposta por ele. Adoro o jeito como ele vai se apaixonada por ela, mesmo sem perceber, deixando até mesmo o trabalho a uma vingança de lado só para tê-la perto. Adorei a Cleo também. Ela não é nenhuma bobinha. O modo como ela responde a ele, chega a ser engraçado. E a resposta que ela deu para a vagaba-periguete-braço-direito dele foi tudooooo! Eu adorei! Ela não se dobra, apesar de pobre e faxineira, não fica se fazendo de coitadinha. Tudo de bom! Adorei o casal e SUPER RECOMENDO! Só não levou 5 estrelinhas, por conta do epílogo, que foi a continuação da cena anterior e eu prefiro quando há uma passagem de tempo, onde mostra o casal juntos, tempos depois, com filhinho e tal.

Cleo, depois de ser enganada por um cafajeste que lhe deu um golpe e roubou o seu dinheiro, trabalha como faxineira num hotel de quinta categoria, hotel esse, que foi instrumento de uma vingança de Andreas contra um homem que roubou seu pai e assim, eles se conhecem. Ele vê nela a oportunidade de espantar a periguete que trabalha com ele e está louca para casar, então propõe a ela, em troca de um milhão de dólares, que ela se passe por sua amante - ai, papai! Não precisava nem pagar, né? Um grego TUDIBOM desses.. ui.. ui.. ui.. - por um mês. Nesse meio tempo, os dois vão se envolvendo e se apaixonando e é lindo! Créditos para Cleo e para Andreas. E para a mãe de Andreas.

Ponto Alto:

Andreas começou a trabalhar cedo no dia seguinte. Que­ria convencer Constantine a voltar às negociações, mas ele não retomava os telefonemas e, com frustração crescente, Andreas pegou uma pasta, abriu-a e pegou documentos que esperavam sua assinatura. Começou a lê-los e logo percebeu que não se lembrava de nada do que acabara de ler. Tentou novamente, sem sucesso, então fechou a pasta, afastou-a, e se recostou na cadeira, virando-se para olhar a paisagem pela janela.
O que estaria Cleo fazendo hoje? Deixara-a na cama, o cheiro do amor que haviam acabado de fazer perfumando o ar. Decidira tomar um café da manhã tardio e depois nadar na piscina? Ou preferira explorar as ruas de Fira sozinha? Não falava grego. Nos locais turísticos de Santorini havia funcionários que falavam inglês, é claro, mas mes­mo assim...
— Onde você vai?
— Voltarei mais tarde — disse a Petra enquanto saía. Uma hora depois, estava de volta, num tremendo mau humor porque não a encontrara, Constantine ainda não ha­via telefonado e aqueles malditos documentos ainda não faziam sentido.
Abriu outra pasta, assinou alguns papéis, leu outros do­cumentos sem compreender, decidiu que não conseguiria trabalhar e afastou a cadeira da escrivaninha.
Onde estava ela? Dissera aos empregados que o avisas­sem assim que ela voltasse e até agora nada. As 16h esta­va cansado de esperar e tentar adivinhar onde ela estaria. Quanto tempo uma mulher precisava para fazer compras? Fira não era tão grande.
Encontrou-a na suíte, preparando-se para tomar um banho de chuveiro, já vestida com o roupão, e soube que estava certo quando suspeitara que ela planejava alguma coisa, pois não havia uma só sacola no quarto.
— Onde você estava?
Voltou-se, assustada, o rosto vermelho.
— Você me disse que eu podia sair.
Verdade. Ele soltou o ar preso, tentando se livrar de ho­ras de frustração com uma simples exalação.
— Você demorou demais. É evidente que não estava fa­zendo compras. O que fez?
O rosto dela se iluminou.
— Fira é maravilhosa! As ruas e as casas e até os por­tões. Você sabe como as portas aqui são espetaculares? Elas a chamam como se fossem uma entrada para o paraíso, e há escadas que nem adivinharia que estão lá e que levara a terraços. É inacreditável, nunca vi nada igual.
Era como uma usina elétrica, tão iluminada pela alegria de suas descobertas que o contaminou. Estava acostumado à cidade que o cercava, mas ela a tomava nova e agora desejou ter ido com ela, para vê-la pelos olhos dela e sentir com ela a alegria das descobertas.
— E há mulas com fitas e chapéus de contas que levam as pessoas para cima e para baixo, até o porto... — Por um momento, os olhos dela enevoaram e perderam um pouco da alegria, e ela balançou a cabeça. — Eu caminhei, tive pena deles. Mas então — continuou, os olhos brilhando de novo, como se tivesse descoberto o significado da vida — encontrei o Archaeological Museum.
— Você o quê? — Mal conseguiu se impedir de rosnar em descrença. Ninguém que levara para Santorini se preocupara em ir até lá. Nenhuma de suas mulheres se interes­sara, preferindo comprar as belas jóias pelas quais a ilha era famosa. — Por que foi lá?
— Estava curiosa sobre Santorini, e foi maravilhoso! Não pude acreditar na história deste lugar. Havia uma cidade inteira enterrada sob as cinzas. Uma cidade como Pompeia, mas milhares de anos mais antiga, e encontra­ram potes e urnas e os mais incríveis trabalhos de arte. — Ela estendeu as mãos e suspirou, os olhos azuis bri­lhantes com a descoberta, o rosto vivo, e ele quis que aquele entusiasmo e aquela alegria o envolvessem. Ele a queria, agora.
Viu a mudança nos olhos dela quando compreendeu, viu o movimento de seu peito enquanto a respiração acelerava.
— Andreas?
E então estava nos braços dele enquanto caíam juntos na cama.
A ternura da noite anterior desaparecera. Uniram-se com pressa louca, Cleo agarrando-lhe os botões da camisa e a fivela do cinto, enquanto ele lhe envolvia a boca com beijos furiosos e a levava à beira do abismo com as quen­tes carícias de suas mãos, antes de penetrá-la com força e profundamente. Foi brutal, selvagem e rápido, mas ambos queriam assim, o fogo consumidor de seu desejo mútuo dominando-os. Os gritos dela se misturavam aos dele enquan­to a tomava uma última vez, enviando os dois, mais uma vez, para o abismo.
Sem fôlego e coberto de suor, ele se amaldiçoou por sua falta de controle. Não era assim que devia tomar uma mu­lher com tão pouca experiência.
— Você está bem?
Ela piscou, os olhos azuis presos aos dele, ainda sem foco.
— Uau.
— Fui rápido demais? Eu a machuquei? — Oh, não, apenas, uau.
Estranhamente, num lugar que ele nem sabia que existia, Andreas sentiu uma onda de orgulho. Ainda dentro dela, sem se importar por estar meio vestido, pois não queria se afastar, Andreas emoldurou-lhe o rosto nas mãos e beijou-a suavemente.
Então passou as pontas do dedo pelo pescoço macio e sobre a curva de um seio perfeito.
— Você viu as mulheres, como foram retratadas nas pin­turas das paredes? — Ela ofegou quando os dedos circu­laram seus mamilos, a carne enrijecendo, reagindo a seu toque, e ele gemeu de satisfação. Tão reativa, e no entanto acabara de ter um orgasmo, como ele. Sentiu a mudança na direção do sangue, sentiu o calor voltar. — Viu como estavam vestidas?
Ela ruborizou daquele maneira que achava adorável.
— Elas realmente saíam com os seios nus? Não tive certeza.
— Saíam. Os minoanos celebravam a vida e a natureza e tudo o que é belo. E estes... — abaixou a cabeça sobre o outro seio — ... são belos. Você teria sido uma deusa naquele tempo — disse ele, sentindo-se crescer de novo, sentindo a necessidade de tomá-la mais uma vez. — Uma deusa de cabelos louros saída do mar.
Desta vez o ritmo foi mais lento, mais lânguido e controlado, e ele observou a tempestade crescer nela mais fuma vez, os braços em torno do seu pescoço, as pernas ancoradas em suas costas. Observou-lhe o rosto enquanto se aproximava, observou-lhe os olhos azuis se abrirem quando ondas de prazer a ergueram cada vez mais alto e viu as feições dela congelarem naquela máscara de êxtase enquanto os músculos internos o apertavam e o levavam com ela.
Pareceu uma eternidade até ele conseguir respirar normalmente.

***

— Andreas? Ainda está aí? Perguntei se não teme estar cometendo um erro.
Estava, mas os dentes estavam cerrados e precisou de toda a força de vontade para abri-los. Felizmente não con­tara à mãe o motivo da pressa!
— É possível, mãe. Ligarei mais tarde.
— Possível? O que quer dizer?
— Telefono depois.
Agora tinha uma coisa muito mais importante a fazer.
Encontrou-a na suíte, supervisionando a remoção das rou­pas de Cleo.
— Que acha que está fazendo?
— Andreas! Não o ouvi chegar, você me assustou.
— Quem lhe disse para tirar as roupas de Cleo daqui? — Fez um gesto para os empregados se retirarem.
— Andreas, Cleo foi embora. Pensei em limpar os ar­mários para ter lugar para as minhas coisas, já que vou me mudar logo para cá.
Ele engoliu uma onda de repulsa. Não suportava a idéia de Petra de volta a sua cama, quando ainda podia sentir o cheiro de Cleo em seus lençóis, o cheiro dos cabelos dela no travesseiro. Embora Petra tivesse deixado claro que gos­taria de retomar as relações sexuais dez minutos depois de jogar a bomba dupla... de que Cleo se fora e ela estava grá­vida de um filho dele.
E agora estava planejando se mudar para a suíte dele. Fez um esforço imenso para segurar a repulsava que sentia.
— Quando é sua próxima consulta na clínica? Gostaria de ir também.
Ela sorriu e fechou as portas do armário, possivelmente para que ele não visse como estavam vazios agora. Vazios de Cleo. Tão vazios quanto ele se sentia agora.
— Não há necessidade disso, é apenas rotina, exames, você sabe,
— Não, não sei e, pelo que parece, nem o dr. Varvounis.
— O quê...? O que quer dizer?
— Você não está registrada na clínica, ele nunca ouviu falar de você.
— Você provavelmente tem a clínica errada...
— Acho que tenho a noiva errada.
— O que quer dizer? Sou eu que vou ter seu bebê!
— Vai? Ou isso é uma invenção como a do seu afeto por mira? Você inventou tudo, não foi? Inventou tudo numa última e desesperada tentativa de se livrar de Cleo e fincar suas garras em mim. E quase funcionou. Bem, não mais, não haverá casamento e você está demitida. Quero-a fora da minha casa.
Virou-se e saiu do quarto e, de repente, ela estava lá, agarrando-lhe o braço.
— Mas eu o amo, Andreas! Podemos fazer um bebê como sua mãe tanto quer, sei que podemos.
A fúria explodiu dentro dele.
— Ela lhe disse isso? Foi assim que pensou nesse plano para me pegar numa armadilha? Sinto muito, Petra. Talvez não tenha sido claro o bastante antes. Não quero você, ja­mais quis. Quero Cleo.
— Ela não é boa o suficiente para você. É jovem e ingê­nua e estúpida.
— Eu a amo!
— Você não pode, Andreas, por favor, me ouça...
— Vá embora, Petra, nunca mais quero vê-la.
E então ela se foi e ele ficou sozinho. Sozinho com a compreensão do que o chocara tanto quanto chocara Petra. Amava Cleo. E a traria de volta.


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3 comentários:

Suelen Mattos disse...

Aiiii, eu tb ameeeei esse livro, hehe!!!! Tão fofinho.... Se tornou um dos meus intocáveis!!!

=)

marla disse...

Ele não é um dos meus preferidos da Trish, mas gostei muito da Cleo, por ser uma mocinha bastante determinada.
*bye*

Nathal Sant disse...

eu tenho esse e ameeei o nome dele né gente, bem chique e tudo de bom, gregoooo, afe adoro...rsrs
Não é um super romance, mas é gostoso de ler, eu acho que vale a pena ler.
bjs
Ca
http://mromances.blogspot.com

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