quarta-feira, 27 de junho de 2012

Maratona de Banca - Junho: Veludo Azul - Catherine Archer

Maratona de Banca - Maio

Tema: Histórico: Período Medieval
Livro: Veludo Azul - Catherine Archer

O pessoal que frequenta o blog deve ter percebido, assim como minhas amigas sabem que não sou muito chegada a históricos. Leio, mas não são meus favoritos. Quando vi o tema de junho, pensei logo que seria uma tortura porém tive uma agradável surpresa, porque o livro é ótimo.

Título Original:
Velvet Bond
Copyright © by Catherine Archer

Protagonistas:
Lorde Raynor Warwicke e Lady Elizabeth Clayburn

Sinopse:

ELE LUTAVA CONTRA O FASCÍNIO DA MULHER QUE LHE FORA IMPOSTA COMO ESPOSA!

INGLATERRA 1355.
Forçada a se casar, lady Elizabeth Clayburn não encontrou, no leito nupcial do castelo de Warwicke, os deleites do amor...
Havia muito tempo, o enigmático lorde Raynor Warwicke erguera muralhas em volta do próprio coração. Porém, sua esposa ousou penetrá-las, desafiando-o a afastar as suspeitas e a render-se ao poder da paixão!




Resenha:


Ainda estou tentando, até agora, descobrir o porquê do nome "Veludo Azul".. hahaha... porque não consegui identificar veludo azul em nenhuma parte. Elizabeth só usava vermelho! hahahaha.. Mas, adorei o livro! Mesmo não curtindo muito históricos, eu a-do-rei! Achei a Elizabeth super decidida, apesar de meio mimada no início. Lendo as primeiras páginas, achei que ia tomar antipatia por ela. Mas, depois do casamento, virei fã. Super forte, decidida. Decidiu lutar de frente pelo amor do marido, pela boa convivência matrimonial, apesar da forte resistência que Raynor oferecia. Raynor... ai, não sei nem como começar a falar dele. Fiquei surpresa de saber que ele tinha só 27 anos, mas acho que na era medieval, 27 deveria equivaler a 40! hahhaha.. Mas se eu pudesse defini-lo em uma palavra, eu o definiria como CARENTE. E eu adoro mocinhos carentes. Me deu muita vontade de pegar ele no colo. Imaginem, aquele homenzarrão, todo cheio de complexos.. own.. muito fofo, além de muito sexy.


Quando Elizabeth vê Raynor pela primeira vez, se sente imediatamente atraída.Um jantar armado em sua casa, acaba os colocando em uma situação comprometedora e Raynor se vê obrigado a casar com ela, para reparar sua honra. Isso só contribui para fazer com que ele se torne ainda mais distante e inseguro em relação às mulheres, por causa de sua mãe, que não valia nada. Depois de casados, apesar de tentar muito se afastar, a atração e admiração mútua, e o subsequente amor, acaba por uni-los. E não posso deixar de mencionar Willow, uma menininha muito fofa, que Raynor e Elizabeth tomaram como filha. Só achei que faltou um bebezinho no final. Super Recomendo!

Ponto Alto:

Raynor parou à entrada do quarto. Com água fumegante e convidativa, a banheira estava diante da lareira.Despiu-se depressa e logo achava-se imerso na água quente que lhe relaxava os músculos tensos. Em poucos instantes, já sentia as pálpebras pesadas. Fechou-as. Nessa noite, não desceria ao salão para jantar.Estava cansado de lutar contra os sentimentos por Elizabeth e já nem tinha certeza por que o fazia. 
Raynor acordou com o barulho da porta se abrindo. A julgar pela temperatura morna da água, ele tinha dormido durante algum tempo.— Arthur, você terminou de limpar minha sela? — perguntou, pensando tratar-se do escudeiro.—  Sou eu — respondeu a voz de Elizabeth vinda diretamente detrás dele.Assustado, sentou-se, porém, ela pôs as mãos em seus ombros.— Não se levante, Raynor, e deixe-me cuidar de seu banho.— Não preciso de ajuda — respondeu ele em tom seco.Sentia-se vulnerável com a presença de Elizabeth ali, naquele momento. Mas não a deixaria perceber. Haveria de provar que era capaz de resistir à tentação apresentada pela mulher. Isso era importante se qui­sesse viver com ela em harmonia relativa. Seria seu próprio senhor.Elizabeth sorriu, mergulhou o esfregão e pôs-se a lavar-lhe os ombros. Por Deus, como Raynor era lindo. A pele bronzeada brilhava à luz da lareira.Desde o dia em que havia mandado Hyla embora, ele parecia diferente. Quando a fitava, não escondia a ansiedade. Havia algo nele que ia além do desejo físico. Fora a percepção dessa carência que estimulara Elizabeth a mandar preparar esse banho para ele. Achava muito importante dispensar-lhe os cuidados habituais de esposa.Esforçando-se para falar com naturalidade, ela disse: — Incline a cabeça para frente para eu poder lavar os cabelos.O marido a atendeu e ela sentiu a esperança crescer. Apanhando uma jarra do chão, molhou-lhe a cabeça e, depois, ensaboou-a. Maravilhou-se com a sensação pro­vocada pela cabeleira farta. Nem mesmo nos momentos fugazes de paixão, ela o havia tocado tão intimamente. Esse homem viril era seu marido. Pela lei de Deus, tinha o direito de conhecer-lhe os detalhes do corpo. Raynor, porém, não queria um relacionamento ín­timo com ela. E se quisessem gozar de tranquilidade, ela teria de respeitar-lhe a vontade. Precisava se con­tentar com esse momento.Então, ele recostou-se na banheira, numa permissão silenciosa para continuar. Elizabeth estremeceu. O fato de ter Raynor nu e passivo nas mãos era mais ine­briante do que vinho. Desejava-lhe a paixão mais do que qualquer coisa neste mundo.Sem pensar, largou o esfregão e começou a lavá-locom a mão ensaboada. Raynor imobilizou-se, como se esperasse algo desejado que não podia obter. Com mo­vimentos vagarosos e sensuais, Elizabeth percorreu-lhe os ombros e o peito. Ouviu-o suspirar, mas não de satisfação e sim de desânimo.Com o coração disparado e sem avaliar a sensatez da atitude, ela o beijou no lado do pescoço. Invadida por uma sensação deliciosa, fechou os olhos.Raynor estremeceu e deixou escapar seu nome num murmúrio de desespero:— Elizabeth.— Raynor — sussurrou ela e o beijou novamente. Agia sem refletir e por impulso.Ao sentir-lhe os lábios outra vez no pescoço, ele per­cebeu que estava perdido. Há tanto reprimido, o desejo dominou-o completamente. Virou-se para fitá-la e, bem devagar, levantou-se, expondo o corpo nu.


 Elizabeth ressentiu-se ao deixar o porão frio e sair para o calor do pátio. O ar estava parado e as pessoas mexiam-se com morosidade. Pareciam não ter ânimo nem para conversar, pois não se ouvia o zunzum ha­bitual de vozes.Respirando fundo, ela passou a mão pela testa mo­lhada. Olwyn tinha lhe trançado os cabelos, mas, mes­mo assim, sentia seu peso. Não se lembrava de um dia tão quente, apesar de ser julho.Willow surgiu correndo.— Que calor! — reclamou.— Tem razão, meu bem. Por que você não vai brincar em minha sala? Olwyn deve ter aberto as janelas.— Já fui, mas também está muito quente lá.A pobre criança precisava de um lugar mais fresco para brincar, pensou Elizabeth. Ela também apreciaria um. Tinha trabalhado muito nos últimos dias e merecia uma folga, longe do burburinho do castelo.Primeiro, apanhou uma toalha e, depois, foi à cozinha e pediu para Eva preparar uma cesta com um lanche.Pouco depois, ela e Willow passavam peio portal e tomavam a trilha para a vila. Antes de chegar lá, vi­raram em direção ao rio. Foi então que Elizabeth viu um cavaleiro aproximando-se. Apesar da distância, reconheceu o marido. Aliás, não foi difícil por causa da cabeleira farta e da montaria.— Papai! — gritou Willow, indo ao seu encontro.
Sem saber como Raynor a trataria, Elizabeth ficou para trás. Também sentia-se acanhada ao lembrar-se de como havia se abandonado nos braços dele na vés­pera. Isso sem falar na conversa tida com Jean um pouco antes. Raynor não a aprovaria. Porém, começava a compreender o marido.
Ela observou Raynor parar, desmontar e caminhar ao encontro da filha. Levantou-a no colo, beijou-a e continuou a andar.Elizabeth podia ver-lhe o olhar e o sorriso de satis­fação. Ao fitá-la, não demonstrou desconfiança.— Olá, Elizabeth.—  Boa tarde, Raynor.— Papai pode ir com a gente? — perguntou Willow.
Raynor apontou para a toalha e a cesta no braço de Elizabeth e indagou:
— Vão fazer um piquenique?— Vamos — respondeu ela, constrangida, por perder tempo com isso em vez de estar trabalhando. Virou-se para Willow e disse: — Minha querida, seu pai é um homem muito ocupado e, com certeza, não pode ir conosco.— Não, Elizabeth, será um prazer. Quer dizer, se vocês quiserem minha companhia. Mas talvez o lanche não chegue para três pessoas.— Pois então, vamos. Eva, como sempre, exagerou no tamanho de lanche. Willow e eu não vamos dar conta de tudo.—  Papai pode comer minha parte. Não estou com fome — disse Willow.— Obrigado, minha pequenininha — agradeceu Raynor.Elizabeth emocionou-se ao ver-lhe a expressão amo­rosa, mas disfarçou. Orgulhoso, ele costumava escon­der os sentimentos.— Aqui está muito quente. E melhor irmos andando — sugeriu ela.Os três seguiram pela trilha, Raynor puxando a mon­taria pelas rédeas. O cricrilar dos grilos tinha, curiosa­mente, um efeito sedativo.Quase como uma família, pensou Elizabeth.Censurou-se. Permitia-se fantasiar ir longe demais e isso só poderia lhe provocar desilusões mais tarde. O melhor era se contentar com o que Raynor estava disposto a dar.Foi um alívio quando alcançaram a sombra das ár­vores na margem do rio. Sob a copa dos carvalhos e das nogueiras, Elizabeth sentiu-se como se entrasse num novo mundo. Além da temperatura amena, a tranquili­dade era absoluta. O rio de águas claras não alcançava grande profundidade. Era fácil entender por que as pes­soas gostavam de vir até ali para pescar e nadar.Ao pôr a filha no chão e conversar com ela, Raynor não prestava muita atenção a Elizabeth e ela sentiu uma ponta de solidão. Na atitude carinhosa, ficava evidente o amor dele por Louisa. O que seria ser amada com tal intensidade?, conjeturou Elizabeth. Não podia imaginar que tal viesse a lhe acontecer.Ciente de ser inútil refletir sobre isso, estendeu a toalha no chão e começou a tirar os alimentos da cesta. Viu pai e filha tomarem o caminho do rio, natural­mente, esquecidos de sua presença. Precisou conter as lágrimas. Não devia lamuriar-se e sim ficar contente com o bom relacionamento entre Raynor e Willow.De repente, sentiu a mãozinha da menina no braço.—  Beth, posso molhar os pés no rio? Papai disse que eu precisava pedir primeiro para você.Elizabeth ergueu a cabeça e deparou-se com o rosto sorridente do marido. Nunca o tinha visto com expres­são tão relaxada. Sentiu-se mais solitária ainda.— Pode, meu bem, mas não se afaste da margem. Ouvi dizer que, no meio, o rio fica fundo.— Por que você não vem conosco? Assim impedirá que Willow corra perigo— sugeriu Raynor.— Ora, vocês não precisam de mim. Basta você para tomar conta da menina.Raynor estendeu-lhe a mão.— Venha. Não é só por causa de Willow. Eu também preciso de você. Quero gozar sua companhia.

Raynor passou a primeira parte da manhã exercitan­do o manejo da espada com o irmão. Ambos eram ex­celentes espadachins. Embora ele encontrasse grande satisfação nisso, estava achando difícil se concentrar.Havia deixado a cama de Elizabeth ao raiar do dia e, sob a luminosidade suave, admirara sua beleza. Com os cabelos negros espalhados à volta do rosto alvo, ela estava mais linda do que nunca.Lembrou-se de seu corpo macio aconchegado ao dele. Em seus vinte e sete anos de vida, mulher algu­ma chegara a significar tanto para ele. Mais do que a atração física poderia explicar, embora a desejasse ardentemente.Gostaria de deitar-se a seu lado sem preocupações. Ansiava por estreitá-la entre os braços todas as noites como na última. Queria ter filhos com ela e vê-los crescer sob seus cuidados firmes e meigos.Seria isso amor?Não tinha certeza, mas, se não fosse, certamente parecia.Tarde demais desviou para baixo um golpe da espada de Bronic, mas foi atingido no quadril.Como houvesse virado a arma para o lado achatado, Bronic sabia não ter cortado o irmão. Mas ficou sur­preso por tê-lo atingido. Poucos homens de Warwicke podiam vencer Raynor na espada. Apesar do tamanho, ele era ágil e rápido. Atirou a arma no chão e, com ar carrancudo, perguntou:— O que está acontecendo, Raynor? Até Arthur teria escapado desse golpe.— Tem razão. Não sei o que há comigo.— Você pode não saber, mano, mas não é segredo para ninguém.Sob o bronzeado da pele, Raynor enrubesceu.— É mesmo? — resmungou.— Pare de lutar contra isso, Raynor. Você a ama. Elizabeth é uma boa mulher e, se você prestar atenção, verá que ela se parece tanto com nossa mãe quanto o vinho com a água. Ela é linda, inteligente e animada. Já está na hora de você abrir os olhos e ver que ela merece seu amor e sua confiança.Raynor o ouviu calado. Como explicar a Bronic que ele ansiava por confiar e acreditar em Elizabeth?— É mais fácil falar do que fazer. Vejo sua bondade, sinto o prazer de sua companhia, mas, quanto mais a quero, mais medo tenho de uma traição. Já cansei de me recriminar por compará-la a nossa mãe. Não posso simplesmente dizer que vou confiar nela. Seria da boca para fora.Consternado, Bronic sacudiu a cabeça.— Pode, sim, mano. É só querer.Seria assim tão fácil?, indagou-se Raynor. Poderia ele afastar o medo de ser manipulado como o pai o fora? Elizabeth, se quisesse, faria isso sem grande es­forço, pois havia se transformado no centro de cada pensamento seu.

Classificação:







2 comentários:

Alexis Leehlan disse...

OMG!!!
Eu quero ele!!!!!
Sempre tive curiosidade sobre esse livro, mas ficava com medod e não gostar, então ressiti bravamente, mas agora... moicinho carente? Own.. eu querooooo

Nathal Sant disse...

Oi Lu,
gostei muito da resenha. Eu tb sou cismada com históricos, mas creio que vou buscar esse para ler depois. Ando super ocupada, quase não li esse mês. Tem resenha nova lá no blog, passa lá depois.
Beijos.
Nathal Sant
http://mromances.blogspot.com

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