segunda-feira, 15 de abril de 2013

Desejo de Vingança - Lynne Graham

Título Original:
Roccanti´s Marriage Revenge
Copyright © 2012 by Lynne Graham

Protagonistas:

Vitale Roccanti e Zara Blake


Sinopse:


O plano de Vitale Roccanti era simples: seduzir a filha para atingir o pai. O que poderia dar errado? No entanto, a manchete que anunciava o sucesso de seu plano não proporcionava sequer metade da satisfação que tivera ao tocar Zara, muito embora a reputação dela estivesse destruída!


Resenha:

Primeiro livro da série "Casamentos Ordenados" da Lynne. E eu, sinceramente, tenho que dizer que esperava mais. Achei fraco. Não sei, achei fraco, para um livro da Lynne. Imaginem, que me vi contando as páginas, antes de chegar na 50. Achei a história meio boba, um mocinho meio perdido. Sustentou durante anos, um ódio quando ele nem procurou realmente saber o que houve. Não que o pai dela não merecesse qualquer tipo de ódio, pois era um agressor de mulheres, mas em relação ao problema com o mocinho, ele fez o que acho que a maioria de nós faria. Salvou a própria pele. Achei meio covarde da parte dele usar a mocinha, numa vingança, quando ele nem sabia na verdade o que tinha acontecido realmente. Um dos pontos positivos do livro, foi que eu realmente gostei da mocinha. Achei a Zara bem decidida, apesar de não saber, no lugar dela, se o teria aceitado tão facilmente, depois de ele ter confessado tudo o que faz na maior cara de pau. A notícia boa, foi que depois que eles se casaram, o livro começou a melhorar consideravelmente. Não foi um 5 estrelas, mas conseguiu chegar a 3, na minha classificação. Espero que os próximos sejam melhores.

Zara é uma socialite, filha de um milionário cruel, a quem Vitale odeia de todo o coração, pois o considera responsável pela morte de sua irmã. Zara está prestes a se casar. Um casamento desejado por seu pai, pois ajudaria no fortalecimento de seus negócios. Vitale não queria que isso acontecese, então decide seduzir Zara e expô-la para que o casamento não ocorra. Créditos para a Zara, porque a achei uma mocinha de personalidade.


Pontos Altos:


Era o fim da tarde seguinte quando Vitale retornou ao Palazzo. Usando um vestido branco simples, Zara estava arrumando um maço de lavandas em um grande vaso de cristal no hall. Ele entrou e parou de repente, os olhos escuros brilhando ao ver a silhueta pequena, percebendo rapidamente o olhar de problema que ela deu. A gravidez se tornava evidente agora, uma barriga firme que fazia o vestido parecer um sino sobre as bonitas pernas dela.
— Você pode gritar se quiser — disse Zara sem rodeios.
Uma sobrancelha escura se ergueu.
— Por que eu gritaria?
— Fui ver sua mãe. Assumi que você já saberia.
— Sim. Paola me telefonou assim que você saiu da Villa — Vitale confidenciou com um sorrisinho. — Ela gostou muito de você e acredita que me dei muito bem, o que eu já sabia...
— Mas fui sem você saber deliberadamente — Zara comentou se sentindo culpada. — Eu precisava saber aonde você ia às noites de sexta-feira e com quem você estava.
— Foi um inferno não contar a você, mas eu não queria assustar Paola forçando o assunto. Precisei de muita persuasão para convencê-la a ir morar na Villa. Ela tem medo de estragar nossa vida e de nos envergonhar...
— Somos assim fáceis de envergonhar?
— Eu não sou, se você não for. — A boca dele ficou tensa. — Eu perdi trinta anos da vida dela para as drogas e ela fez um esforço enorme para superar seus problemas. Acredito que ela merece um recomeço.


— O que eu tenho a ver com isso? — Zara perguntou com uma careta.
— Eu costumava ver tudo em branco e preto. As pessoas, no entanto, raramente são boas ou más, geralmente são uma mistura dos dois e todos cometemos erros. Afinal, eu cometi um grande erro usando você para me vingar do seu pai — Vitale voluntariou chateado. — Aquilo foi errado.
— Nunca pensei que o ouviria admitir isso. — Zara deitou na cama e olhou para ele com expectativa. — Quando você concluiu isso?
Vitale olhou para ela se divertindo.
— Houve várias dicas importantes desde que a conheci, angelina mia. Que tal quando descobri que você poderia me tomar por completo em um fim de semana quando eu já havia destruído minhas chances com você? Que tal quando você descobriu que estava grávida e disse que me odiava e não confiava em mim? Ou mesmo quando você precisou criar uma regra ridícula de casamento em fase de teste por três meses? Você acha que sou tão tolo que não aprendi com estas situações?
— Nunca nem passou pela minha cabeça que você era tolo...
— Mas no que tocava reconhecer e entender minhas emoções — Vitale a interrompeu, desatando e jogando longe sua gravata. — Quando eu era uma criança era mais seguro esmagar minhas emoções e seguir sem elas porque sentir qualquer coisa fazia com que eu me sentisse mais vulnerável.
— Posso entender isso — Zara concedeu, pegando a gravata do chão e olhando feio para ele.
— Então, sou desorganizado — ele comentou fazendo um floreio com a mão, entretido com sua explicação. — Como adulto eu não reconhecia minhas emoções pelo que eram, da mesma forma que não reconheci o que sentia pela minha mãe até quase ser tarde demais para conhecê-la. Quando o padre que trabalhava com Paola na reabilitação, veio me ver este ano você estava na minha vida e eu estava mais disposto a acreditar que não sabia de tudo e ouvir o que ele tinha a me dizer.
— Ainda não entendi minha parte — ela admitiu, colocando a gravata nas costas de uma cadeira, de uma forma que ela esperava que ele aprendesse a copiar.
— Bem, quando me apaixonei por você abri as portas para todo o resto! — ele comentou em tom de brincadeira. — Quer dizer, eu até aprendi a gostar um pouco de Flufíy agora. Partir de amar você para daí tentar entender as necessidades de minha mãe em reparar seus erros e ser perdoada não foi tão difícil...
Zara piscou e o encarou sem acreditar, os olhos arregalados.
— Você se apaixonou por mim... Quando?
Um sorriso sedutor se abriu em sua boca esculpida quando ele percebeu que ela havia ficado surpresa.
— Oh, acho que foi no primeiro fim de semana quando eu fingia ser o grande sedutor malvado. Na verdade, como percebi mais tarde, eu mesmo montei minha armadilha. Não sabia que estava apaixonado naquele momento, sentia apenas que você havia dominado meu cérebro porque não conseguia tirar você da minha cabeça, nem manter distância.
— E quando você decidiu que isso era amor?
— Lenta, dolorosamente... — Vitale disse enfático, com expressão séria. — Quando estou com você me sinto feliz e seguro. Quando estou longe e a caminho de casa me sinto em êxtase. Tudo faz mais sentido quando você está comigo. Amar você me ensinou a relaxar, exceto quando me preocupo com você. 


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