terça-feira, 30 de abril de 2013

Maratona de Banca 2013 - Abril: Aposta no Amor - Candace Camp

Maratona de Banca 2013 - Abril

Tema: Candace Camp
Livro: Aposta no Amor

Escolhi esse livro, por indicação da minha amiga Renata Cristina, do blog "As Leituras da Pin-Up", que há anos vem me perturbado para ler a série "As Casamenteiras" ou "Os Cupidos" da Candace, que ela ama de paixão! Eu também gostei bastante! Já estou ansiosa pelo livro do duque! Obrigada pela indicação, amiga!

Título Original:
The Wedding Wager
Copyright © 2007 by Candace Camp

Protagonistas:
Dominic FitzAlan e Constance Woodley

Sinopse:


Num mundo em que o amor sempre fora um jogo, eles estavam determinados a vencer!

Sem dote e já não mais no desabrochar da juventude, a Srta. Constance Woodley perguntava-se por que um dos luminares da sociedade de Londres se interessara por alguém como ela. Mas, com a ajuda de sua benfeitora, ela foi transformada em uma donzela cativante, o que chamou ainda mais a atenção de Dominic, lorde Leighton, um homem bonito e charmoso, mas que evitava o casamento a todo custo.
Diante do olhar chocado de toda a sociedade, uma desconhecida e um rebelde mostrariam que, mesmo no cruel mercado do casamento, quando o amor está em jogo todas às apostas estão encerradas...


Resenha:

Eu não costumo ler muitos romances históricos, mas a "Maratona de Banca" está fazendo eu me aprofundar nesse tema. Estou adorando, apesar de ainda preferir os conteporâneos. Eu já havia lido uns romances da Candace e tinha achado a leitura um pouco cansativa. Sinceramente, isso não mudou. Achei que as coisas demoraram um pouco para acontecer, mas bem, aconteceram! E foi tão fofo! Daí, já fez valer muito a pena! Gente, eu adorei o Dominic desde a primeira "cena" em que ele aparece no livro! Sério! Depois, com descrição, loiro, olhos azuis, que me lembrou meu muso divino, com foto na coluna ao lado, gostei ainda mais! hahahahaha.. Claro q idealizei ele assim! Também adoreiii a Constance, apesar de querer voar no pescoço dela. Gostei do fato de ela ser despojada, um tanto a frente do seu tempo e não ter se limitado aos preconceitos, mas devo confessar que minha favorita, foi mesmo a Francesca, e confesso que já espero ler o livro dela ansiosamente! Dei três estrelinhas!

Constance vai para a temporada social em Londres, como dama de companhia de suas primas, em idade de se casar. Ela, com o encargo de ter que cuidar de seu pai doente, perdeu a sua época e é considerada vlha de mais para ser uma pretendente em potencial. Num dos bailes da temporada, seu caminho de cruza com o de Francesca, a Lady Haughston, e de Duque de Rochford, que fazem uma aposta, sobre a habilidade de Francesca como casamenteira, escolhendo Constance como sua presa, por assim dizer. Constance, é claro, não acredita que que Lady Haughston consiga o milagre de lhe conseguir um marido, mas decide entrar a brincadeira para desfrutar de uma temporada social como deveria ter feito anos atrás. O que Francesca não imaginava era que Constance conquistaria o coração de seu próprio irmão, Lorde Leighton. Créditos para Francesca!


Pontos Altos:

— Que mulher desagradável. Com o modo como sai por aí tentando casá-las, ela está garantindo o destino de solteironas das filhas. Ela não só é terrivelmente desgraciosa no modo como as impõe às pessoas, mas suas expectativas em muito su­peram as possibilidades das moças.
— Pelo que soube, milady é especialista em tais assuntos — Rochford disse, em um tom ligeiramente provocador.
Erguendo as sobrancelhas, Francesca o fitou.
— É mesmo?
— Ah, sim. Eu soube que milady é a pessoa a se consultar em se tratando do mercado casamenteiro. Cabe a pergunta se a própria milady não voltou a constar das listas.
Francesca soltou-lhe o braço e virou-se, voltando a admirar a multidão lá embaixo.
— Estou satisfeita com a minha condição de viúva, Exce­lência.
— Excelência? — ele repetiu, de modo zombeteiro. — Após tantos anos? Percebo que, mais uma vez, eu a ofendi. Receio ser algo que eu tenha a tendência de fazer.
— É verdade, parece ter muito talento para fazê-lo — Fran­cesca retrucou, alegremente. — Mas não me ofendeu. Contu­do, não posso deixar de me perguntar... Está pedindo a minha ajuda?
Ele deixou escapar uma risada.
— Na verdade, não. Estou apenas puxando conversa.
Francesca virou-se para estudar o rosto do duque. Ela perguntou-se por que ele havia tocado no assunto. Será que havia rumores de seus esforços como casamenteira? Ao longo dos últimos anos, ela havia auxiliado mais de um pai ou mãe ansiosos em conseguir um casamento bem-sucedido para a filha. Sempre houvera um agrado de gratidão dos pais, é cla­ro, após Francesca ter tomado a filha sob seus cuidados e a guiado através das correntezas traiçoeiras das águas da socie­dade até os braços do marido certo. Contudo, tais agrados sempre haviam sido tratados com o máximo de discrição por ambas as partes, e Francesca não sabiam como notícias de que um determinado centro de mesa de prata ou um anel de rubi haviam ido parar em uma loja de penhores poderiam ter se espalhado.
Rochford fitou-a de volta e Francesca viu o brilho de curio­sidade em seus olhos. Ela rapidamente disse:
—- Sem dúvida considera tal talento de pouca importância.
— Na verdade, não. Já conheci mães implacáveis, determi­nadas a tornar as filhas duquesas, para depois conseguirem, fa­cilmente, um bom casamento.
— Para falar a verdade, é assustadora a quantidade dessas mães que abordam a questão justamente da maneira errada — Francesca comentou. — Não é só lady Cuttersleigh. Olhe só para aquelas moças.
Ela apontou com a cabeça na direção do pequeno grupo abaixo deles, postado ao lado de um vaso contendo uma pal­meira. Uma mulher de meia-idade, vestida toda de roxo, ao lado de duas jovens, ambas claramente suas filhas, dada a infeliz semelhança física.
— Invariavelmente, mulheres que não fazem idéia de como se vestir bem insistem em escolher as roupas das filhas — Fran­cesca comentou. — Olhe como ela as fez usar cor de alfazema, um tom mais infantil da cor que ela própria está usando, e, com a pele delas, qualquer tonalidade de roxo é um desastre, pois as faz parecerem ainda mais pálidas. Além do mais, o modo como estão vestidas é exagerado. Tudo que se pode ver são tufos, laçarotes e uma explosão de renda. E observe como ela fala sem parar, jamais dando as jovens à oportunidade de dizer alguma coisa.
— Estou vendo — Rochford respondeu. Mas, com certeza, este é um exemplo extremo. Não consigo imaginar que haja muita esperança para elas, mesmo sem a mãe dominadora.
Francesca deixou escapar um ruído afrontoso.
— Eu poderia fazê-lo.
— Ora, vamos, minha cara...
O divertimento reluzia nos olhos escuros do duque. Francesca ergueu uma das sobrancelhas.
— Está duvidando?
— Eu me curvo ante a sua perita sabedoria — ele disse um ligeiro sorriso se esboçando na sua boca. — Contudo, nem mesmo milady poderia debutar com sucesso algumas moças.
O tom zombeteiro do duque feriu os brios de Francesca. Sem parar para pensar, ela disse:
— Eu poderia. Poderia pegar qualquer moça aqui e fazê-la ficar noiva antes do final da temporada.
De um modo decididamente irritante, ele conteve o sorriso e disse com tranqüilidade:
— Quer apostar nisso?



***


Constance pegou um castiçal da mesinha de cabeceira e acendeu a vela usando a chama de seu lampião a óleo. Depois, abriu a porta e espiou lá fora no corredor, que estava escuro e com todas as portas fechadas. Não escutou nenhuma voz. Apa­rentemente, enquanto fazia as malas, todo mundo havia ido para a cama.
Silenciosamente, com uma das mãos protegendo a chama da vela das correntes de ar, ela deslizou corredor abaixo. Detendo-se diante da porta de Dominic, Constance olhou atenta­mente para os dois lados do corredor. Pensou em bater à porta, mas achou mais seguro girar a maçaneta e entrar. Poderia ser um tanto rude, contudo, pensou com um sorriso se esboçando em seus lábios, ela pretendia rapidamente persuadi-lo a não li­gar para a falta de cortesia.
Virando silenciosamente a maçaneta, ela abriu a porta e en­trou, fechando-a logo em seguida.
— Que diabos? — Dominic estava de pé ao lado da cama, e, ao som de sua entrada, virou-se na direção da porta. Ao vê-la, ele relaxou, descerrando as mãos. — Constance... o que está fazendo aqui?
Ele já havia começado a se despir, e estava usando apenas as calças de algodão, o torso nu e os pés descalços. Ao vê-lo daque­le jeito, Constance sentiu o familiar calor se acumulando em seu íntimo.
— Eu queria vê-lo — ela disse, baixinho, pousando o casti­çal na cômoda ao lado da porta.
— Você não deveria estar aqui. Alguém poderia vê-la.
— Prefere que eu vá embora?
Sua mão foi até a faixa do roupão, e, com uma ousadia de que jamais teria se achado capaz, soltou-a com um puxão, e, com um dar de ombros, tirou o robe, deixando que ele lhe des­lizasse pelos braços até cair no chão.
Os olhos de Dominic acompanharam o percurso do rou­pão; depois, retornaram ao rosto de Constance. Mesmo sob a luz fraca do aposento, ela podia enxergar o desejo estampado em seu rosto.
— Não — ele respondeu, em um tom de voz baixo que vi­brava de voracidade. — Não quero que vá embora.



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