domingo, 17 de julho de 2011

Avassaladora Vingança - Kate Walker

Título Original:
Cordero´s Forced Bride
Copyright © 2009 by Kate Walker

Protagonistas:
Santos Cordero e Alexa Montague

Sinopse:


Ela seria a vingança perfeita...

Alexa Montague está à beira da loucura. Afinal, ela foi obrigada a cancelar o casamento de sua irmã, e agora o arrogante noivo, Santos Cordero, exige que ela assuma o lugar da noiva fugitiva!

Os Montague roubaram não apenas sua fortuna, mas também uma noiva... Mesmo incapaz de amar Alexa, seu corpo arde por ela como por nenhuma outra mulher. Por isso, e ele a manterá cativa... até ela se render a seus desejos...



Resenha:

Ah.. eu achei esse livro muito parado. Para se ter uma ideia, ele só teve três cenários. TRÊS! Durante todo o livro. A Igreja, a casa do Santos e a casa da Alexa. Afffffffff.. Como diz a Valéria do Zorra Total: Minha Nossa Senhora do Chuveiro Elétrico! Dai-me resistência, Janete! Não aguentei! A história tinha um potencial absurdo e tudo se resumiu a irmã abandona Santos no altar, Alexa enrola 50 páginas para dar essa notícia, mais 50 páginas até eles transarem, na mesma noite em que ele deveria se casar com a irmã e mais 50 páginas para ela descobrir que o ama, que o pai dela cometeu um desfalque e ele descobrir que a ama. E é isso! Minha gente! É só isso! Tá certo, que eu achei fofo ele viajar da Espanha a Yorkshire na Inglaterra atrás dela, com a desculpa de que queria devolver um par de sandálias, mas mesmo assim. Eles poderiam ter saído para jantar, pelo menos. Mas nada! Atração explosiva e cama. E só. Vou dar um REGULAR, só por causa da história das sandálias!

Ponto Alto:


Se Santos tivesse contado isso a ela no dia do casamen­to, Alexa teria refutado de forma agressiva. Agora já não se dava ao luxo de duvidar dele.
E isso a forçou a repensar o que Natalie dissera.
Natalie nunca lhe contara a verdade. Nunca admitira que, em parte, amava a idéia de ser noiva de Santos, ter di­nheiro e ser célebre, gostar do excitante estilo de vida e de estar sempre em todas as revistas. Mas conhecer o homem da sua vida a fez esquecer tudo e perceber que precisava de muito mais — emocionalmente — se fosse se comprometer com o casamento.
— Natalie sabia que eu queria herdeiros para minha fortuna, e que ser relacionado à família Montague abriria portas na sociedade que o dinheiro não abre. E ela queria manter o nível de vida que sempre teve. Então, sugeriu um plano que traria benefícios mútuos.
E o fato de não estar apaixonado — acreditando ser in­capaz de amar — fez com que Santos visse nessa proposta a resposta perfeita para tudo o que queria.
— Eu teria sido bom para ela, Alexa. Natalie não sentiria falta de nada. E, é claro, tendo ela como minha esposa, nun­ca processaria meu sogro. Mas eu o teria perto o suficiente para controlá-lo.
— Não processá-lo, isso era parte da barganha? Alexa podia ler a resposta no rosto de Santos, mas preci­sava escutar uma confirmação.
— Nem sei o quanto Natalie sabia da real situação de seu pai. Ela sabia que ele estava com problemas financei­ros, mas duvido que soubesse como aconteceu.
— Mas no fim isso não foi o suficiente para Natalie. Não depois de conhecer John.
— É, ela me surpreendeu — Santos admitiu. — Esse novo homem deve ser especial.
Por um instante Alexa pensou que Santos pudesse ser capaz de utilizar a palavra "amor" como a coisa que sua irmã quisesse mais do que dinheiro. Mas ela sabia que iria se desapontar.
— Mas deixou-me com um problema: seu pai ainda me devia dinheiro.
— E, então, você decidiu, a sangue-frio, que eu poderia substituí-la, certo? — Alexa o questionou.
— Não, Alexa. Isso nunca. Não consegue ver que tudo o que faço para você não é a sangue-frio. A verdade é quase o contrário. Você me esquenta a ponto de eu não conseguir pensar com clareza. Você me leva à loucura.
Agora Alexa realmente precisava sentar-se. Suas pernas estavam bambas, prestes a não agüentar seu peso.
— Que tipo de loucura?
— Coisas que nunca imaginei serem possíveis. Atos como vir até aqui para devolver um par de sapatos que eu odiava por ter machucado seus pés.
— Você disse que veio aqui para me buscar. — A voz de Alexa falhou, num misto de riso e choro.
— E vim. Não conseguia tirar você da cabeça. Queria tanto você que não conseguia ficar longe. E sabia que você também me queria. E, é claro, isso solucionava também o problema de seu pai...
— É claro.

***

— Não! — ela finalmente conseguiu falar, sua voz fa­lhando, angustiada. — A noite passada foi... foi divertida. Gostei, sim. Mas casamento não é só isso.
— Foi mais do que divertido.
Santos tinha a respiração ofegante e os olhos, opacos.
— É o que quero de um casamento. E quero mais disso — Santos completou.
E Alexa admitiu o mesmo para si. Então, por que reagia daquela forma? Por que deveria se negar esse prazer, já que era o que tanto queria?
— Também quero mais — ela confirmou, e o observou reagir como se não acreditasse, os olhos brilhando com a surpresa.
Alexa sobressaltou-se por ter tido coragem de arriscar-se tanto; de jogar com tudo que tinha. Afinal de contas, o que tinha a perder? Não havia nada mais que pudesse ser tirado dela. Agora, era tudo ou nada.
— Estou preparada para dividir minha cama com você, na verdade gostaria disso, mas não vou me casar.
Tudo ou nada! Mas ela soube que havia perdido assim que viu a expressão de Santos, fechando-se como se rejei­tasse o que Alexa dissera.
— É casamento ou nada! — Santos devolveu, num frio e duro desafio.
— Por que insiste tanto em se casar?
E por que ela não parava de fazer tantas perguntas? Por que continuava se abrindo à dor que sabia que ele poderia infligir com apenas uma palavra ou um olhar?
— Você sabe por quê. Quero filhos, herdeiros. E quero você.
Pelo menos Santos não a relembrara do quanto era im­portante o status que o sobrenome Montague traria para ele.
Não que isso pudesse fazê-la sentir-se pior, Alexa nunca pensara que um coração pudesse se quebrar. Mas, agora sentia o próprio estraçalhar-se em mil pedaços.
— O que mais você quer? — ele perguntou, de forma ríspida. — Não peça nada que eu não possa lhe dar.
— Casamento ou nada? — ela repetiu, numa voz baixa e triste, sabendo que não havia alternativa. Pelo menos a dor era tão grande que fez suas lágrimas secarem. Caso contrá­rio, Alexa não teria conseguido segurá-las. — Então, sinto muito, mas a resposta é nada.
Se Santos concordasse, ela desmoronaria. Alexa poderia lutar contra si mesma ou contra Santos, mas não poderia suportar as duas coisas ao mesmo tempo.
Mas Santos nem tentou persuadi-la do contrário. Em vez disso, a olhou de forma profunda, virou-se e saiu si­lenciosamente da cozinha. Paralisada pelo choque, Ale­xa escutou os passos de Santos subindo as escadas, indo em busca de seus sapatos e descendo, momentos depois. Logo em seguida Santos pegou o casaco que estava pen­durado no hall de entrada e se direcionou para a porta da casa, sem dizer uma palavra.
Olhe para mim, só mais uma vez, era o que Alexa supli­cava em pensamento, e logo se contradizia, rezando para que ele não olhasse para trás, sabendo que seria demais suportar vê-lo tão determinado em partir, para nunca mais amá-la.
— Adios — Santos disse por cima do ombro enquanto abria a porta. — Adeus, Alexa.
Adeus. Ela respondeu para dentro, sem conseguir pro­nunciar a palavra. Adeus, meu amor.
Lágrimas embaçavam sua visão, e Alexa piscou com força, na tentativa de limpar sua visão e olhá-lo pela última vez. Ela observou a figura alta e imponente de Santos sair pela porta em direção ao frio ar matinal.
E, então, se chocou ao vê-lo hesitar, parar.
— Nolo puedo — ele disse. —Não posso...
— Você...
Por alguns longos momentos Alexa lutou para tentar di­zer alguma coisa.
— Você não pode... o quê?
Aos poucos ele se virou na direção de Alexa e ela mal conseguia reconhecer seu rosto, o olhar estava escurecido.
— Não me peça para partir. Não consigo.

Classificação:


Um comentário:

Mireliinha disse...

Ixi, nem me deixou com vontade :(

:*
Mi
Inteiramente Diva

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...