domingo, 11 de setembro de 2011

Sintonia de Amor - Sarah Morgan

Título Original:
One Night... Nine Month Scandal
Copyright © 2010 by Sarah Morgan

Protagonistas:
Alekos Zagorakis e Kelly Jenkins

Sinopse:


Ela vendeu o diamante Zagorakis... mas ele a comprará para si!

Uma lustrosa Ferrari no tranqüilo vilarejo inglês de Little Molting era motivo para rebuliço. Mas para Kelly só significava uma coisa. Seu ex, Alekos Zagorakis, tinha voltado para sua vida do mesmo modo que havia saído: do jeito que ele queria. Quatro anos antes, Kelly tivera sua maior decepção quando percebeu, segurando o buquê, que seu noivo não a esperava no altar. Mas agora ele estava determinado a exigir o que era seu por direito... inclusive uma noite com Kelly!


Resenha:

Se eu tivesse conseguido abstrair que ele a abandonou no altar, eu diria que o livro era até bem legal, mas o fato é, que eu não consegui! Não consegui ignorar que o Alekos, abandona a Kelly, literamente, no altar. E pior, por um motivo tão banal. Imagina você ficar plantada no altar, porque o seu noivo, na manhã do casamento descobre que você quer ter quatro filhos??? Nossa! Não consegui engolir isso! Não mesmo! Meu Deus!!! Cadê a consideração?! Quando você pede alguém em casamento, supõe-se que você, se não ama, pelo menos, sente algo muito especial por aquela pessoa e não vai querer colocá-la numa situação assim. Você vai pensar na humilhação que ela vai passar perante todos e tudo mais. Isso, sem falar na mídia, se você é um renomado empresário. Mas não, Alekos não pensa em nada disso. Ele simplesmente não aparece, e mais: Não aparece por 4 anos inteirinhos. Só decide procurá-la porque descobre que ela está vendendo o anel que ele lhe deu no e-bay. Aí, pronto! Ele a vê e decide que a quer novamente. E o que a pateta faz? Corre atrás dele o livro todo. A Kelly para mim, foi um paradoxo de sensações, já que adoreeeeeei a personalidade dela, de dizer o que pensa, o fato de ela se professora e ser desorganizada - como eu -, isso me encantou nela. Mas, ao mesmo tempo, me dava vontade de dar uns tapas nela, porque ela perdoa o Alekos sem mais nem menos e pior, depois, ainda se desculpa com ele por ter aceitado se casar com ele sem eles se conheceram direito! Ele a abandona no altar e ela é que se desculpa. É muito para mim. Também não gostei da insegurança dela, o tempo inteiro com medo de ele abandoná-la de novo e de não querer o bebê e de querer que ele mandasse ela passar o anel para o lado esquerdo. Ficou uma coisa quase obsessiva. Eu dei três estrelinhas, porque se ele não a tivesse abandonado no altar, eu gostaria muito dele, principalmente porque eu achei a declaração dele no final do livro, fofa. hahahaha.. Créditos para Vivien. Ah.. e me pareceu que tem ou vai ter um livro sobre Vivien e Dimitri. Vou procurar.

Pontos Altos:

Alekos tirou o paletó e o jogou nos pés da cama.
— Combinamos que eu deveria dizer tudo que estava pensando, então vim lhe dizer isto.
— Isso foi antes, e...
— Vai me deixar falar ou quer que eu a silencie da maneira que mais gosto?'— Seu olhar a fez ficar imóvel, com a colcha puxada até o queixo como se fosse uma armadura.
— Não quero que me toque. Diga o que quer e saia daqui. Meu vôo está marcado para as 10 horas.
— Ontem à noite, no restaurante, você me acusou de negar a existência do bebê. Mas não era isso que eu estava fazendo.
Kelly não deu importância.
— Bem, era assim que parecia para mim e, se você veio até aqui pedir desculpa, perdeu seu tempo.
— Kelly, você sabe que sou um homem reservado. Não acho fácil me abrir com as pessoas, eu não sou assim. Sei que nosso relacionamento está num impasse delicado, acha mesmo que eu ia me arriscar anunciando sua gravidez para um bando gente estranha? Era isso mesmo que queria que eu fizesse?
Kelly se sentou ereta na cama, zangada demais para considerar um diferente ponto de vista.
— Você negou o bebê desde o momento em que lhe contei que estava grávida. Sei bem que você não queria isso. Sei que talvez seja a pior coisa do mundo para você, e se enganando ao fingir que não. Você está só esperando que nossa química acabe resolvendo tudo.
— Não é assim que estou pensando. E é verdade que vê-la grávida foi muito difícil para mim, não estou negando isso. — Sou voz estava cada vez mais grave e seu sotaque ainda mais acentuado. — E provavelmente não soube lidar com este assunto como devia, mas tenho tentado. Eu concordei prontamente em dormir em quartos separados como pediu porque achei que você tinha razão.
— Ah!
— Pois é. — Visivelmente tenso, Alekos retirou as abotoaduras e arregaçou as mangas da sua camisa. — Devo admitir que o sexo nos deixa aturdidos. Sei que a magoei no passado, mas estou determinado a não fazê-lo mais. Estou tentando fazer o que você pediu e respeitando os limites que impôs ao nosso relacionamento.
—É muito injusto de sua parte, de repente, começar a ser tão razoável só porque sabe que estou zangada — Kelly resmungou. — Não pense que isso vai mudar alguma coisa. Mesmo que esteja se comportando de forma razoável, na aparência, sei que no fundo está fingindo que toda esta história de bebê não está acontecendo.
— Pensei que nosso foco devia ser no relacionamento. Você me disse que não queria estar comigo apenas por causa do bebê, que as coisas precisavam ser feitas direito. Eu concordei. Comprei presentes para você porque queria agradá-la, mas você interpretou isso como se eu tivesse ignorando o bebê. Se tivesse comprado presentes para o bebê, você teria dito que eu estava tentando consertar as coisas só porque você estava grávida.
Kelly prendeu o cabelo atrás da orelha enquanto pensou nas palavras dele.
— Talvez — ela disse baixinho. — Está dizendo que estou sendo irracional?
— Não. Estou tentando lhe mostrar que não consigo acertar com você. Seja o que for que eu faça, serei mal interpretado, pois é isso que você está determinada a fazer. Você não confia em mim e não a culpo por isso. Seria estranho se confiasse. Sei que preciso conquistar sua confiança, e é o que estou tentando fazer.
— Você está distorcendo tudo para eu me sentir culpada. Nada disso explica o motivo de ter se comportado como um homem das cavernas na noite passada. Você quase bateu naquele sujeito. Sei que ele foi chato, mas isso não é desculpa. Odeio violência.
— Não gosto de ver um sujeito tentando se apropriar da minha mulher.
— Você é muito possessivo.
— Sou grego. E sou possessivo, sim. Não vou negar isso. Nem vou me desculpar. No dia que me vir sorrindo enquanto alguém tenta paquerá-la, pode estar certa de que nossa relação já morreu. Vou lutar por nosso relacionamento, agape mou, mesmo que isso signifique ofender seus princípios de não violência.
Kelly sentiu seu coração galopar, pois, inegavelmente, estava fascinada por aquela exibição de macho que demarcava seu território.
— Eu não estava flertando com outro homem. Eu nem estava desfrutando da sua companhia — ela reclamou e sentiu uma estranha fraqueza em seus membros ao ver seus músculos trabalhados e seu rosto sombreado pela barba por fazer. — Na verdade, ele era a pessoa mais chata que já se sentou perto de mim.
— Você estava rindo, nunca a vi tão alegre assim — ele disse com o olhar sério.
— Claro, você me disse que era um negócio importante. Imaginei que queria que eu fosse educada. E fiquei feliz porque, até aquele momento em que você perdeu completamente a cabeça, achei que estávamos fazendo tudo certo. Você estava agindo bem comigo, chegou a chamar a casa de nossa casa, e não minha casa, então achei que estávamos no caminho certo e...
— Nossa casa? — Alekos a cortou. Havia curiosidade em seus olhos e Kelly deu de ombros.
— Foi o que você disse, "nossa casa". Isso me fez sentir paz.
— Paz interior? Este é o mesmo sentimento que tem quando doa dinheiro para uma boa causa, não é? — Alekos parecia meio confuso e passou a mão pelos cabelos enquanto Kelly roía as unhas e se perguntava se era possível que duas pessoas tão diferentes pudessem um dia se entender.
— Parecia estar se referindo a nós como parceiros — ela murmurou, tentando explicar. — Um casal. Você falou nós. Sinceramente, achei que as coisas estavam indo bem, por isso eu estava feliz. E, quando estou feliz, eu costumo sorrir.
Alekos a estudou com cuidado, espantado com a declaração franca de Kelly.
—Achei que estivesse feliz por causa dele.
— Estava feliz por sua causa. Mas não fique muito convencido, porque não durou muito. Você foi desprezível naquele jantar. Na verdade, me sinto muito desvalorizada, já que me esforcei para agradá-lo só para ajudar você.

***

— Eu te amo, agape mou. Amo porque você é generosa, delicada, divertida e a mulher mais sensual que conheci. Amo o fato de você ter que se apoiar em mim para andar de salto alto; amo você por detestar os gomos da limonada; amo até sua mania de largar suas coisas pela casa. — Ele tirou uma mecha de cabelo de sua testa. — E amo o fato de você ter a coragem de ir embora se fosse para proteger nosso bebê. Mas não precisa fazer isso, Kelly. Nós vamos protegê-lo juntos.




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