sábado, 26 de novembro de 2011

Paixão do Passado - Melanie Milburne

Título Original:
Scandal: Unclaimed Love-Child
Copyright © 2010 by Melanie Milburne

Protagonistas:
Luca Sabbatini e Bronte Bennett

Sinopse:


Ele vai lutar por seus direitos de pai... de todas as maneiras!

O bilionário Luc Sabbatini estaria mentindo se dissesse que havia se esquecido da doce bailarina Bronte Bennett. Ele queria, mais do que tudo, recon­quistar sua antiga paixão. Ao reencontrá-la, porém, percebeu que muitas coisas haviam mudado: Bronte escondia um grande segredo, que talvez fosse mudar a vida de Luc para sempre!


Resenha:

Então... apesar das boas críticas que li sobre esse livro, de eu adorar cada vez mais os livros da Melanie, esse, eu achei meio fraquinho. Na verdade, a estória não é ruim, só não me cativou. Primeiro, ele a chantageia para que ela volte a sair com ele, mas depois não chantageia mais, acha que ela deve dar uma nova chance ao relacionamento deles porque quer. Não chantageia, mas praticamente a obriga  sair com ele de novo, quando não aceita um "não" como resposta. Ela disse com todas as letras que não tinha mais espaço para ele na vida dela e eu achei isso o máximo, porque o homem terminou com ela, mandando recado através de outra pessoa! Absurdo! Se não queria vê-la, mandasse um e-mail, uma carta, um telegrama! Sei lá! Não tem motivo nenhum no mundo que para mim, que justifique um homem mandar uma outra pessoa terminar um relacionamento dele! Isso me matou. Daí, eu já peguei uma implicância com ele e não consegui achar mais graça em nada que ele fez. Tudo bem que ele tinha uma doença e não queria que ela sofresse ou ficasse presa a ele, caso ele se tornasse um inválido, mas mesmo assim. Não me conformei. Da Bronte, até que eu gostei, poque apesar de apaixonada, ela até que dava umas boas respostas ao Luca. Outro absurdo, foi ele e a mãezinha dele acusar a Bronte de esconder a criança. Gente! O cara terminou com ela através de um lacaio, depois mudou os números de telefones e endereços eletrônicos para que ela pudesse entrar em contato com ele e ainda deixou avisado em casa que estava com uma nova namorada nos States! Como que ela "deveria" se esforçar mais para contar  sobre a gravidez para ele? Affffff! Então, como podem ver, este livro me irritou de diversas formas, por isso, dei um BOM, para não esculhambar de vez. Mas, fiquei ansiosa pelo próximo Sabbatini. Algo me diz, que vou gostar muito mais da história do Giorgio e da Maya!

Ponto Alto:



Luca observou as faces de Bronte corarem ainda mais. Parecia uma estudante tímida e nervosa, insegura apesar de todo seu talento. Ele pensou em todas as mulheres metidas com quem se relacionara no passado. Elas ha­viam usado sua aparência e sofisticação para conquistar sua atenção. Bronte, por outro lado, não fazia nada as­sim. Ela era uma raridade, como um diamante.
— Sinto muito, Luca, mas preciso ir — disse Bronte, levantando do sofá.
— Qual é a pressa? — perguntou Luca, levantando-se.
— Mamãe vai ficar preocupada comigo — disse en­quanto pegava sua bolsa. — Eu disse que ia sair apenas para uma bebida rápida.
— Bronte, você tem 25 anos. Bronte olhou de cara feia para ele.
— Minha mãe tem sido muito boa comigo. Ela tem me prestado apoio incondicional. Não tenho de dar sa­tisfação a ela, mas escolho fazer isso por respeito, por todos os sacrifícios que ela cometeu por mim.
— Claro que ela não vai se importar se você passar uma noite fora — disse ele, e então, depois de um instan­te de silêncio, acrescentou: — Ou está mais preocupada com o homem com quem tem saído?
Bronte fitou-o, desafiadora.
— E se estiver?
Luca sentiu uma pontada de ciúme como se tivesse sido atingido por um tsunami.
— Como ele se chama? — inquiriu em tom neutro. Bronte empinou o queixo delicado.
— Não preciso lhe dizer isso.
Bronte o estava provocando deliberadamente, exibin­do seu namorado como um toureiro brandindo a capa vermelha para o touro. Luca sentia tanta raiva que temeu quebrar a haste frágil da taça. Ele a pousou na mesa.
-— Está dormindo com ele? — perguntou Luca.
— Isso não é da sua conta.
Luca observou-a pegar a bolsa, que deslizara entre as almofadas do sofá. Bronte fechou a bolsa e se pôs a ca­minhar até a porta, dizendo por cima do ombro:
— Grata pela bebida, Luca. Adeus.
— Temos um encontro marcado para amanhã — ele a lembrou.
Bronte enrijeceu como se tivesse sido congelada da cabeça aos pés.
— Não poderei ir — disse ela, não se importando em se virar para encará-lo.
— Mas que droga, Bronte, só estou pedindo uma úni­ca noite— disse Luca com crescente frustração. — É pedir muito?
Então ela se virou, lentamente, olhos cintilando com fúria azul.
— Sim, Luca, é pedir muito. Você nunca me conce­deu uma única noite do seu tempo enquanto estivemos juntos.
Luca sentiu seu maxilar trincar como uma armadilha de aço. Falar demandou um esforço hercúleo.
— Então isso é vingança?
— Não, Luca — disse Bronte, abrindo a porta. — Isso é justiça.
E então fechou a porta na cara dele.

***

Luca só foi encontrar o celular uma hora depois da partida de Bronte. Caminhara de um lado para outro morrendo de raiva durante 30 minutos antes de parar para se servir de outra taça da quase intocada garrafa de champanhe.
Levou a garrafa e sua taça até o sofá onde Bronte estivera sentada antes. Tomou a primeira taça num só gole e então se serviu de outra, mal sentindo o sabor da bebida antes de engoli-la. Naquele momento, ele não se impor­tava nem um pouco se ficaria bêbado. Qualquer coisa seria melhor do que se sentir como estava agora.
         Xingou alto e afastou o cabelo que caía em sua fronte. Ele havia torcido para que a noite acabasse diferente, mas obviamente estivera iludindo a si mesmo. Estava evidente que Bronte o havia esquecido. Ele torcera para que ela ainda sentisse algo por ele. Fora uma esperança vã, talvez até arrogante; ainda assim, uma esperança.
Bronte levara muito tempo para admitir que o ama­va, mas quando finalmente o fizera, garantira ter. certeza absoluta disso. Luca também não demorara a descobrir que seu coração batia num ritmo diferente quando estava com Bronte, mas naquela época não tivera certeza de que teria um futuro para lhe oferecer. Assim, guardara seus sentimentos para si próprio. Luca sabia que ela fre­qüentemente o considerara emocionalmente frio. Costu­mara ser irritadiço e impaciente nos dias em que não es­tava passando bem, e jamais revelara o motivo a Bronte. Afinal, esse era seu fardo, sua cruz para carregar. Mas, felizmente, um peso do qual ele finalmente se livrara.
Luca estendeu a mão para se servir de mais uma taça de champanhe, quando alguma coisa dura pressionou sua coxa. Olhando para baixo, viu um finíssimo celular preto metido entre as almofadas.
Sorriu lentamente enquanto resgatava o aparelho. Era o mesmo modelo que o dele, só que o seu era o modelo mais recente. Luca moveu-o na mão, pressionando o bo­tão lateral. O aparelho imediatamente começou a zumbir com mensagens; uma a uma elas despontaram na tela. Era impossível não lê-las, ainda que sua consciência lhe dissesse que se tratava de uma invasão de privacidade.
Como foi?
Como ele é?
Contou a ele sobre você-sabe-quem?
Me liga!!!!! 
Luca correu a tela pelos outros ícones, mas seu dedo parou na galeria de fotos. Hesitou por uma fração de momento antes apertar o botão para abrir a galeria. Havia muitas fotos de uma menininha. Não tinha como deter­minar sua idade, mas julgou que fosse menos de um ano. Era pequena como uma boneca, com cabelo castanho escuro e grandes olhos azuis.
Luca sentiu um aperto no peito enquanto olhava mais algumas fotos. A menininha era uma miniatura de Bronte. Ainda usava fraldas; parecia estar aprendendo a andar. Luca sentiu uma dor aguda, como se um espeto de metal tivesse varado seu coração. Ele não estivera esperando por isso. Absolutamente não previra isso. Não era de ad­mirar que Bronte não quisesse mais nada com ele. Ela definitivamente seguira com sua vida.
Bronte tivera um bebê.
Uma filha, com outro homem.
O conhecimento era doloroso demais. A cavidade car­díaca de Luca estava apertada, subitamente pequena de­mais para acomodar seu órgão. Ele era incapaz de respi­rar sem sentir dor. Cada inalação parecia uma faca entre as costelas. Os pulmões pareciam a ponto de explodir.
Luca não era capaz de continuar olhando. Ele provavelmente arremessaria o telefone no chão, caso se depa­rasse com o pai da menina numa das fotografias. Não queria saber quem ele era ou como se parecia. Com toda certeza, era um sujeito suburbano e fortemente confiá­vel, que arrebatara o coração de Bronte ao lhe oferecer a segurança pela qual ela tanto ansiava. Luca não notara um anel de casamento no dedo de Bronte, mas hoje em dia era comum primeiro ter um filho com alguém, depois firmar o relacionamento. Ela dissera que morava com a mãe. Será que o pai de sua filha também morava com elas? Talvez por isso Bronte não quisera que ele a levasse de carro para casa. Dio, ele agonizava só de pensar em Bronte indo para casa, onde deitaria ao lado de outro homem. Neste exato momento ela poderia estar fazendo amor com o pai de sua filha, talvez concebendo mais outro filho com ele.
Dedos crispados de raiva no telefone celular, Luca recostou a cabeça nas almofadas do sofá. Ele fechou os olhos com força, quase dolorosamente, tentando blo­quear as imagens geradas por seu cérebro, pensando em como uns poucos meses haviam mudado tudo.
O celular começou a vibrar na mão de Luca.
Luca abriu os olhos e fitou a telinha.
— Alô — disse Luca, atendendo ao celular. Houve um breve momento de silêncio, marcado por respirações rápidas.
— Luca?
— Bronte, que gentileza sua ligar — disse Luca em voz rouca.
Mais um tenso momento de silêncio.
— Você está com o meu celular. — As palavras soa­ram duras, forçadas. — Deve ter caído da minha bolsa ou algo assim.
— Sim, deve ter sido isso. Quer vir pegá-lo ou devo levá-lo para nosso jantar amanhã?
— Eu...
— Ou posso levá-lo até sua casa agora — disse Luca.
— Não!
Luca tentou ignorar a dor que sentiu no coração.
—Não seria trabalho nenhum, Bronte. Onde você mora?
— Não quero que você venha aqui, Luca — disse ela.
— O namorado não vai gostar? — perguntou Luca. Desta vez o silêncio crepitou com tensão.
— Preciso do meu celular — disse Bronte. — Irei até ai pegá-lo agora... se não for incômodo. Quero dizer, se não for muito tarde nem nada assim.
Luca olhou seu relógio de pulso e sorriu.
— Estarei esperando por você.
Depois que Bronte desligou, Luca tamborilou os de­dos no celular pousado em seu colo e sentiu o sorriso desaparecer do rosto para ser substituído por uma ruga na testa.

Classificação:








2 comentários:

Pollyanna disse...

Menina, gostei D+ daqui!
Ainda não li esses Romances de banca (Água com açurca) rsrsrsrs. Mais pretendo ler viu! Parece muito Bom...
Gostei daqui, e estou Seguindo))))
Visite o meu: http://pollymomentos.blogspot.com/
Abraços...

ALEXIS disse...

Meme pra vc
http://oheroiideal.blogspot.com/2011/11/o-heroi-ideal.html
Bjus

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