sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Beijo Fatal - Julia James

Título Original:
Purchase for Revenge
Copyright © 2006 by Julia James

Protagonistas:

Alexei Constantin e Eve Hawkwood


Sinopse:


Vingança...
O poderoso magnata Alexei Constantin tem apenas uma coisa em mente: destruir o império Hawkwood!
Desejo...
Mas Alexei não percebe que acaba de compartilhar um beijo apaixonado com Eve Hawkwood, a linda filha de seu amargo rival!
Chantagem!
Alexei quer Eve. E vai propor uma noite juntos em troca de algo que ela deseja... Alexei vai pressioná-la para ver até que ponto ela pode chegar...
E se Eve provar que é inocente, Alexei irá reivindicá-la!


Resenha:

Este é um livro... diferente! Quando digo diferente é porque ele te causa reações ambíguas. Você passa um bom tempo refletindo se amou ou se odiou. A Julia James, sem pre consegue me surpreender positivamente. Ela consegue escrever uns livros que te balançam e te fazem pensar. Esse é um deles. Até agora, enquanto escrevo esta resenha, te digo que não tenho certeza, se eu, no lugar da Eve, perdoaria o Alexei. Porém, mais do que da noite do pagamento em si, eu tive raiva do pré-julgamento dele. A noite do pagamento e a covardia ao amanhecer ficaram em segundo plano para mim, em relação ao pré-julgamento que ele fez da Eve, pois como ela mesmo diz no livro, quem é ele para ter o direito de julgá-la por qualquer coisa, ou para lhe aplicar testes. Isso que foi detestável para mim. Dei MUITO BOM, porque apesar de passar umas raivas,  livro é bom e te prende.

Ponto Alto:

Foram os passos que Eve escutou primeiro. Instin­tivamente, virou a cabeça para o som de alguém se aproximando. O hotel e suas redondezas eram particulares e, com tantas pessoas ricas lá, a segurança era reforçada. Mas estava no fundo dos jardins, um lugar que ninguém costumava ir àquela hora da noite. En­tão, quem podia ser?Quando ele saiu da sombra dos pinheiros, Eve prendeu a respiração. Por um momento, pensou que não fosse real, que fosse apenas uma miragem. Mas, então, o homem surgiu e não era uma fantasia. Era muito, muito real.— Você não deveria ter corrido — disse ele, em francês, com um leve sotaque.Enquanto o olhava vindo em sua direção, o cora­ção de Eve disparou de novo. O tempo pareceu dimi­nuir à sua volta.Ele se aproximou.A luz da lua brilhava no rosto dele, tornando-o sombreado. Eve encostou-se na balaustrada de pedra e ignorou os arrepios.— Por que você correu?— Não sei.Era uma resposta tola, mas honesta. E tirou um pe­queno sorriso dele. Eve olhou para aquela boca irre­sistível e todo seu corpo começou a esquentar.O que estaria acontecendo? Quem era aquele ho­mem que atraíra sua atenção feito um imã? Ele a se­guira e agora estava lá... e Eve não sabia o porquê.— Eu só sei que precisava correr — disse Eve.— Você não precisa fugir de mim—respondeu ele. A jovem o encarou. Havia alguma coisa nos olhos dele...O homem murmurou algo que Eve não entendeu. Não conseguiu identificar o idioma. Logo depois ele falou de novo, desta vez em inglês:— Quem é você?Eve não respondeu. Não queria contar-lhe quem era. Tanto fazia se aquele homem tinha ou não ouvi­do falar de seu pai. De qualquer forma, por que teria? Havia muita gente rica no mundo, e nem todos se co­nheciam. Era porque também queria ser apenas uma mulher. Uma mulher, andar sob o céu do Mediterrâ­neo cheia de sonhos e fantasias.Mentir lhe veio à mente.— Por quê? Você acha que sou inglesa? — res­pondeu em francês.— Não é? — zombou ele, mantendo o inglês.As palavras, com aquele estranho sotaque, ressoa­ram nos ouvidos dela. Eve deu de ombros.— Você também não é francês — replicou.— Não — concordou ele, não dizendo mais nada. Eve sabia a razão disso. Como ela, o tal homem não queria que aquele momento fosse estragado por nacionalidades, identidades, rótulos. Os dois só que­riam que o momento fosse... puro.Com a brisa do mar balançando suavemente os pi­nheiros, o lugar não tinha nada a ver com o luxo do hotel, com seu cassino de altas apostas, o restaurante Michelin, a marina para os iates ancorados e o esta­cionamento repleto de automóveis caros.Nada a ver com o mundo corrupto de seu pai.Sabia que estava sendo tola. Não podia fugir de quem era, do que era. Nem aquele homem ali, que talvez fosse algum impostor, mas que certamente pertencia ao mesmo mundo que ela crescera. Um mundo cercado por luxos e riquezas.Todavia, por um curto período de tempo, fugiram de quem eram.— Por que você me seguiu até aqui? — perguntou Eve, em francês.Desta vez, ele quase riu, revelando dentes brancos e perfeitos.— Uma mulher francesa não perguntaria isso. Como resposta, ela sorriu, admitindo o erro.— E nenhuma mulher tão linda como você precisa perguntar uma coisa dessas.De repente, a brisa tocou os braços nus de Eve e ela tremeu de leve.Imediatamente, ele tirou o paletó e colocou sobre os ombros dela. A moça sentiu a garganta se apertar. Era um gesto tão íntimo!— Obrigada — agradeceu a jovem.O rosto dele estava perto. Muito perto. A Terra simplesmente parou de existir. Apenas aqueles olhos profundos, fixos nos seus, eram a realidade. Eve se pegou tocando o rosto do homem de leve. Sentiu as­sim a textura maravilhosa da pele dele.Então, afastou a mão, espantada com o que tinha acabado de fazer. Tocar um completo estranho da­quela maneira!— Desculpe-me! — ela abaixou a cabeça.— Você está se desculpando? — o sotaque sexy do homem a excitava.De repente, Eve sentiu a pressão das mãos fortes em seus ombros, através do tecido fino do paletó que a agasalhava. O simples toque parecia tirar-lhe os pés do chão.— Não precisa se desculpar.Colocando as mãos na face de Eve, ele deslizou os dedos pelos cabelos dela. Ela o olhou. Imóvel, sem res­pirar. Não podia fazer absolutamente nada para quebrar aquele momento. Estava parada ali, sob o luar, perto do mar, e aquele sujeito, que não sabia quem era, e talvez nunca soubesse, segurava-lhe o rosto entre as mãos e a olhava com expressão amorosa.O homem a beijou.Ela viu a cabeça baixar, percebendo, em uma fração de segundos, o que ia acontecer. E percebendo, na mesma fração de segundos, que permitiria aquilo. Que preferia morrer a não deixar aquilo acontecer.Um estranho que nunca conheceria. Um estranho de quem fugiria. Jamais teria aquele momento nova­mente.Mas o teria agora. Apenas por segundos preciosos.Seus lábios se entreabriram.Ele a beijou devagar, movendo-se sobre sua boca como um veludo macio. Então, ergueu a cabeça e ti­rou as mãos do rosto dela. Eve abriu os olhos. O rosto do homem estava diferente. E, naquele instante, algu­ma coisa a fez tremer por dentro.

Classificação:







4 comentários:

Fran Reis disse...

Oi Lu.
Fazia um tempo já que não visitava seu blog que eu, particularmente, adoro.
E esse livro eu achei uma delícia de ler. Mas, sou suspeita pra falar de Julia James, acho essa autora especial.
Realmente, esse livro tem uma pegada toda diferente. O Alexei usa a Eve em jogos sexuais muito bizarros, mas ela, no fundo, gosta muito dele e de suas peripécias.
Enfim, na minha opinião, é uma leitura gostosa que deixa a gente dividida entre raiva e delícias.

Beijinho

Fran Reis disse...

Oi Lu.
Tem selinho pra você no blog.

Beijinho.

Nathal Sant disse...

Lu, estou escrevendo meu terceiro romance e devo dizer, estou amando porque a história está vindo e vindo...ai estou doida pra terminar.
Depois eu te aviso.
Bjs
Nathal

k-rol disse...

Olá lu tudo bem?
eu concordo com vc quando vc falou que essa história é diferente mas acho que em essência não é muito diferente da linha que segue a Julia James! e pelo que eu já li dela eu acho que essa não é uma das mais"fortes" tipo a história mais WTF dela que é "esposa de ocasião" mas eu também concordo com o comentário da Fran Reis quando ela diz que as hitórias dessa autora são especiais um exemplo é "até o fim" que valeu muito a pena ler
k-rol

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