quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Anel de Noivado - Deborah Simmons

Título Original:
The De Burgh Bride
Copyright © by Deborah Simmons

Protagonistas:
Geoffrey De Burgh e Elene Fitzhugh

Sinopse:

Um casamento por ordem do Rei...

A última coisa que Elene Fitzhugh queria era se casar com Geoffrey de Burgh. Ela só esperava que os afiados punhais que possuía lhe dessem proteção contra os modos gentis e as açucaradas mentiras daquele homem!

Embora Elene Fitzhugh houvesse assassinado o primeiro marido no leito nupcial, Geoffrey de Burgh não tinha escolha além de se casar com ela. Mas como tomar por esposa uma mulher de alma tão selvagem e apaixonada?



Resenha:

Acho que minha resenha não será muito bem aceita, masssss....


O rei decreta que um dos herdeiro9s De Burgh deve se casar com Elene Fitzhugh, cujo o pai foi morto e ela ficou sozinha no mundo. Por infelicidade, ou talvez, não, ao tirarem na sorte, o escolhido é Geoffrey, o mais instruído e cavalheiro dos De Burgh, o filho mais parecido com Campion. Todos ficam comovidos com a situação de Geoffrey, mas não querem assumir seu lugar, afinal, Elene é conhecida como demoníaca, e acaba de assassinar seu primeiro marido no leito nupcial. A ordem já havia sido decretada e não havia como voltar atrás. Corajosamente, Geoffrey assumiu sua missão e com toda calma e educação, sensibilidade e astúcia foi transformando Elene, de uma mulher rebelde, mal educada e extremamente agressiva em outra mulher.

Eu deveria ter amado esse livro. De verdade! Geoffrey, desde o livro do Dunstan é o tipo de homem que eu gosto. Inteligente, cavalheiro, sensível, mas não sei. Apesar de ter havido partes em que eu suspirei, também houve partes em que achei ele um banana. Me traumatizou o momento em que eles chegam a Wessex e a louca da Elene cospe no chão, renegando a hospitalidade da Marion. E eu adoro a Marion! Eu achei o cúmulo, o Goeffrey não ter feito NADA! Não ter nem chamado a atenção da doida. Eu até fiquei com vergonha por ele, mas ele deveria, no mínimo, ter dito alguma coisa! A Elene não foi umas das mocinhas favoritas da minha vida. A verdade é que eu tentei ficar imaginando alguém com o cabelo nos joelhos como normal, mas só me vinha na cabeça, uma aparência de suja. Ela poderia, pelo menos, ter aparado, né? Quando o Geoffrey passa a noite desembaraçando os cabelos dela, lembrei da minha filha, uma vez que passou o fim de semana na casa da prima e chegou com os cabelos em estado de calamidade. Passei toda a tarde tirando os nós. Apesar de ter algumas partes bem fofas, eu também achei que faltou química entre eles. Eu sei! Vocês já estão me achando louca, vão dar unfollow no meu blog e mandar um vírus para o meu computador, mas eu achei. hahahaha.. Considerei o livro apenas BOM. Nada fora do normal.

O Clã dos De Burgh

- O Anel de Noivado
- Coração de Guerreira
- Uma Visita Inesperada
- Um Lorde para Amar
- A Noviça De Burgh
- O Cavaleiro Negro


 Ponto Alto:

Embora soubesse estar precisando de um bom banho, Elene apenas jogou os cabelos por cima dos ombros, recusando-se a escová-los e a trocar a amarrotada túnica. Agora mais do que nunca, estava decidida a deixar aquele lugar, o que não conseguiria se pensasse na aparência ou quisesse ser agradável. Olhando para as roupas de Geoffrey empilhadas no chão, nem se preocupou em guardá-las no baú e marchou para a porta.
Enraivecida, desceu a escada ignorando os olhares curiosos dos moradores do castelo, embora o corpo dolorido protestasse a cada passo que ela dava. Elene olhou em volta e ficou ainda mais enraivecida quando percebeu que havia perdido o café da manhã. Por acaso seria obrigada a ficar em jejum até a hora do almoço? Depois de abrir a boca para gritar uma praga, ela imediatamente a fechou quando ouviu um som de riso. Parou para prestar atenção, a contragosto fascinada pelo tom musical daquela voz, que era conhecida mas agora soava de uma forma diferente e encantadora.
Era a voz de Geoffrey.
Ah, aquele riso foi como um tônico para os músculos doloridos de Elene, deixando-a com o coração leve. A carranca desapareceu e ela se deu conta de que era a primeira vez que ouvia o marido rir de verdade. Momentaneamente esquecida do plano de fuga, viu a figura de Geoffrey no salão, debruçado sobre a mesa, de costas para ela.
Adiantando-se ela foi chegando perto e percebeu que ele não estava sozinho. Mas claro. O homem não era um idiota para ficar rindo sozinho. No instante seguinte Elene parou, vendo quem se divertia com ele.  Sentada bem ao lado de Geoffrey estava Marion, brindando-o com aquele sorriso de covinhas, enquanto o Lobo não estava à vista.
Elene sentiu um estranho aperto no peio ao ver Marion tão à vontade com o marido dela, fazendo-o rir com sua fala mansa.  Enquanto ela os observava, eles trocaram algumas palavras cochicando e Elene viu Geoffrey erguer a cabeça de cabelos escuros, as feições relaxadas como nunca.  Então sentiu a garganta apertada, o que até tornava difícil a respiração.  E pensar que havia se decidido até a enfrentar o lorde de Wessex para salvar a vida daquela mulher!  Elene arregalou os olhos quando o mistério que a esposa do Lobo representava se resolveu por si.
Marion era uma prostituta.
Elene tinha conhecimento de tais mulheres, porque Edred falava delas com constância, sempre as censurando.  Elas vendiam seus favores aos homens ou se entregavam ansiosamente à luxúria em troca de poder ou atenção.  Muitas faziam essas coias simplesmente por serem devassas por natureza.  Obviamente Marion havia seduzido o Lobo usando de algum estratagema desse tipo, porque os homens sempre se sentiam atraídos por aquelas que fingem sentir prazer com o que eles faziam.  Mas por que ela agora flertava com Geoffrey?  Estaria pretendendo estabelecer a discórdia entre os irmãos ou apenas queria satisfazer seus corrompidos desejos?
Bem, isso não era da conta dela, pensou Elene, sentindo um amargor na boca cuja origem não saberia explicar.  O juramento que Geoffrey tinha feito de ser fiel à esposa não significava nada e ela nunca o obrigaria a cumpri-lo.  No entanto, enquanto procurava se convencer de que acreditava mesmo naquele pensamento, viu Marion pôr as mãos delicadas no braço de Geoffrey.
Subitamente, Elene querendo ou não, foi a Fitzhugh quem reagiu.
— Sua vagabunda! — ela vociferou, avançando. — Tire essas mãos de cima do meu marido!



Ela estava mesmo enrubescendo? Geoffrey também sentiu as faces quentes ao ver um outro significado para as palavras que acabava de dizer, mas sustentou o olhar dela. Elene foi a primeira a desviar os olhos e, murmurando uma desculpa, começou a se levantar.
— Não, espere — disse Geoffrey, segurando no pulso dela. — Tenho uma coisa para você.
Muito desajeitado, ele se abaixou e pegou o presente.
A princípio Elene hesitou, mas foi se sentando vagarosamente depois que ele pôs nas mãos dela o volume cuidadosamente embrulhado. Ficou em silêncio, olhando, e Geoffrey não soube avaliar o que ela estaria sentindo. Uma mecha dos longos cabelos moveu-se para a frente e ele pensou em posicioná-la por trás da orelha de Elene, mas não fez isso. Ficou esperando, muito ansioso. O presente era um livro de salmos, certamente apropriado para uma mulher, com bonitas iluminuras que qualquer um apreciaria. Finalmente Elene passou o dedo na capa de couro, como se estivesse curiosa, e Geoffrey soltou a respiração. Também tinha ficado muito admirado ao ver pela primeira vez aquele livro e agora era muito bom sentir que tinha isso em comum com a esposa.
— Abra — disse, quase impaciente.
A reação de Elene foi vagarosa, mas quando ela ergueu a mão para traçar com o dedo o contorno de uma das coloridas ilustrações Geoffrey sorriu como um idiota. Mas ela continuava sem dizer nada e ele se perguntou se a ruidosa Elene havia ficado muda. Depois ela ergueu a cabeça e olhou para ele, agora com algumas mechas, de cabelo sobre as faces.
— É bonito — disse, pela primeira vez falando tão baixo que só ele podia ouvir.
Encorajado, Geoffrey estendeu a mão e virou a página de rosto do livro.
— Leia a inscrição — disse, já sem sentir nenhum embaraço por causa das palavras que havia escrito ali. Na pressa de ser o primeiro a chegar à mesa, tinha escrito quase sem pensar, achando que mais tarde se arrependeria. Agora não tinha mais esse temor.
— Eu não posso — murmurou Elene.
— Pode, sim — insistiu Geoffrey, estranhamente tocado pela relutância dela. — Leia, Elene.
Por acaso ela suspeitava do quanto significava aquele presente? Imaginava o quanto a noite anterior o havia afetado? Geoffrey fez uma careta. Como ela poderia saber a profundidade de sentimentos sobre os quais ele próprio estava confuso?
— Não, não posso — repetiu Elene, agora falando mais alto.
Abaixando a cabeça, o que pôs para a frente mais mechas dos finos cabelos, ela se levantou. Outra vez ele a reteve pelo delgado pulso.
— Então mais tarde? — perguntou, vagamente envergonhado por pedir à esposa o que parecia um favor.
Elene balançou a cabeça e recuou. Como ele não a soltasse, voltou a falar, em voz firme mas baixa o suficiente para que só ele ouvisse.
— Eu não sei ler. 



Girando a roda de amolar com excessiva velocidade, ela ficou olhando fixamente para o punhal. Como ele ousava entrar ali? Certamente não pretendia jantar com ela! Embora soubesse que devia se levantar e ordenar que ele se retirasse, Elene não podia fazer isso. Enfraquecida e magoada, não conseguia nem olhar para o marido, com medo do que veria no rosto dele. Covarde! Espantada com a própria vulnerabilidade, Elene quase se encolheu, mas continuou trabalhando. Uma hora ele sairia da frente dela. Quando Geoffrey se abaixou ela concluiu que teria que enfrentar o olhar dele e abaixou a cabeça, deixando que os cabelos lhe cobrissem o rosto.

Ele estava belo como sempre, o rosto de feições perfeitas enfeitado pelos abundantes cabelos negros. Os grandes olhos castanhos estavam tranqüilos, mas pareciam diferentes enquanto buscavam os dela. Seria remorso? Elene encolheu-se quando pensou na possibilidade. Por acaso ele pretendia escarnecer ainda mais dela? Ou simplesmente iria embora, agora que sabia que ela não servia para ser esposa dele? Mesmo mergulhada no sofrimento, Elene sentiu uma onda de pânico quando pensou que talvez nunca mais o visse, ficaria outra vez sozinha, mais sozinha do que nunca.
— Desculpe — disse Geoffrey, fazendo com que ela arregalasse os olhos, sem saber se estava ouvindo direito. — Não é vergonha nenhuma não saber ler — acrescentou, olhando-a nos olhos. — Fiquei surpreso, mas foi só isso. Você sabe como eu sou a respeito de livros.
Nesse ponto ele mostrou um sorriso amargo e Elene não soube o que fazer além de ficar olhando. Nunca na vida vira alguém assumir a culpa por alguma coisa, mas aquele homem forte e poderoso se ajoelhava diante dela, confessando-se arrependido.
— Eu lhe trouxe o livro — ele prosseguiu, erguendo o volume. — É um presente meu para você e quero que o receba, não importa o uso que vá fazer dele. E quero também que saiba o que está no oferecimento. — Para espanto maior dela, foi com a voz meio embargada que ele leu as palavras escritas na página de rosto. — Para Elene, esposa por acaso, companheira por opção.
Silenciosamente e com a cabeça abaixada, como se agora não tivesse coragem de olhar para ela, Geoffrey fechou o volume e Elene sentiu um estranho impulso que só a muito custo controlou. Queria sair de onde estava e passar os braços por cima dos ombros do marido, sentir o aperto dos braços dele.
Alheio àqueles pensamentos esquisitos, Geoffrey pôs o livro no chão e pegou nas mãos dela.
— Juro que nunca tive a intenção de humilhá-la, Elene. E, se você me perdoar, terei muito prazer em lhe ensinar eu mesmo a ler e escrever. Se você se interessar, claro.
Não havia nenhum julgamento no semblante dele, mas apenas a sinceridade que era o próprio Geoffrey. Elene sentiu como se alguma coisa se quebrasse dentro dela. Ele estava disposto a ensinar-lhe… a ler. Seria um presente como nenhum outro, um ato mais generoso do que qualquer gentileza! Nenhum outro professor seria melhor ou mais compreensivo. 

Classificação:








2 comentários:

Renata Cristina disse...

rssrsrsrss
Lu!!!!! Minha amiga blogueira mais querida!!!

Logo quando vc foi ler esse livro eu imaginei que talvez vc não fosse gostar da Elena, mas fiquei caladinha.... rsrss
Eles são um dos meus casais favoritos entre os históricos e é meu favorito em toda a série The Burgh.

Entendi todas as atitudes da Elena, inclusive a cuspida no chão, embora esse ato pareça bem selvagem, fez sentido pra mim, por ela nunca ter saído do castelo dela e se encontrar num lugar que acreditava ser hostil na casa do homem que por toda a vida o pai foi inimigo, e sendo essas atitudes grosseiras as únicas que ela conhecia como defesa.... enfim, aquilo tudo lá que já conversamos. rsrs

Mas Lu, vc gostando ou não de Anel de Noivado, fiquei tão feliz por teres voltado aos Históricos \O/ Mas minha missão só estará completamente cumprida depois que vc ler As Casamenteiras hehe, será que dessa vez conseguiremos concordar em um livro???

Como conseguimos nos dar tão bem mesmo com nossos gostos muitas vezes diferentes?? hehe

Acho que no final caímos na experiência do Geofrey, vc gosta de Pudim de Leite e eu de Torta de maçã, temperada com gengibre, canela e amêndoas. rsrsrsrs

Bjossss
Sarang Hamnida Dramas

Luciana Apaixonada por Romances disse...

Eu estou realmente animado para ler O Clã dos De Burgh, mas tenho certa paranoia preciso de todos os livros em mãos.

At.
Luciana

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