sábado, 4 de agosto de 2012

O Lobo Domado - Deborah Simmons

Título Original:
Taming the Wolf
Copyright © by Deborah Simmons

Protagonistas:
Dunstan De Burgh e Lady Marion Warenne

Sinopse:

Inglaterra, 1280

Forte, corajoso, sempre alerta contra o perigo, Dunstan de Burgh, barão de Wessex, era comparado a um lobo selvagem. Destemido cavaleiro de mil batalhas, ele não acreditava no amor. Até o dia em que seu destino cruzou com o de Marion Warenne. Misteriosa donzela de passado nebuloso e olhar doce, Marion começou a derrubar todas as defesas armadas em torno do coração de Dunstan.




Resenha:

A-DO-REI! Acho que as pessoas que frequentam o blog devem ter percebido que os Históricos não eram s meus preferidos. Não costumava ler muitos. Bem,  não eram! Porque agora, estou adorando! Como diz minha amiga Renata Cristina, do blog Sarang Hamnidas Dramas, provavelmente, eu ainda não havia lido o histórico certo. Incrível como eu tive a oportunidade de ler esta saga há sete anos atrás, quando as meninas da comunidade Adoro Romances do Orkut piravam nos De Burgh e eu nunca quis, porque não achava nada demais neles, então, as vezes me achava uma estranha no ninho. hahahaha.. Obviamente, acabo de descobrir que eu estava enganadérrima! Porque minha aterrissagem pelas terras De Burgh foi fenomenal! O que é esse Dunstan, meu Deus! Fiquei louca com ele! Um cavaleiro todo másculo, rebelde, mas muito protetor. Achei fofo ele todo atraído por ela, mas preferia morrer a admitir isso. "Trema por mim, moça..." Ui³³³³! Eu tremo, Dunstan! Tremo muito! No início, eu achava horrível ele chamá-la de moça a toda hora, mesmo tendo um certo grau de intimidade (leia-se:sexo) com ela. Achava até que poderia ser algum tipo de erro de tradução. Mas depois, vi que ficou até charmoso. Ah! E eu adorei a Marion! Muito guerreira e com personalidade suficiente para domar nosso Lobo. Ela só me irritou quando ficou recusando o casamento e querendo fugir depois disso. Agora estou ansiosa pelo livro do Geoffrey, porque apesar de ter ficado louca com o Dunstan, pelo que li sobre ele até aqui, ele faz mais o meu tipo. MUITO BOM!

Pontos Altos:


Não precisou esperar muito. Logo se ouviu um ba­rulho peculiar nos galhos do carvalho e Dunstan se aproximou, movendo-se silenciosamente. Já estava em­baixo da árvore quando viu um chinelo verde descendo em seguida apareceu um tornozelo bem torneado, pro­tegido por uma meia escura, e logo depois a barra de uma saia esmeralda. Com um sorriso malicioso, Duns­tan retirou as luvas e ergueu uma das mãos para aper­tar aquele tornozelo.- Aí! - gritou lady Warenne, soltando-se do galho e caindo diretamente nos braços dele.Dunstan, jamais imaginaria que uma pessoa tão pe­quena pudesse ter tanta energia, mas a verdade era que a mulherzinha se debatia como um falcão. Até que ele se viu forçado a empurrá-la contra o tronco da árvore, imobilizando-a pelos pulsos.- Pare com isso, lady Warenne - ordenou Dunstan, com severidade.Só então ela pareceu reconhecê-lo e ficou imóvel, olhando para ele com aqueles olhos enormes. Nesse instante Dunstan sentiu uma súbita mudança nas rea­ções dele próprio, a raiva se dissipando por completo. Era como se estivesse hipnotizado por aqueles olhos castanhos e maravilhosos emoldurados por cílios ne­gros e compridos.Ao mesmo tempo, sentiu que estava com o corpo aper­tando o dela contra o tronco da árvore. Os seios de Marion eram abundantes e macios e as costas das mãos dele tocavam em ancas generosas. O capuz de Marion estava abaixado, revelando cachos que se misturavam como se ela houvesse acabado de se levantar da cama. As faces estavam rosadas e os lábios cheios se entreabriram num silencioso espanto. Um ponto na base do pescoço alvo pulsava descontroladamente e Dunstan reparou que ela estava com a respiração descompassada.Surpreso, percebeu que, por causa da excitação se­xual, pressionava a barriga de Marion. E não conseguia afastar os olhos dos dela, como uma ave que houvesse caído numa armadilha. Sem pensar no que fazia, pres­sionou ainda mais o corpo contra o dela.Dunstan fechou os olhos ao se dar conta de uma verdade inegável: sentia desejo por aquela mulher. E era um desejo tão cheio de intensidade e força que chegava a assustá-lo. Sentindo a cabeça tonta e o san­gue quente nas veias, soltou um dos pulsos de Marion para percorrer com a mão aquelas ancas voluptuosas, logo depois a lateral da cintura e finalmente...Deus, como ele queria apalpá-la! Queria enfiar a mão por baixo do decote do vestido dela para sentir na palma o contato com aqueles seios maravilhosos. Dunstan cor­reu o polegar pelas costelas de Marion e sentiu um ar­repio, consciente de que apenas o tecido do vestido o impedia de tocar diretamente na pele do peito dela.Marion não emitiu nenhum som e ele abriu os olhos para fitá-la. Ela não o temia. Sentia medo de alguma coisa, mas não dele. Dunstan soltou o outro pulso dela e ergueu a mão esquerda vagarosamente, já que não queria assustá-la. Queria prendê-la pela nuca para co­lar os lábios nos dela...Então ele emitiu 1gemido rouco e recuou, soltan­do-a. Marion foi escorregando pelo tronco da árvore e caiu no chão aos pés dele.Recusando-se a olhá-la ele se voltou e assobiou para chamar o cavalo. Não era homem de possuir 1 mulher contra a vontade dela, Deus era testemunha disso! Por que, então, quase ha­via estuprado a jovem que o próprio pai confiara aos cuidados dele?Dunstan contraiu os músculos do rosto, aborrecido consigo mesmo. Naturalmente aquilo se devia ao fato de que ele não fazia sexo. há muito tempo... e a lady Marion de Warenne, uma mulher à primeira vista tão sem atrativos. E o pior era ele ter sentido vontade de possuí-la quando devia esgana-la depois de ter sido ludibriado por ela.A raiva há muito suprimida tomou conta de Dunstan, afastando os últimos vestígios de desejo. O que podia ter levado aquela mulher a tentar escapar? A coisa toda parecia até uma brincadeira. E Dunstan admitia que ela havia chegado muito perto de se sair bem na empreitada. 


 Um barulho acordou Marion, assustando­-a, e o medo a dominou quando ela se lembrou de quem era e de onde estava. O primeiro pensamento foi que o tio dela estava à porta, pronto para matá-la, mas logo depois. O barulho se repetiu, um som de metal raspando em pedra. Gelada de medo e com o corpo imóvel, Marion voltou os olhos na direção de onde vinha aquele som. A única coisa que diminuía a escuridão do quarto era o luar que penetrava pela janela. Haveria alguma coisa pendurada no peitoril pelo lado de fora?Embora quisesse fechar os olhos e manter-se imóvel Marion sabia que ,não podia apenas ficar esperando quando podia ser atacada. Obrigando-se a se mexer, levantou-se e caminhou silenciosamente na direção da janela. Praticamente ouvia as batidas do próprio co­ração e achou que desmaiaria de medo quando uma machadinha entrou voando pela janela, que estava com uma das venezianas aberta. Para espanto dela, o ins­trumento retomou e enganchou-se firmemente na ve­neziana fechada. No cabo da machadinha estava amar­rada uma corda, que agora se esticava como se alguém...Marion conteve a respiração quando uma silhueta enorme apareceu na janela. Então ela olhou rapida­mente em volta, procurando alguma coisa que pudesse usar contra o invasor. Evidentemente um homem que se dispusesse a escalar a lisa parede da torre só podia estar Com más intenções. No entanto, quando olhou no semblante sombreado do provável assassino ela começou a duvidar disso.- Marion?Ao ouvir o Som daquela voz, que parecia vir de um sonho, Marion passou a tremer tão violentamente que as pernas perderam a firmeza e ela tombou no chão, convencida de que finalmente havia enlouquecido. Como ele podia estar ali? - Marion!Um som surdo indicou que ele saltava para dentro do quarto, logo depois se agachando ao lado dela, com preocupação na voz. Ela podia estar louca, mas quando se deixou abraçar rezou ardentemente para que aquilo fosse verdade. - Dunstan!Envolvendo o pescoço de Dunstan com os braços, Marion escondeu o rosto por baixo do queixo dele.Quem estava ali não era uma visão, mas sim um ho­mem vivo e que respirava. O cheiro dele a envolveu e ela encostou os lábios na pele quente de Dunstan de Burgh, sentindo um gosto deliciosamente salgado. Então ele emitiu um som incompreensível, segurou no rosto dela com as duas mãos e beijou-a demoradamente na boca.Outra vez o Lobo a devorava e Marion bendisse aqui­lo, enroscando a lingua na dele e aguarrando naqueles longos cabelos para puxa-lo ainda mais para perto, como se isso fosse possível. O amor por ele a inundava, fazendo-a esquecer tudo o mais... a dor no coração, o medo e até a timidez que ainda pudesse ter. Bem no íntimo da mente, Marion percebeu que de bom grado se deitaria naquele chão frio para que Duns­tan a possuísse, tão contente estava por voltar a vê-lo. Havia pensado que nunca mais olharia para aquele rosto adorado, mas agora ele estava ali, invadindo o quarto e entrando na vida dela, uma presença abran­gente e vital.


 Como se subitamente se desse conta da presença do irmão, Dunstan virou-se, agora evidentemente pro­curando se controlar. Olhando para o chão como se relutasse em encarar Geoffrey, ergueu a mão e coçou a cabeça.       - Fiquei muito preocupado com ela - ele declarou.- Como não a encontrei e alguém me disse que ela havia saído do castelo, imediatamente eu...Por Deus,Geoff! Se você soubesse quantas vezes ela se meteu em situações perigosas, quantas vezes pensei que iria perdê-la...O tom de lamento com que aquelas palavras foram pronunciadas fez com que Geoffrey sentisse compaixão pelo poderoso e temido irmão, um homem que jamais  havia se dobrado diante de ninguém mas que agora se humilhava por causa da afeição que dedicava à esposa. O Lobo amava Marion, isso era óbvio, mas tinha ­uma forma lamentável de demonstrar o que sentia.- Você não soube lidar muito bem com a situação - comentou Geoffrey.- Não, eu...- Dunstan deu meia volta e ficou contemplando as terras de que era dono. - É difícil. Estou me consumindo por causa dela, Geoffrey - le disse, soltando 1 riso fraco como se aquilo tornasse mais fácil a confissão. - É um sentimento esquisito, uma coisa que me deixa vulnerável. Não sei se estou gostando disso.Geoffrey não disse nada, achando que devia pensar melhor sobre as alegrias do casamento.- Quero que Marion seja feliz, mas o que ela quer... - Dunstan balançou a cabeça. - Ela quer que eu a ame. Não sei se isso existe em mim, Geoff. Não sei se posso...  - Bobagem - disse Geoffrey. - É mais do que óbvio que você a ama.  Dunstan voltou-se para o irmão com um ar de ceticismo no rosto.  - Eu nem mesmo acredito nesse tipo de coisa. Nun­ca acreditei.  - Eu sei, mas o fato é que, acredite ou não, está apaixonado por Marion. E deve dizer isso a ela.Dunstan ficou em silêncio, parecendo em dúvida, embora houvesse um brilho de determinação nos olhos dele.- E se eu fosse você iria atrás dela para pedir des­culpas por tê-la repreendido na frente dos cunhados. Não foi uma coisa que mereça elogios. - Geoffrey não conteve um sorriso. - E seja eloqüente. Talvez deva até se ajoelhar diante dela.

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