segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Delírios do Mediterrâneo - Pura Sedução - Cathy Williams

Título Original:
At the Greek Tycoon´s Bidding
Copyright © by Cathy Williams

Protagonistas:
Theo Miquel e Heather Ross

Sinopse:

Ele gosta da sinceridade dela. Mas será que aprecia sua impetuosidade?

Theo Miquel não tem tempo para o amor, seu trabalho é sua vida. Ele sai com mulheres perfeitas, mas pula fora assim que elas mencionam a palavra "compromisso". Heather é bem diferente das vitimas típicas deste magnata: ela não tem estilo e fala demais, além de ser a faxineira de seu escritório. Apesar de lhe faltar elegância, há algo de apaixonante naquele jeito meio ranzinza. Theo achou que ela seria perfeita para um caso passageiro. Mas ele não conhecia Heather...



Resenha:


Ownnnn *-*. Livro fofo! Adoreiiii! Um romance sem muita complexidade, sem muita enrolação e que te envolve por completo. É aquele tipo de livro que você deve ler despretensiosamente, numa tarde tranquila, ou num momento em que se deve relaxar. É um romance muito leve e gostoso de ler. Li rapidinho e fiquei com aquele gostinho de quero mais. Ri demais com a cena de ciúmes do Theo. Perfeito!


 Theo é um empresário daquele tipo arrogante-so-ligo-para-o-meu-trabalho-e-pego-as-mulheres-pra-me-divertir e Heather é a funcionária da equipe de limpeza do seu escritório - adoro histórias de gata borralheiras -. Um dia, desmaia bem em frente a sala de Theo e ele a socorre, então logo se vê na obrigação de ajuda-la já que por sua causa, acaba perdendo seu emprego. Também, porque, o jeito de faladeira de Heather é diferente do tipo de mulher a que ele está acostumado e isso acaba por intrigá-lo. Ele faz uma proposta de trabalho, ela aceita, mas um ano depois, circunstâncias acabam fazendo com que eles durmam na mesma cama e ai, como dizem por aí, o resto é história. 


Ponto Alto:


— Ótimo. Que bom saber que eu não correspondo às suas expectativas negativas. — Ele entrelaçouseus dedos aos dela e apertou sua mão de modo amigável, de maneira muito natural e agradável.Era por um homem desses que ela tinha de se apaixonar, Heather pensou, levando a mão ao rosto epensando em Theo. Alguém legal. Alguém que estivesse se recuperando de uma decepção amorosa, oque indicava que ele, afinal de contas, tinha um coração batendo dentro do peito.Quando Heather abriu a boca para dizer algo sobre o que estava pensando no momento, ouviu aquelavoz familiar cortar seu raciocínio. Heather retesou o corpo todo, chocada.— Ora, ora, ora…Heather olhou para trás e acompanhou Theo com os olhos enquanto ele se posicionou em frente a ela eScott.Ela teve de piscar várias vezes de tão surreal que era vê-lo em carne e osso novamente. Algumassemanas de ausência não diminuíram em nada o efeito devastador que ele tinha sobre ela.Ela demorou a sentir que Scott ainda estava de mãos dadas e dedos entrelaçados aos dela, mas quandoela tentou tirá-los, Scott apertou sua mão com mais força antes de soltar e se levantar, estendendo amão para cumprimentá-lo.Theo o ignorou. Estava completamente concentrado em Heather, que se levantou relutante e conseguiuforçar um sorriso.Ela estava suando terrivelmente nas palmas das mãos. Esfregou discretamente as mãos nas laterais esorriu mais ainda.— Theo! Que surpresa.— Não é mesmo? — Theo respondeu com cortesia impecável. — Eu não fazia idéia que vocêcostumava freqüentar lugares como esses. Sempre achei que você gostava de ficar em casa, fazendoseus trabalhos de arte e acompanhando novelas.Heather corou. Se ele queria fazê-la parecer uma idiota, conseguira. Apesar de normalmente ela custara ficar com raiva, sentiu um ódio borbulhante dentro de si. Respirou fundo, lamentando muito porScott, que havia sido deliberadamente ignorado por Theo.— Bem o tipo de mulher que eu gosto — disse Scott, entrando na conversa. Apesar do olhar nada receptivoque recebeu de Theo. — Não sou muito de ir a clubes. Prefiro mil vezes uma noite em frente àtevê, apesar de preferir documentários em vez de novelas. Aliás, meu nome é Scott.Aturdida, Heather terminou de apresentar um ao outro, sentindo-se muito desconfortável por Theo nãoparar de encará-la.— Que bom revê-lo, Theo. Você está muito bem. Mas não quero lhe prender…— Você também está ótima… — Percorreu-a com os olhos indolentes. — Belo vestido.— Obrigada… Você veio com amigos? Deve estar querendo voltar à companhia do seu grupo… —Heather olhou ao redor, mas o clube estava escuro e lotado.— Ah, não vim com um grupo — Theo respondeu.— Certo.— Michelle está esperando em uma mesa lá nos fundos…




Eu lhe pedi para fingir ser minha namorada por causa de minha mãe, mas não lhe forcei a nada. — Fez uma pausa. — Bem,não vim aqui para discutir com você.
Heather começou a tirar a mesa, sentindo as lágrimas ameaçando cair de seus olhos.
— Claro que não. Nem eu quero discutir. Parece perda de tempo, seja nos conhecemos tão… tão bem.
— Heather suspirou discretamente. — Bem, você quer um café? Acho que terei de me recolher em
breve, estou exausta.
— De quê, de pintar o sete?
Heather sentiu seu tom brincalhão, e sorriu.
— Entre outras coisas. Agora que tenho meu apartamento, não vejo sentido em ficar parada sem fazer
nada.
—Isso também é conselho de sua amiga?
— Não é legal você ficar implicando com ela sem sequer conhecê-la — Heather disse, e olhou para o
relógio de pulso.
— Esqueça. Bem, aceito o café. Ainda preciso lhe falar algo.
Ela fez café apenas para ele, mais uma indireta.
— E então?
— Bem, Heather. Não sei bem como dizer, mas eu a vi naquele clube com aquele tal de Sam…
— Scott.
Ele ignorou a correção.
— … e vi como você é ingênua.
— Como?
— Por exemplo, veja como está sentada agora.
— O quê? Você veio aqui me dar lições de postura?
— Quando você se inclinou para me dar o café eu vi boa parte de seus seios.
Ela ficou com raiva e vergonha ao mesmo tempo.
 — Então não olhe.
— Impossível. Das duas uma, ou você não tem noção de certas coisas, ou então está deliberadamente
me provocando.
Ultrajada, Heather não pôde crer no que ouvia.
— Você acha mesmo que eu estou aqui tentando te seduzir? Isto é a coisa mais arrogante e pretensiosa
que já ouvi na vida!
— Sendo assim, você comprova minha tese de não ter noção do efeito que causa nos homens. E o
mundo está cheio de predadores…
— Predadores? Predadores! Nem todos os homens são como você!
— Pois eu estou longe de ser um predador — respondeu com toda a calma. — Sou mais a presa…
— Está querendo se fazer de inocente para mim?
— Não. Só estou dizendo que as mulheres me caçam mais do que eu a elas. Bem, voltando ao tal sujeito…
— Scott não é nenhum predador.
— Como sabe?
— Você veio aqui me dar lição de moral? — Ela se levantou e estendeu a mão para que ele devolvesse
a xícara. — Acho que está na hora de você ir embora. Nem devia ter vindo!
— Calma. Não fique histérica.
Heather começou a rir histericamente e puxou a xícara da mão dele, entornando um pouco de café em
suas calças. Ele imediatamente se levantou e começou a esfregar o tecido.
— E não peço desculpas. Você merece!
— Por quê? Por ter o caráter de querer lhe proteger?
Heather conseguiu não gritar que só precisava ser protegida dele e de mais ninguém.
— Muita gentileza sua. Lamento derramar café em você, mas não vou pagar a conta da lavanderia.
— Dane-se a lavanderia! — Theo explodiu. — Eu vim aqui cheio de boas intenções e você as joga na
minha cara!
— Eu sei cuidar de mim mesma.
— Pois ouça: cuidado com as roupas que usa, e cuidado para não se exibir involuntariamente, como
fez agora há pouco.
— Não vou esquecer. Obrigada.
Ele caminhou lentamente até a porta, e depois ao carro.
Heather então, já só, liberou as lágrimas que lutou tanto para conter.


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