terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sedutora Vingança - Uma Nova Chance para o Amor - Michelle Celmer

Título Original:
Best Man´s Conquest
Copyright © 2007 by Michelle Celmer

Protagonistas:
Dillon Marshall e Ivy Madison

Sinopse:

Ele podia ser o padrinho do casamento, mas Dillon Marshall, magnata do petróleo, não precisava ser bonzinho com os demais convidados. E muito menos com uma convidada em particular: sua ex-mulher, Ivy Madison. Embora tivessem se separado em circunstâncias bem menos que amigáveis, ela ainda era uma tentação. Assim, ele arquitetou um plano para esquecê-la de uma vez por todas: seduzi-la novamente... e abandoná-la...


Resenha:

Eu levei uns 10 dias para ler esse livro. E não foi necessariamente por falta de tempo, nem tampouco, por ser um romance ruim. A palavra com que eu definiria esta história seria cansativa. Não porque foi narrada de forma chata, ou por ser uma história enjoada ou algo assim, pelo contrário, o conflito entre o casal é tão forte, que achei o livro muito intenso. Os motivos são infantis, mas as formas como sempre discutem e jogam na cara um do outro, te faz pensar naqueles casais que nunca vão dar certo juntos, porque nunca vão superar as mágoas e o orgulho. Eu levei um bom tempo, aliás, até a reaproximação do casal, para saber se eu estava amando ou odiando este livro, mas no final das contas, eu decidi que gostei. Não foi um livro que eu morreria se não lesse, nem que me dará vontade de ler outra vez, mas achei que valeu a pena ter lido. O casal, cada um com a sua proporção, levou o casamento ao fracasso. E passados dez anos, ainda culpam um ao outro pelo término da relação, sem ver que cada um teve a sua parcela de responsabilidade. Ela, por só se preocupar em fazer carreira, ganhar dinheiro, estudar até demais (particularmente, achei q a parcela dela era menor, e que ela tinha razão em reclamar). Ele, um herdeiro milionário, que esperava o momento de receber sua herança e ocupar o lugar do pai. Enquanto isso, virava a noite em farras, festas, jogatina e bebedeira (eu tenho certeza, que pelo motivo que fosse, eu não aceitaria também isso do meu marido). Ainda por cima, não queria ter filhos e quando ela disse que poderia estar grávida, responsabilizou-a por isso. Ela não estava, mas aí, o estrago já estava feito. Triste. Ela arrumou as coisas dela, e como dizemos aqui no RJ, meteu o pé, pedindo o divórcio, em seguida. Uma coisa que não consegui entender, que não ficou claro para mim, foi por que o sogro, de propósito mexeu os pauzinhos para que ela perdesse a bolsa de estudos da universidade. Pura ruindade? Ou o livro foi cortado omitindo esta explicação. Enfim, a história é que ela vira uma escritora de sucesso com um livro escrito baseado na experiência do casamento deles e ele quer se vingar dela por te-lo feito passar ridículo diante da família e amigos. Vingança essa que consistia em perturbar a vida dela na semana em passariam juntos fora do país como padrinhos de casamento da prima dela. Como vocês podem imaginar, a vingança vira segunda plano e o resto é história.

Ponto Alto:


- Acho que acabo de descobrir qual o seu problema.

E ela também. Ele caminhava bem ao seu lado. Mas ela precisou perguntar:
- Qual seria o problema?
- Sexo.
Sexo? Ah, ela estava ansiosa por descobrir onde ele queria chegar com esse papo.
- Meu problema é sexo?
- Aposto que faz um tempão que você não tem.
Ela lembrou do comentário de Deidre sobre sua vida sexual - ou sobre a ausência de... A verdade é que não tivera um homem, não tivera tempo para relacionamentos - muito menos encontros ocasionais, há tanto tempo que já nem se lembrava da última vez. Mas, como dissera a Deidre, não precisava de um homem para completá-la. E se estivesse em busca de prazer sexual, não precisava de um homem para obtê-lo.
- E posso saber em que se baseia sua suposição?
- Embora tente reprimir, você é uma pessoa muito passional. Pessoas passionais precisam de sexo regularmente ou ficam mal-humoradas. E, querida, você não podia estar mais mal-humorada.
Por acaso já lhe ocorrera que ele a estava deixando mal-humorada?
- Tampouco pode ser um sexo qualquer - prosseguiu - Tem que ser muito bom, de preferência com alguém que saiba exatamente como agir para acender seu fogo.
E ela tinha certeza absoluta de que ele estava se oferecendo para desempenhar a função.
Será que ele acreditava honestamente que poderia levá-la para a cama? Poderia ser tão arrogante? Claro que poderia.
A pergunta a ser respondia era: o que ela planejava fazer a respeito? Como colocá-lo no seu devido lugar e dar-lhe uma lição que deveria ter aprendido há muito tempo?
Ela faria a única coisa que ele jamais esperaria. A única coisa que o tiraria dos eixos.
Parou abruptamente, no meio da rua, na frente de Deus e todo mundo e voltou-se para encará-lo. Antes que ele pudesse se orientar, ou ela ter um segundo de objetividade para mudar de idéia, agarrou-lhe a frente da camisa. Com a outra mão, segurou-lhe a nuca e o puxou.
Ele cheirava a sabonete e a xampu; o cabelo muito macio. Os olhos arregalados de surpresa foi sua última visão antes de sapecar-lhe um beijo nos lábios molhados e levemente entreabertos.
Quando achou ter apanhado Ivy numa armadilha, ela teve um comportamento absolutamente inesperado e em desacordo com sua personalidade. Ele esperara algum tipo de reação. Um daqueles olhares gélidos e mortais ou um comentário sarcástico.
A última coisa que esperava era um beijo.
E certamente não esperava ter gostado.
Um roçar dos lábios macios e carnudos, o gosto da boca doce, e as lembranças das brigas, das palavras amargas e raivosas disparadas entre si como adagas, suspensas como nuvens formadas pela espuma do mar, desapareceram no ar mexicano, quente e seco.
Depois voltaram repentinas, como o ataque de um franco-atirador e, antes que seu cérebro tivesse a chance de entrar em sintonia com o corpo para processar a reação física, tudo acabara. Num lampejo, encontrava-se de volta à rua barulhenta e movimentada. Ivy, parada com as mãos nos quadris, o fitava. O olhar frio. Naquele instante, compreendeu exatamente o que ela estava fazendo e o que pretendia. E por razões incompreensíveis - e inadmissíveis - sentiu-se traído.
Ninguém jamais o olhara com admiração sincera e honesta, como Ivy no passado. Sempre o sobrenome da família lhe rendera certos privilégios. Bastava estalar os dedos e tinha a mulher que desejasse.
Ivy fora a única mulher de quem ele precisara. Ela entendia sua alma, o via como ele realmente era. Compreendia-o de um jeito que ninguém jamais compreendera. Ou talvez ela tivesse sido a única que se dera ao trabalho de tentar. Ela o analisou por uns trinta segundos, com ar meio enfastiado. Deu de ombros.
- Nada.
Caramba. Um a zero para ela e fora um golpe certeiro.
- Acho que você não pode mais acender meu fogo - disse, se justificando - Mas agradeço a oferta.
Ela girou, a saia farfalhando ao redor das pernas.




Ivy entrou no quarto de Dillon. O abajur na mesinha-de-cabeceira estava aceso, mas ele não se encontrava deitado na cama.

Os olhos foram atraídos para as cortinas balançando nas portas francesas. Dillon, parado, de costas para ela, debruçava-se na sacada. Vestia apenas calças largas de pijama de seda.
Ela andou devagar e apesar de não ter feito nenhum ruído, ele pressentiu sua presença.
- Está perdida? - perguntou, sem se virar. Perdida?
Ela se encontrava perdida nos últimos dez anos e só agora começava a se dar conta.
- Não - respondeu, entreouvindo um tremor na voz. Tudo nele, o simples fato de estar perto dele, ao mesmo tempo a assustava e excitava - Pela primeira vez, depois de muito tempo, sei exatamente onde estou.
Ele permaneceu parado, observando o mar. Ela sabia o que ele esperava. Esperava que ela tomasse a iniciativa. Ele precisava se sentir valorizado, que ela validasse o ato.
A idéia lhe deu uma desconhecida, mas estimulante sensação de poder.
Ela deu um passo em sua direção e tocou de leve as costas nuas. Ele não se retesou, não recuou, como se esperasse o gesto. Ela espalmou as mãos, esfregando-as na pele quente, sentindo os músculos e nem um grama de gordura. As costas moviam-se ao respirar em ritmo natural, enquanto a respiração dela parecia acelerar. Sentia a pulsação uniforme das batidas do coração dele enquanto seu coração pulava dentro do peito.
Ela contornou-lhe as costas, deslizando as mãos pelo abdômen firme, bem acima da cintura e sentiu os músculos se contraírem. Recostou o rosto em suas costas, aspirou o perfume da pele, sentiu aquela sensação de intimidade invadi-la.
As mãos dele não se moveram da balaustrada, mas ele pronunciou:
- Você está trêmula.
- Estou com medo - admitiu e subiu as mãos até seu peito.
- Não há motivo para ter medo.
Ela tinha todos os motivos do mundo para estar com medo, até mesmo aterrorizada.
Estava se apaixonando por ele novamente. Apaixonando-se por um homem que sabia jamais seria seu. Estavam presos numa situação sem esperança. Um círculo vicioso em que o encontro sempre se dava na hora errada.
Mas havia avançado demais para parar agora. Ia até o fim da linha. Nunca deixara de desejá-lo.
Desfez o nó da faixa do roupão e o deixou cair no chão da sacada. Em seguida, pressionou o corpo nu contra o dele. Ele engoliu em seco e produziu um som baixo e breve no fundo da garganta. Podia sentir o som a retumbar através dos músculos e da pele, reverberando em seus seios, dedos, na curva da barriga.
Assim permaneceram por longos minutos, sem se mover ou emitir um som. Era bom... mas ela não se contentaria com algo apenas bom. Queria algo fantástico. Queria um êxtase turbulento, capaz de lhe tirar os sentidos.
Arranhou-lhe o peito devagar ao descer dos ombros até a linha da cintura e sentiu-o se retesar. Ele tentava ser forte, tentava com todas as forças se conter, mas ela o sentia perder o controle. E ela adorava a sensação. Gostava de estar no comando.
Continuou sua exploração mais abaixo, logo abaixo do cós de seda, mexendo nele, provocando-o.
- Você me disse que não usava pijama.
A resposta saiu ofegante, irregular.
- Eu menti.
- Sei que me deseja. Vai me fazer implorar?
Ela podia jurar que ele dera um sorriso.
- Isso não representa um problema, certo?
Ele se voltou abruptamente e, antes que ela percebesse, já se encontrava em seus braços. Corpo colado ao corpo, alma à alma. E então ele a beijou. Ai meu Deus! Como ele beijava bem. Ele assumiu o controle, a possuiu. Se ele quisera que ela tomasse a iniciativa naquele roteiro, o momento se perdera.
E o que lhe dava esse direito? E se ela quisesse dar as cartas para variar?
As mãos percorreram-lhe as costas, as nádegas e ela sentiu a ereção dele através do tecido escorregadio de seda. Ele segurou-lhe o bumbum e o apertou e ela mordeu-lhe o lábio. Com força.
Ele gemeu e recuou e por um segundo ela achou ter ido longe demais.
- Machuquei você?
Os cílios dele estavam semicerrados, os olhos enevoados e turvos ao baixar o olhar para ela.
- Machucou, mas eu gostei.


Classificação:







Um comentário:

Suelen Mattos disse...

Nunca li nada dessa autora, mas não sou chegada em livros onde há uma separação por um período muito grande de tempo... principalmente se eles já tivessem sido casados. Só a resenha já saciou minha curiosidade, hehe!!!

=)

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