quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Revelação: Fruto de Um Desejo - Kelly Hunter

Título Original:
Revealed: A Prince And A Pregnancy
Copyright © 2009 by Kelly Hunter

Protagonistas:
Rafael Alexander e Simone Duvalier

Sinopse:

De perigoso e rebelde a impiedoso e nobre!


Quando a herdeira Simone Duvalier entrou na vida de Rafael Alexander, ele mal podia esperar para que ela regressasse para casa e o deixasse construir seu império na Austrália em paz. Apesar de terem compartilhado muitos momentos preciosos no passado, restaram apenas as lembranças e o desejo de seduzi-la Simone nunca esqueceu o feroz, ambicioso e sexy Rafael... e seu corpo ainda o desejava! Mas quando um segredo e uma gravidez não planejada ameaçam mudar tudo, poderia um bad boy se tornar, ao mesmo tempo, príncipe e pai?


Resenha:

Na verdade, não sei bem por onde começar... No primeiro livro da série - Revelação: Amante por Uma Noite - eu, simplesmente, amei a Simone! Nossa! Gostei mais dela do que da Gabrielle, até. Talvez, por isso, achei que o livro não correspondeu. Mas continuei adorando a Simone! E o Rafe, como descrito no primeiro livro, loiro de olhos azuis, eu fiquei imaginando ele meio, Thor, sabe? Tinha química! Mas eu achei a leitura super arrastada. Fiquei meio que enrolando para terminar de ler. Acho que o problema, como no primeiro livro, foi a narrativa da autora mesmo, porque o plot era muito bom! Eu amei o fato de a Simone amar sapos e o Rafe pegar sapos para ela na infância. Amei o fato de eles serem apaixonados desde criança e ele sempre se esforçar em protegê-la, até o momento em que ela lhe partiu o coração ao não aceitar fugir com ele. Simone, a herdeira da House of Caverness, ficou dividida entre ficar e cuidar do pai e do irmão, ou partir com seu grande amor. Acho que nenhuma mulher deveria passar por esse tipo de dilema e ela apenas fez o que achava que era seu dever. Ficou com a família. Rafe não pôde perdoá-la. Ele parte para a Austrália, levando na mala um monte de amargura. Amargura e amor, porque mesmo depois de muitos anos, ele foi incapaz de esquecê-la. E também foi incapaz de perdoá-la. Foi extremamente difícil para ele, voltar a confiar. Houveram, também, alguns pontos estranhos nessa sequencia de livros. A mãe de Rafe e Gabrielle, por exemplo, que no primeiro livro ensaiou uma redenção, porém não se concluiu e no segundo livro, ela é apenas mencionada, mas não vai ao casamento da filha e nunca procura o filho. No final do primeiro livro, eu achei que no segundo, as coisas se acertariam, mas não. Ela, aparentemente, permanece odiando o Rafe, mesmo depois de a verdade sobre ele ser filho do amante dela ser descoberta. Aliás, Rafe acaba, sem querer, se tornando um príncipe de um mini reino próximo a Espanha. O pai não assumiu a gravidez da mãe dele e meio que por isso, a mãe o odeia. Eu ainda acho que deveria ter um terceiro livro para esclarecer a amargura desta mulher. Ela odeia os filhos. Isso não é de Deus, gente! hahahahahhaa.. Dei três estrelinhas, pois o livro termina muito de repente, sem epílogo e sem um "eu te amo" por parte do mocinho.

Simone Duvalier, irmã de Luc Duvalier, é a herdeira de uma espécie de dinastia na França. Rafael é o filho da governanta. Mas, assim como Luc e Gabrielle, cresceram juntos e se apaixonaram. Eles vivem um intenso romance adolescente, mas devido ao ódio que sua mãe sente por ele, Rafe decide abandonar  a França e partir rumo a Austrália, onde vive seu pai. Ou aquele que ele acreditava ser seu pai. Ele chama Simone para partir com ele, mas ela, não aceita a abandonar a família. Rafe, então, vai embora desolado e odiando-a. Passam-se muitos anos e Gabrielle e Luc decidem se casar na Australia, obrigando Simone a enfrentar Rafe outra vez. Os dois se encontram e a frieza de Rafael é notória, mas a chama da paixão ainda arde. Por outro lado, Rafe tem medo de entregar seu coração e se decepcionar outra vez. Créditos para Simone e Rafe. E zero créditos para a autora que tornou a narrativa muito arrastada.


Primeiro Livro da Série Paixão & Escândalo:

- Revelação: Amante Por Uma Noite - Lucien Duvalier e Gabrielle Alexander


Pontos Altos:

Muito tempo depois, Simone saiu do chuveiro quente e estendeu a mão para alcançar uma toalha felpuda. Mal havia terminado de secar o cabelo, quando uma batida forte soou na porta do quarto.
A impaciente equipe da adega, provavelmente.
— Espere — resmungou ela, enrolando-se na toalha e seguindo em direção à porta, colocando-se bem atrás dela antes de abrir uma pequena fresta e espiar para ver de quem se tratava.
Não era ninguém da equipe da adega, embora ele parecesse pertencer a ela com suas botas maltratadas e sua calça de trabalho surrada. Sua camiseta cinza também já havia visto dias melhores , e poderia estar sem forma, não fosse pelo peito soberbamente musculoso que a moldava. Seu rosto era o mesmo que ela via em seus sonhos, um rosto forte e inacreditavelmente bonito. Um rosto que ela já havia amado. Ainda muito belo. Em seus sonhos, aqueles vividos olhos azuis estavam sempre sorrindo, convidando-a a se divertir com ele. Eles, porém, não estavam sorrindo agora.
— Seu recibo — disse ele em voz baixa, estendendo o recibo entre seus dedos fortes e longos. -— Eu estava entregando o vinho tinto para o casamento quando o champanhe chegou.
Simone abriu a porta um pouco mais e pegou o papel das mãos dele. Seus dedos não se tocaram. Os olhos de Rafael não se aqueceram. Aquilo não era um sonho, mas uma realidade estranha e desconfortável.
— Merci.
— Você chegou cedo — disse ele logo em seguida.
— Sim. — O que ela podia dizer? Que havia chegado um dia antes para evitar que Gabrielle, ou ele, fossem pegá-la no aeroporto? Que havia se organizado de modo a ter algum tempo extra para se preparar para vê-lo outra vez? — Sim. Um pouco.
Os olhos de Rafe se estreitaram ao avaliar seu rosto.
— Posso entrar?
— Não! — Arfante demais. Apressada demais. — Não — repetiu ela, tentando recuperar a compostura. — Não é uma boa hora.
O olhar dele endureceu.
— Sinto muito. Não sabia que tinha companhia.
Companhia? Companhia? Como se ela fosse comparecer àquele casamento com um namorado a tiracolo. Irritada, ela se afastou da porta e a abriu para que ele pudesse ver a situação com os seus próprios olhos. O olhar de Rafe percorreu todo o quarto antes de voltar a cruzar o dela.
Os empregados da casa o haviam apelidado de Dia quando eles ainda eram crianças, e Rafe chamava Caverness de lar. Dia, devido ao seu jeito solar e o brilho de seu sorriso, embora fosse o filho rejeitado da caseira. Lucien, irmão de Simone e fiel parceiro de Rafe, com seus modos vigilantes e seu cabelo preto retinto, fora apelidado de Noite. Agora, no entanto, seus papéis pareciam ter sido trocados.
— Eu não estou devidamente vestida — encontrá-lo sem um pingo de maquiagem, coberta apenas por uma toalha, não fazia parte de seu plano — de modo que se pudesse fazer a gentileza de ir embora...
— Não sou muito afeito a gentilezas — murmurou ele numa voz maviosa, apoiando-se no batente da porta, rude e poderosamente masculino. Seus olhos a avaliaram languidamente. — Bela toalha.
Ele era fabuloso quando era mau. Ela não havia se esquecido disso.


***


— Ela é uma brilhante embaixadora, não é? — murmurou Gabrielle, num dos raros momentos em que Rafe ficou a sós com ela.
— Onde foi que ela aprendeu tudo isso?
— Na universidade, no trabalho e ao lado do pai. Luc me contou que ela mergulhou no trabalho quando você foi embora. Ela sacrificou o amor que sentia por você em nome de seu papel nos negócios da família. Isso lhe soa familiar?
Rafael sofreu o golpe em silêncio. A expressão de Gabrielle se suavizou.
— Ela o amava, Rafael. Com todo o seu ser. Mas também era muito leal à família, e você não lhe deixou escolha. Simone não tinha como ficar com você e cumprir com suas obrigações junto à família. Ela não podia ir embora e você não podia ficar. Está vendo com seus próprios olhos como ela é crucial para o gerenciamento do império da Duvalier.
— Estou vendo — disse ele bruscamente.
— Queria lhe agradecer por ter mostrado a vinha a Simone e tê-la ajudado durante a cerimônia e a recepção.
— Poupe seus agradecimentos, meu anjo — murmurou ele. — A noite ainda é uma criança.
— Eu confio em você — disse ela, beijando seu rosto. — Reaproxime-se dela, Rafe. Pelo seu próprio bem. Ela é uma mulher incrível.
O que era exatamente o que ele temia.


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