quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Beijo de Fogo - Emma Darcy

Título Original:
The Billionaire´s Housekeeper Mistress
Copyright © 2010 by Emma Darcy

Protagonistas:
Ethan Cartwright e Daisy Donohue

Sinopse:

Uma tarde no hipódromo com champanhe e mulheres é apenas mais um evento para Ethan Cartwright até Daisy Donohue atrair sua atenção. Ela sabe como ser invisível em meio à alta sociedade australiana, mas ele fica tão intrigado que não consegue resistir a um momento de paixão e a defendê-la de sua tirânica chefe... o que a leva a ser demitida! Ethan precisa compensá-la, e lhe oferece um emprego como assistente em um empreendimento. Agora, com Daisy a seu dispor, ele não se importará em misturar negócios e prazer...


Resenha:

Então... Acho que me apaixonei pelo Ethan!

Fazia tempo que não lia um livrinho assim, leve, gostoso e que me fez ansiar por mais. Li tão rapidinho! Nem senti o tempo passar, mas por mim, a história continuaria e eu o estaria lendo até agora, de tão gostosinha que foi a leitura nesse feriadinho. Ethan, apesar da proposta indecente - uma proposta que eu entendi mais como uma forma de mantê-la com ele, do que para obter sexo e nada mais - do meio do livro, é um gentleman, gente! O mais engraçado é ele elaborando os planos para fazê-la se render, tipo.. "vou devagar, não posso assustá-la ou ela fugirá".. Gente! Como não amar???? Eu não consegui! Me apaixonei! Adorei a Daisy também! Adorei o modo como ela o enfrentou desde o início, não se submetendo a ele, apesar de ele ser um bilionário gostosão. Aliás, ela de primeira, o detesta, justamente porque ele é um bilionário gostosão! E ele sente isso. E isso é o que o intriga e chama a atenção dele num primeiro momento. Adorei também como ele parece cuidar dela, mesmo sem ela perceber. Não mente para ela sobre a ex e como ele quer se envolver com a família dela, mesmo ela não querendo! Adoro livros com famílias grandes e intrometidas! Do tipo que se reúnem nos feriados em grandes almoços ou jantares no subúrbio! Achei o livro tão maravilhoso que fiquei com sensação de que acabou rápido demais. Queria epílogo! Geralmente não dou 5 estrelinhas para livros sem epílogo, mas esse não tem como! Mexeu comigo e se mexeu, ganha 5 estrelinhas!

Daisy era assistente pessoal e relações públicas de uma mulher insuportável que se achava o centro do universo e que a humilhava a todo instante. Daisy suportava, pois necessitava muito do emprego, pois ajudava a sustentar sua família. Num evento de corridas de cavalos, quando sua chefe tentava impressionar o bilionário Ethan Cartwright, Daisy aparece e ela acaba por humilhar Daisy na frente dele. Ele prontamente a defende, mas ela fica bastante irritada, pois teme perder o emprego e some nomeio da multidão. Não se dando por vencido e não entendendo o antagonismo ele a busca, mas numa confusão, ela acaba demitida e o culpa. Sem saída e vendo uma oportunidade de se aproximar dela e conhecê-la melhor, ele acaba oferecendo um emprego para ela em sua casa. Devo dizer, que nada acontece de uma hora para outra, mas ela acaba cedendo. Ethan, apesar de reservado, é bastante decidido. Daisy vê a diferença de classes sociais entre eles como um grande empecilho e Ethan fará qualquer coisa, para provar que ela está errada.

Pontos Altos:

"Ethan segurou Daisy antes que ela caísse, abraçando-a com força. Queria Daisy entre seus braços, mas não inconsciente. Precisava vê-la vibrante outra vez. Ergueu-a no colo. 

Precisava de uma cadeira para fazê-la sentar, obrigá-la a repousar a cabeça entre os joelhos, e dar-lhe água... era isso que o bom-senso lhe dizia, mas sua vontade era pros­seguir andando até sua limusine e levá-la para longe dali. O homem das cavernas agarrara sua mulher. Queria tê-la toda para si. 

O problema era que sem dúvida Daisy recuperaria os sentidos antes que chegassem até a limusine. Quanto tempo demorava um desmaio? E é claro que faria uma cena no hotel antes que ele a levasse para sua suite. 

Não. Era uma má ideia. Um sheik poderia se dar bem galopando pelo deserto com sua cativa. Ou um pirata, levando-a para seu navio. Mas não Ethan Cartwright no mundo moderno politi­camente correto. Caso agisse mal teria que responder por seus atos. 

Mesmo assim, estava quase saindo do salão quando Mickey o interceptou. 

— Ei, Ethan. Aonde vai com a garota? 

Ethan parou e se voltou para o amigo. 

— Ela desmaiou. Preciso conseguir uma cadeira. 

— Passou por mais de vinte cadeiras. 

— Distração — resmungou Ethan. 

Não vira nada além da mulher em seus braços... das emoções que ela lhe causava."



***



"Todos ajudaram a arrumar a casa antes de ir embora. Não tendo mais com o que se ocupar, Daisy não teve remédio senão jogar tênis com Ethan. Pelo menos ambos haviam trocado de roupa e usavam os trajes da manhã. Enquanto se dirigiam para a quadra, ela tentou manter uma conversa amena, comentando sobre os convidados, como haviam se divertido, e fingindo estar completamente à vontade. 

— Você é bom jogador? — inquiriu. 

Ethan riu. 

— Fique tranquila, irei acompanhar seu ritmo. 

Ela não se sentia nada tranquila. Porém, como Etnan fizera a promessa de acompanhá-la, Daisy teria chance de vencê-lo, e com seu amor próprio ferido, Ethan não iria querer jogar mais. 

— Prefiro que você comece o jogo — sugeriu Daisy. 

— Como quiser. 

O jogo começou e, aos poucos, Daisy foi mostrando sua capacidade. 

— Será que estou aqui jogando com uma profissio­nal? — acabou por dizer Ethan. 

— Como pode imaginar tal coisa? 

— Onde costuma jogar, Daisy? 

— No Chatswood Ténis Clube. 

— Com que frequência? 

— Quase todos os sábados à tarde. 

Até que não teve mais dinheiro para pagar as mensa­lidades, concluiu Daisy em pensamento. Seus dias de tê­nis poderiam em breve terminar para sempre, mas nesse momento ela ainda estava em ótima forma. 

A medida que Daisy continuou à frente na partida, Ethan sorria. 

— Do que a chamam no clube? De foguete? 

— Não. Só Daisy. 

Ele balançou a cabeça com ar divertido. 

— Nunca diria que é só Daisy. Em comparação com todas as outras mulheres que conheço você é a mais extraordinária. 

O elogio a deixou zonza como se tivesse bebido uma taça de champanhe de um só gole. Mas parecia que o ego de Ethan não fora machucado. Ela esperara que ficasse aborrecido e ironico por estar perdendo, porém isso não acontecera. 

Continuaram a jogar, e Ethan desistiu de ser bonzinho e começou a dar raquetadas para valer. Daisy precisou lutar. 

Ele continuou aplaudindo cada bola certa que ela mandava, mas Daisy já não sentia tanta necessidade de ganhar. Por fim, Ethan venceu, mas deixou a raquete cair para aplaudi-la. 

Pulou sobre a rede, e antes que Daisy pudesse prever o que faria, tomou-a nos braços, murmurando: 

— Fui o vencedor e levo o prêmio. 

E a beijou."



***



"Quando entrou no apartamento na manhã do sábado, qualquer preocupação de que Daisy pudesse ser humilhada por qualquer um desapareceu em um piscar de olhos. Ela estava absolutamente divina. 

E elegante, e tão sexy, que o desejo logo o dominou, fazendo-o suspirar dentro do terno caríssimo. 

Mas era impossível levá-la para a cama nesse mo­mento. Iria amarrotá-la e estragar o feitio da roupa. Daisy dançou na sua frente fazendo flutuar a saia que alcançava seus joelhos. 

— Gostou? — perguntou com os grandes olhos cor de chocolate brilhando com segurança. — Chama-se bor­boleta de néon. 

O vestido era cor-de-rosa forte, a seda brilhante salpi­cada por borboletas brancas. O decote em "V" e o corpete justo enfatizavam suas formas femininas. Os longos cabelos castanhos tinham sido penteados em um coque alto com uma mecha caindo sobre a orelha, e ela usava na cabeça um arranjo de plumas e flores também cor-de-rosa. 

— Estou encantado — disse Ethan, balançando a ca­beça com admiração. 

O pardal marrom desaparecera. A borboleta iria ofus­car todas as mulheres na corrida. 

A segurança pareceu abandonar Daisy por um instan­te quando ela perguntou: 

— Gostou ou não? 

Ethan riu. 

— Está maravilhosa — disse, abraçando-a. — Terei que brigar com Mickey para que não a roube de mim, porque sem dúvida irá considerá-la a mais bela de todas. 

Daisy riu também, o alívio se misturando ao prazer. 

— Eu não quis decepcioná-lo, Ethan. 

— unca me decepciona. — Beijou-a na testa e sorriu — E isso é algo que aprecio muito, Daisy. 

— Você também nunca me decepcionou — replicou ela quase sem fôlego. 

Havia uma ansiedade em suas palavras, o que fez o coração de Ethan bater mais forte. Parecia que um mar­telo esmigalhara a couraça que forjara no peito desde aue Serena o decepcionara, e uma onda de calor o fez suspirar com emoção. 

Queria tomar conta de Daisy. Protegê-la. Dar-lhe tudo que precisasse. 

Os instintos que o tinham levado a agir com ela do modo como agira quando a conhecera, de repente fize­ram sentido. 

A necessidade de tê-la, de mantê-la junto a si... era porque jamais conhecera alguém como Daisy... uma mu­lher em quem podia confiar, poderia amar, alguém com quem compartilhar sua vida."


Classificação:



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