terça-feira, 27 de setembro de 2011

Homens Fortes - Amante Contra a Vontade - Kim Lawrence

Título Original:
Unworldly Secretary, Untamed Greek

Copyright © Kim Lawrence 2010

Protagonistas:
Theos Kyriakis e Elizabeth Farley

Sinopse:

Apesar de estar apaixonada por Andreas, seu lindo chefe grego, Beth Farley sabia que ele a via apenas como mais uma peça de mobília do escritório. Mas o irmão de Andreas, o arrogante e rico Theo Kyriakis, tinha um plano. Se Beth fingisse ser sua amante, Andreas certamente iria desejá-la. Após uma transformação completa, Beth deixou de ser uma secretária sensata e se tornou uma mulher poderosa! Porém, apesar de pronta para surpreender seu amado chefe, o coração dela sussurrava que outro homem deveria iniciá-la no mundo da sensualidade sem limites... Seria Theo?


Resenha:

Ah! Há quem diga o contrário, mas eu achei tãããão fofa! Eu achei o Theo muito fofo, gente! Eu imaginava ele um homem grande, forte, arrogante e ao mesmo tempo, tão meigo! Lindo! Me encantei com ele, com o carinho que ele, mesmo sem perceber, demonstrava para com a Beth. E como ele ficava inseguro com o fato de ela ser apaixonada pelo irmão dele. Eu acho tão fofo, um homem todo arrogante, inseguro.. hahahaha.. Gosto mesmo! Também gostei muito da Beth. Uma mocinha que, apesar de virgem, não era bobinha, ingênua. Achei que eles formaram um casal super hot, com muita química. Detalhe: Ela achava que o odiava!

Beth é assistente de Andreas, irmão de Theo. Há três anos apaixonada  por seu chefe, decide pedir demissão quando ele decide se casar com outra, que por acaso, ou não, é ex-namorada de Theo. Conhecendo bem, a boa bisca com quem seu irmão está se envolvendo, e percebendo o amor de Beth, Theo decide usá-la para fazer com que seu irmão caia na real. E funciona! Mas, aí, Theo já não está tão certo de querer deixar Beth para seu irmão. Todos os meus créditos para Theo. Super Recomendo. Só faltou um epílogo.

Ponto Alto:



O quarto estava vazio. Com um suspiro de alívio, ela correu até a cama para pegar suas roupas.
Mas elas não estavam onde ela as deixara. Em vez delas, havia uma camisa amassada e uma gravata que ela poderia jurar não haviam estado ali antes.
— Mas onde diabos...? — ela murmurou, afastando a colcha para olhar debaixo.
— Procurando isso?
Com um soluço assustado, Beth se virou se empertigando quando a figura alta entrou novamente no quarto. Ele estava segurando a organizada pilha com as roupas dela, que deixou cair ao chão antes de começar a abotoar casualmente a camisa que estava aberta até a cintura, revelando os músculos de seu abdômen definido e um provocante vislumbre de leves pelos em seu peito dourado.
Os olhos de Beth fizeram uma viagem não planejada do rosto dele até a cintura enquanto um tremor que começou na parte de baixo de sua pélvis se alastrava até que seu corpo inteiro estivesse envolvido.
Ela respirou fundo e arrastou os olhos para cima. E daí se Theo Kyriakis estava em muito boa forma? Isso não era nenhuma novidade.
Na verdade, muito boa, ela pensou, podia ser a injustiça do século. Ele tinha o tipo de corpo do qual as fantasias eram feitas, mas, obviamente, não as dela.
Theo ficara incomodado por seu plano não ter dado totalmente certo, mas não era culpa dela as coisas não terem funcionado.
No entanto, fora uma surpresa para ele. Theo se considerava muito bom para julgar aquelas coisas, e tinha certeza de que Elizabeth Farley ficaria muito bem; claro, ele não esperara milagres.
Suas expectativas haviam sido muito mais realistas, mas ele pensara de verdade que tirá-la daquelas roupas já seria uma vasta melhora, e um pouco de brilho para chamar a atenção para aqueles lábios fartos e sedutores faria qualquer homem esquecer suas feições nada clássicas.
Uma imagem daquela boca estava vagando pela mente dele quando ela se virou de frente, seu cabelo recém-feito se espalhando como uma sedosa nuvem em torno de seu rosto antes de se assentar às costas.
Theo teve o momento de deslumbramento que não esperara: aquilo o atingiu como um soco.
Um xingamento rouco escapou despercebido por seus lábios quando Theo respirou fundo; ele não tinha mais controle sobre o próprio corpo do que um adolescente em seu primeiro encontro com o desejo.
Ele pensara que havia potencial nela, mas não tanto! Quem diria que, debaixo dos ternos desalinhados e golas abotoadas até em cima, havia um corpo pelo qual qualquer mulher trocaria sua coleção inteira de bolsas de grife, e qualquer homem... Ele balançou a cabeça ligeiramente e soltou o ar que estivera preso em seus pulmões em um único suspiro e pensou... Qualquer homem, incluindo seu irmão, iria querer possuir.
O  mistério era por que uma mulher esconderia um corpo como aquele.
E, apesar da apreensão dele, o preto não se revelara um erro, ele admitiu, enviando um silencioso pedido de desculpas aos estilistas, que sabiam mesmo o que estavam fazendo. A absoluta coluna de preto ressaltava a pele clara e o decote baixo do vestido revelava a beleza de seu adorável pescoço e ombros, enquanto oferecia tentadores vislumbres de seus seios empinados quando ela se movia.
— Você disse que iria embora — Beth acusou, direcionando um olhar amargo para o rosto dele.
Theo não reagiu. Apenas continuou observando com uma Intensidade fixa que ela achou enervante; se ela já se sentira confusa e constrangida antes com tudo aquilo, agora, a reação dele a fazia se sentir um milhão de vezes pior.
— Bem, agora você já sabe. Sinto muito.
— Sente muito?
Havia uma expressão estranhamente apática nos olhos dele quando encontraram os dela; estavam tão escuros que era impossível dizer onde a pupila terminava. O efeito era estranhamente hipnótico.
O constrangedor silêncio se prolongava.
O que mais poderia dizer? Ela se perguntou ao finalmente conseguir desviar os olhos dos dele; mas não conseguiu ir além da boca seriamente sensual.
Ele estava claramente decepcionado por seu plano ter sido despedaçado logo de início. Sequer lhe ocorrera pensar em como ela devia estar se sentindo... Não, claro que não lhe ocorrera. Deus, ele devia ser o homem mais egocêntrico e egoísta do planeta!
O ressentimento dentro dela explodiu subitamente.
Não me olhe assim... Não é minha culpa! — ela gritou.
— Não há necessidade de levantar a voz. — Os olhos dele deslizaram para os seios que subiam e desciam. Os olhos de Andreas iriam saltar da cabeça quando vissem aquilo.
A transformação funcionara em muitos aspectos. Seu irmão teria ódio de si mesmo por aquela mulher ter ficado sentada a poucos metros dele durante anos, e seria consumido pelo ciúme por ela estar com Theo.
— Na verdade, há necessidade. Eu disse que era uma idéia ridícula, mas você queria que fosse do seu jeito, como sempre... Você ouve alguém? Pergunta boba; claro que não. Bem, para o seu governo, eu sei que estou ridícula, não preciso que me diga.
Ela envolveu os braços em torno do peito em um gesto de proteção e desejou que ele parasse de encará-la.
— E não ouse me dizer para ver pelo lado positivo — ela avisou de modo sombrio.
— Certo, não digo — Theo concordou, ajustando o nó da gravata.
— Porque já estou por aqui — ela informou, levando a mão acima da cabeça — de ser positiva e bancar a corajosa quando a vida, na verdade, é uma porcaria. Um vestido de prostituta — ela observou de maneira amargurada — não vai mudar o fato de que não sou atraente. Simplesmente não sou sexy.
Se fosse mais sexy, ela precisaria andar com um aviso de proteção do governo.
O vestido — ele disse, lutando para ter paciência — não é de prostituta; tem classe e é sexy. — E ela era claramente louca se realmente não fazia idéia de sua aparência.
— Ah, tenho certeza de que foi muito caro — ela admitiu inclinando uma perna para examinar o efeito enquanto as pregas do tecido se apertavam contra sua coxa. — Tenho certeza de que ficaria maravilhoso em alguém que pudesse ostentá-lo.
— Por que você não pode ostentá-lo?
Presumindo que ele estava brincando, ela soltou uma risada.
— Se você estiver preocupado com seu dinheiro... — Beth fez uma careta. Não o culparia se estivesse; não havia uma única etiqueta de preço em nenhuma das roupas que haviam levado para ela, mas Beth estava bastante certa de que deviam custar mais do que ela gastava por ano com roupas. — Tenho certeza de que eles aceitarão o vestido e as outras coisas de volta.
O que a deixaria vestindo muito pouco. Sem aviso, uma imagem se formou na mente dele para ilustrar a idéia; ele a viu de pé ali, sem o justo vestido, e, em sua opinião de especialista, ela não estava usando sutiã.
— Qual é o seu problema?
A honestidade evitou que Beth gritasse. Ficou olhando para ele, porque ele não a obrigara a passar o dia inteiro sendo mimada e arrumada. Mas era tentador, muito tentador.
O que ele fizera fora o que fazia de melhor; explorar a fraqueza dela.
Por que uma mulher esconderia um corpo como aquele? Ele se perguntou enquanto seu olhar deslizava sobre as esguias curvas femininas. Os seios dela eram surpreendentemente fartos, seu quadril, estreito em contraste, e a cintura incrivelmente fina.
Ou talvez você possa encontrar alguém do meu tamanho para ocupar meu lugar... — Beth sugeriu esperançosamente.
— Chega!
O ríspido comando a interrompeu. Beth abriu a boca para protestar e, quando seus olhos se moveram da boca sensualmente moldada dele até os olhos, ela parou abruptamente. Algo a atingiu no ventre, os olhos se fixaram no olhar velado dele, e um pequeno tremor desceu por sua espinha. — Obrigado — ele murmurou ironicamente.
O silêncio entre eles se estendeu por mais alguns momentos desconfortáveis antes que ele passasse a mão para frente e para trás em seu cabelo escuro, desarrumando-o e fazendo-o ficar espetado na frente.
— Você deveria pensar numa ajuda profissional com seus traumas com o corpo, mas não sou terapeuta.
— Não, você é o chefão.
— Você não parece impressionada.
— É claro que estou impressionada. Você fica sentado em uma mesa grande que nunca está desorganizada porque nunca faz trabalho nenhum; apenas toma decisões. O que, tenho certeza, é muito difícil — ela zombou.
A respiração assobiou por entre os dentes cerrados dele.
— Tive um dia muito desgastante, e minha paciência está limitada. Talvez não seja uma boa idéia me irritar, Elizabeth.
Beth jogou as mãos para o ar em uma atitude de total frustração.
— Você teve um dia desgastante? — Deus, ela não creditava a ele uma natureza solidária, mas, até pelos padrões egocêntricos de Theo, aquela afirmação foi incrivelmente egoísta na opinião dela. — Você ficou sentado ali a tarde inteira enquanto as pessoas o cutucavam, empurravam, descascavam e agiam como se fosse algum tipo de aberração da natureza? Minha pele está errada, meu cabelo está errado, meu...
Sem qualquer aviso, ele pegou o queixo dela entre o polegar e o indicador e inclinou seu rosto para cima, para que o encarasse.
Beth ficou petrificada, sua boca entreaberta, suas pupilas se dilatando quando ela ergueu o olhar para o dele.
Um lento e insolente sorriso repuxou os cantos da sensual boca de Theo, mas seus olhos escuros permaneceram sombrios enquanto ele percorria a curva da bochecha de Beth lentamente com um dedo.
Ela não teve controle sobre o calafrio que atravessou seu corpo em reação ao leve toque. Seu coração martelava o que tornava difícil recuperar o fôlego.
— Se criticaram sua pele, são idiotas — ele pronunciou. — ela é perfeita como seda. — Ele ergueu a mão e afundou seus compridos dedos no cabelo dela, uma expressão que tinha todas as marcas de compulsão penetrando em seus olhos à medida que as pontas dos dedos roçavam a cabeça dela.
Beth recuou, liberta da paralisia que a prendera ao chão pelo toque de um surto elétrico que fez seu corpo formigar.
— Nada que eu diga a convencerá de que você está fantástica, não é? — O olhar questionador dele varreu as feições ruborizadas dela.
Ela balançou a cabeça e observou a irritação e a frustração faiscarem nos olhos dele. Respirando rapidamente e desconfortavelmente ciente do calor em seu ventre, Beth passou a língua pelos lábios, atraindo sem querer a atenção dele para a suave área.
Incapaz de explicar o efeito físico que ele causava nela, Beth soltou o queixo e deu um passo casual para trás.
Frustrando a tentativa dela de recuperar algum espaço entre eles, ele acompanhou sua ação e, em seguida, deu outro passo, ficando perto demais. Ela não conseguia pensar; não conseguia respirar.
— Imaginei que não. — Seu polegar planou levemente pela lateral do rosto dela antes de ele deslizar os dedos pela clara coluna do pescoço. Ele podia sentir a vibração do pulso na base do pescoço com as pontas dos dedos.
O toque dele era leve. Não havia nada que a impedisse de recuar, mas ela não o fez; a poderosa aura de sexualidade crua que ele irradiava a prendia ali. Ela jamais estivera fisicamente ciente de um homem como estava de Theo.
A fulgurante intensidade do olhar dele a fazia estremecer. Com seu olhar sensual fixo no rosto dela, ele curvou a mão sobre o traseiro dela e a puxou para seu corpo. Beth ergueu as mãos para empurrá-lo para longe, mas, de alguma forma, elas permaneceram onde estavam apoiadas no peito dele. Com as mãos espalmadas, ela abriu os dedos, ciente, ao fazê-lo, da rígida solidez do peito de Theo, do calor de sua pele e da vibração de seu coração que batia fortemente.
O coração dela agia como um pássaro capturado se lançando contra seu peito.
Os cantos da boca de Theo se levantaram em sorriso dizendo "perigo" quando ele esticou a outra mão para apoiar a parte de trás da cabeça dela.
Ela engoliu, vencendo o dolorido nó emotivo em sua garganta e abriu a boca uma fração de segundo antes de Theo a cobrir com a dele.
O choque a manteve imóvel.
De olhos arregalados, ela ficou ali enquanto os lábios de Theo se estabeleciam contra os dela e, depois, quando a língua dele deslizou por entre seus lábios entreabertos, seus olhos se fecharam. Sem saber como aquilo estava acontecendo, ela retribuía o beijo, seus braços curvados em volta do pescoço dele enquanto seus pés abandonavam o chão. Acima do rugido em seus ouvidos, ela ouviu um leve gemido partido, mas não o associou a si mesma.
Quando ele a soltou, Beth deu um vacilante passo para trás, dando um tapa na mão que ele estendeu enquanto passava ainda em sua boca trêmula. A sedutora mistura de paixão e choque estupefato nos olhos vidrados dela fez Theo querer beijá-la novamente.

Classificação:





4 comentários:

Elis Miranda disse...

Ai que quero ler agora!!!!
Mega adorei fofis, me amarro nesses livros que o mocinho acha que está no controle e ploft, leva na cara! hahahahaha

bjs

Grê disse...

Super amei a resenha... vou começar a ler hj!!!!... *-*

k-rol disse...

embora eu ache as histórias da kim muito boas as vezes são um tanto cansativas ...
mas mesmo assim eu vou ler essa história valew pela dica!

Grê disse...

Li!... gosteii *-*... acho que ela poderia ter aumentado um pouco mais a história... mas assim curtinha, e bom que da pra ler rapidin!... Bjão

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