sexta-feira, 11 de maio de 2012

Mais Forte que o Amor - Katherine Garbera

Título Original:
The Spanish Aristocrat´s Woman
Copyright © 2008 by Katherine Garbera

Protagonistas:
Guillermo de Cuaron y Bautista de la Cruz e Kara DeMontaine

Sinopse:

Quando o Conde Guillermo de Ia Cruz anunciou seu noivado com Kara de Montaine, a simplória e sem graça herdeira de uma grande fortuna, a alta sociedade ficou boquiaberta, em choque. Mas ninguém estava mais abalada do que ela mesma. O homem de seus sonhos havia acabado de pedi-la em casamento... Para se vingar de sua antiga amante! Ela deveria ter recusado, mas algo no olhar primitivo de Guillermo lhe mostrara que ele estava longe de lhe ser indiferente. Mas conseguiria Kara domar o nobre playboy e mostrar que poderiam ser felizes para sempre?


Resenha:

Bem! Não sei direito como começar esta resenha. Talvez, seja melhor, eu começar falando da mocinha. Kara. Uma fofa! Adorei ela! Apesar dos seu complexos, ela não era chata, como algumas mocinhas que estamos acostumadas a ler. Eu super gostei do jeito dela, meigo e independente. Encarando a vida de frente, sem medo de se deixar levar, principalmente por uma loucura, como a história do casamento com o conde Guillermo (devo dizer que adooooro esse nome!), que surgiu do nada e não sei como o povo todo acreditou. Ela se deixou levar pela loucura, acreditou nela e não teve medo das conseqüências. Gostei disso. Quanto ao conde, tenho que dizer que ele me despertou sentimentos ambíguos. Por um lado, eu o achei o rei do charme, espanhol, como os meus mocinhos favoritos, senhor de si, poderoso, como deve ser um mocinho, o que o traduz como gostoso! Mas, ao mesmo tempo, essa história de inventar para todos que estava noivo e usar  Kara, porque ela estava, no caso dela, no lugar certo, na hora certa, não me pareceu muito cavalheiresco da parte dele. Apesar, de ele não esconder de ninguém, não foi sincero com ela, quando ela o questionou, mas ela não era boba. Também não gostei do fato de ele ficar dizendo que queria se casar porque os amigos tinham se casado. E esse negócio de ter largado ela esperando por três horas para ir atras da talzinha lá, também não me desceu muito, até porque, ele se considerou certo e nem mesmo se desculpou com Kara. Ela que acabou se desculpando com ele por se achar pegajosa! Absurdo! Bem, estava na dúvida sobre que nota dar, mas optei pelo BOM, pelo motivos que relatei acima e que apesar de tudo isso, houveram momentos fofos. Me prendeu e eu li rapidinho.

Ponto Alto:


Seu perfume floral impregnava o ar.
— Kara?
— Desculpe. Subi para atender uma ligação de Katie. - disse ela, ao fundo do cômodo. Gui nem conseguia distingui-la no escuro.
— É bem-vinda ao meu gabinete. Por que as luzes estão apagadas? - perguntou ele ao entrar no cômodo.
— Eu não sabia quais seriam as notícias. Soube que Alonzo e a Infanta estão bem?
— Sim, eu soube. - ele acendeu uma das luminárias na mesinha de canto. Kara estava de pé perto da escrivaninha. Vê-la não lhe oferecia qualquer pista do que estava acontecendo na cabeça dela.
— Sinto muito quanto a Juan.
— Obrigado. Ligarei para minha mãe agora.
Ela assentiu.
— Vou deixá-lo à vontade...
— Mais alguma coisa? - perguntou ele quando viu que Kara hesitava à porta.
— Ouvi alguém com você lá embaixo?
— Sim, ouviu. Convidei Elvira para passar a noite aqui. A casa dela estava tomada pela mídia, e ela só contava com a companhia dos criados. = Gui percebeu que estava se explicando, algo que nunca tinha feito.
— Não pensou em me perguntar primeiro?
— Ela está de luto, Kara. E é uma velha amiga. Não podia virar as costas.
— Claro que não. - disse ela, rumando para o corredor.
— Não lhe devo satisfações. E nem mesmo depois que estivermos casados.
— Sei disso. - respondeu ela. Seus grandes olhos estavam arregalados e piscavam sem cessar. Gui tinha a sensação de que Kara lutava contra as lágrimas e sentiu-se um completo idiota.
Mas o dia não fora nada fácil para ele. E ainda precisava conversar com os pais. E, depois, terminar de acomodar Elvira.
— Sinto muito. - disse Kara. — Podemos falar sobre isso pela manhã. Mas, por favor, lembre-se do que conversamos quando concordei em ser sua noiva.
— E o que foi?
— Que nenhum de nós prenderia o outro a este casamento, ou noivado, como é o caso, se o outro encontrasse o amor.
Gui queria praguejar.
— Não posso agüentar com ciúmes agora, Kara. Minha família acabou de levar um grande susto e preciso saber se estão bem. Converso com você quando eu tiver mais tempo.
Kara respirou fundo e então voltou a entrar no cômodo, fechando a porta ao passar. Não parou até estar a menos de um passo dele.
— Para começar, não estou com ciúmes. Você me disse que não existia nada entre você e Elvira, e eu acreditei.
— Muito bem. Então qual é o problema?
— Qual o problema? Gui, você me ligou há mais de três horas dizendo que estaria em casa em alguns minutos. Sua família ligou à sua procura, e tive que dizer que não sabia onde você estava. Depois, descubro por Katie que o marido de sua antiga amante está morto, e você aparece com ela a tiracolo. O que acha que há de errado?
Ele se encostou à escrivaninha e cruzou os braços. Estava esperando pela paz que Kara sempre lhe trazia, mas, ao invés disso, só tinha encontrado mais caos do que o desejável para o momento.
— Isso me parece ciúme.
— Pare de dizer isso. Não estou com ciúmes. Estava preocupada com você. Pensei que algo pudesse ter acontecido, que talvez tivesse recebido más notícias sobre seu irmão e precisasse de mim, Gui. Estava preocupada porque queria estar ao seu lado e ajudá-lo a superar esta situação.
— Não preciso disso.
— Não precisa? Então, do que você realmente precisa? Porque tentei tudo que pude para ser o que você precisava, e ainda não consegui descobrir o que é.
— Preciso de uma mulher que saiba quando me dar espaço. Preciso de uma mulher que perceba que, no meio de uma crise familiar, não posso lidar com ela e seus ciúmes mesquinhos.
— Então é disso que precisa?
— É, sim.
— Então, acho que não precisa de mim.
Kara lhe deu as costas e rumou para a porta, e Gui deixou que ela se fosse.

***


Puxou o papel de seda e viu que era um livro. Kara tirou o livro da caixa e fitou a capa. Parecia um manuscrito com iluminuras da época medieval. Na capa, havia um cavaleiro de armadura brilhante montado num cavalo. O cavaleiro olhava para o castelo, e na torre estava uma mulher que se parecia muito com ela. Possuía cabelos pretos, longos e encaracolados como os de Kara. E os olhos eram cinzentos, exatamente como os dela.
Ela ergueu o livro, olhando mais de perto o cavaleiro, e, desta vez, notou que ele se parecia com Gui.
Abriu o livro e percebeu que contava a história de Gui e Kara. O livro estava escrito como se fosse um conto de fadas. A começar com o Era uma vez...
Ela folheou as páginas, lendo para ver o que acontecia na história. O livro era primoroso, e em cada página havia imagens pintadas a mão que descreviam outra cena do cavaleiro com sua princesa. Gui devia ter pago uma fortuna para que aquele livro fosse feito tão rápido.
Mas a história terminava de maneira abrupta com o desaparecimento da princesa. O cavaleiro estava procurando por ela, e então não havia mais nada, só páginas em branco.
E isso lhe significava o mundo. 

Classificação:






4 comentários:

Renata Cristina disse...

Hummm ...
esse negócio dele deixar ela esprando por 3 horas também não está me agradando ...

Mas ainda vou lê-lo

Bjoss Lu

rara disse...

como faço para baixar?

Nathal Sant disse...

Oi Lu
gostei da resenha, muito boa. Ele me parece o típico homem que estamos acostumadas a ver não só nos livros, não é mesmo/ kkkkk
Depois eu vou ver se consigo achar para ler porque me interessou.
O blog está ótimo.
Beijos
Ca
http://mromances.blogspot.com

Angel-D disse...

como faço para baixar?

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